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 <Titulo><![CDATA[MST invade sede do Itesp em Presidente Prudente-SP]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[Cerca de 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) invadiram hoje a sede regional do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) em Presidente Prudente, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado. O grupo protestava contra a demora do órgão do governo estadual em liberar terras para assentamentos na região.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>Os sem-terra chegaram em ônibus e carros de vários acampamentos da região, ocuparam o salão de entrada e acamparam na frente do prédio. A invasão ocorreu às 9h30 e foi até as 17 horas, quando os sem-terra deixaram o prédio acompanhados de longe pela Polícia Militar. Eles prometeram invadir cinco fazendas na região. Foi o rompimento de uma trégua que já durava três meses. Desde o início de junho o MST não se mobilizava na região de maior conflitos fundiários do Estado.<p><p>De acordo com a coordenadora regional do MST, Maria Aparecida Gonçalves, a ação visava a pressionar o Itesp para apressar a aquisição de terras no Pontal. "O governo federal repassou R$ 28 milhões e, se não forem usados até o fim do ano, terão de ser devolvidos." Segundo ela, lideranças estaduais do MST reuniram-se com a secretária de Justiça e Defesa da Cidadania, Eunice Prudente, em São Paulo, em busca de uma solução para o Pontal.<p><p>Representantes do Itesp e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) também participavam do encontro. "Nos últimos quatro anos, não se arrecadou um palmo de terra nesta região para assentamento", reclamou a coordenadora. Segundo ela, há 1,5 mil famílias acampadas na região. "Muitas estão há mais de 6 anos debaixo da lona." Maria Aparecida disse que parte da verba, de R$ 4 milhões, já foi depositada na conta do Itesp. "Tem cinco áreas já negociadas, mas o dinheiro está parado."<p><p>O diretor regional do Itesp, Túlio Vanalli, confirmou a existência da verba, mas disse que a aquisição depende de acordo com os proprietários das terras. "As fazendas são objeto de ações discriminatórias e, para que possamos adquiri-las, é preciso fazer acordo com os donos." A lei permite que o Estado pague apenas as benfeitorias das terras, o que dificulta o acordo. O resultado da reunião em São Paulo desagradou os sem-terra. Em assembléia, eles decidiram continuar mobilizados. "Continuamos na estaca zero", disse a coordenadora. Ela convocou os sem-terra para novas invasões. "Vamos ocupar as cinco fazendas e outras mais, pois a reforma agrária só funciona na pressão." Ela não revelou quando serão realizadas as ações.]]></Texto>

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