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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 12 Dez 2006 19:40:01 -0200</DataGeracaoArquivo>

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Justiça autoriza acesso a computador do Opportunity]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[CONSULTOR JURÍDICO: A Justiça está autorizada a abrir o disco rígido do  computador do banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity, mas só poderá ter acesso às informações pertinentes ao caso em investigação. A decisão é da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3 Região, que nesta terça-feira julgou recurso do banqueiro. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Pela decisão, o juiz de primeira instância está autorizado a selecionar os arquivos relativos ao caso, com acompanhamento do Opportunity, de Daniel Dantas e da executiva Carla Cicco, ex-presidente da Brasil Telecom, bem como dos respectivos advogados. O Ministério Público também está autorizado a acompanhar a investigação dos arquivos. Depois de fazer a seleção, os arquivos serão submetidos a uma perícia técnica. Todo o processo de abertura, seleção e perícia dos arquivos será feito em segredo de Justiça<br><br>O caso é desdobramento das acusações feitas contra Daniel Dantas e outros, pela Telecom Itália, com quem Dantas disputava o comando da Brasil Telecom. A origem do imbróglio é a gravação de uma entrevista feita pelo chefe de segurança da Telecom Itália, Angelo Jannone, com um ex-empregado da Kroll, o português Tiago Verdial. <br><br>A legalidade dessa gravação - em que se atribui a Dantas a contratação da Kroll - e a veracidade do seu conteúdo são pontos chaves do processo.Os juízes entenderam que se a gravação foi feita na Itália, ela não tem validade e contamina todas as provas. A relatora do processo, desembargadora federal Cecília Mello, constatou que há indícios de que o CD contendo a entrevista tenha sido gravado na Italia.<br><br>O processo se refere à disputa entre o Grupo Opportunity, de Daniel Dantas, e a Telecom Italia, o CitiCorp e Fundos de Pensão de estatais pelo controle acionário da Brasil Telecom, então presidida por Carla Cicco. A guerra se acirrou com a revelação de que Daniel Dantas contratara a empresa de investigação empresarial Kroll para espionar os passos da Telecom Itália. As investigações da Kroll comprovaram o envolvimento na disputa de membros do governo, como o então secretário de Comunicações do governo Lula, Luiz Gushiken. <br> <br>Recentemente, um ex-detetive italiano chamado Mario Bernardini, para obter benefícios da delação premiada, segundo a Folha de S.Paulo, afirmou em juízo que a Telecom Itália pagou uma série de pessoas no Brasil para apoiar o grupo em sua disputa comercial, sob o comando de Angelo Jannone.<br>Bernardini contou à Folha que "no Brasil, a Telecom Italia pagou lobistas, advogados, organizadores de eventos e agentes federais aposentados em troca de informações estratégicas dos concorrentes, de processos sigilosos e decisões governamentais".<br><br>O arrependido, como o apelidou a imprensa italiana, citou como colaborador de Jannone nas espionagens, Marcelo Elias, advogado e sócio do empresário Luís Roberto Demarco e também ex-funcionário do Opportunity. De acordo com Bernardini, Elias recebeu da Telecom Italia US$ 500 mil entre 2005 e 2006 pelos seus serviços. Marcelo Elias, procurado pelo jornal, admite ter recebido US$ 250 mil.<br><br>Demarco<br><br>Demarco atua aora como assistente da acusação do Ministério Público Demarco, que atuou junto ao ex-ministro de Lula, Luiz Gushiken, do lado dos fundos de pensão do governo, para afastar Dantas do comando da Brasil Telecom, é um personagem ativo dessa guerra de negócios. Foi da sua empresa que saiu uma Ação Civil Pública fraudada apresentada contra o banqueiro pelo Ministério Público Federal.<br><br>O empresário aproximou-se do PT ao criar as Lojas Virtuais do PT, um sistema de arrecadação de fundos que ajudou a patrocinar a campanha de Lula para o seu primeiro mandato. Afastado do Opportunity, onde era funcionário, Demarco passou a associar-se a adversários de Dantas atuando em todas as disputas comerciais contra o grupo desde então.<br><br>Na guerra contra a Telecom Itália, quando Dantas era gestor dos fundos do Citigroup, Demarco atuou como o principal acusador de seu ex-patrão. Quando o banqueiro foi destituído da representação do comando da Brasil Telecom, Demarco anunciou um acordo com o Citi em que recebeu US$ 5 milhões para retirar as ações que mantinha contra o banco americano em Cayman.<br><br>No Congresso, Demarco também atuou como pauteiro das comissões que investigaram o Opportunity e seus diretores. Em uma delas, na Comissão de Tributação e Finanças, para pressionar a Comissão de Valores Mobiliários a punir o banco de Dantas por supostas práticas ilegais.<br><br>]]></Texto>

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