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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 29 Ago 2006 08:50:30 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Polícia do Pará diz que fiscais do trabalho sofreram ameaças e intimidações em município do estado]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Brasil]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Brasília - Auditores fiscais do trabalho que, no início de agosto, faziam fiscalização no município de Rondon do Pará (PA) foram vítimas de ameaças e intimidações. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Segundo o chefe da seção de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária do Pará, Carlos Soares, o serviço de inteligência do órgão investigou denúncias recebidas enquanto o grupo de fiscalização estava na cidade e confirmou as ameaças. </P>
<P>Ele explicou que, para garantir a segurança e a integridade dos agentes do Ministério do Trabalho e Emprego, os auditores foram retirados da cidade na ocasião. Entre os dias 7 e 18 deste mês, duas equipes do ministério foram ao município de Rondon do Pará fiscalizar cerca de 30 madeireiras que atuam na região. </P>
<P>Durante as operações, máquinas foram lacradas em 13 das 16 fazendas visitadas. Na ação, também foram aplicadas multas trabalhistas. De acordo com a presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho do Pará (Assintra), Rosângela Rassy, depois das interdições, empresários e políticos passaram a intimidar os fiscais por meio de artigos de jornais. “Alguns empresários e o prefeito Edilson Oliveira Pererira também se dirigiram várias vezes ao hotel em que os fiscais estavam para pedir que os autos de infração fossem revistos, alegando que o trabalho das equipes prejudicava a vida e a economia da cidade”, contou. </P>
<P>De acordo com o chefe de policiamento da Polícia Rodoviária, também foi articulada uma manifestação, prevista para ocorrer dia 16 na BR 222 (que dá acesso ao município). Segundo Soares, o objetivo era pressionar os auditores e acabar com as ações de fiscalização. O policial informou que, no laudo de apuração das denúncias, consta que os empresários e políticos eram os responsáveis pela organização do ato. A região, afirma a presidente da Assintra, “tem um histórico de violência e é um local conhecido pelo uso de mão-de-obra escrava”. Ela informou que uma carta denunciando as ameaças foi enviada ao Ministério do Trabalho. </P>
<P>A associação também pretende enviar um documento à Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Se essa moda pega, não poderemos mais fazer fiscalizações, porque nos locais onde os políticos se acham donos, anunciam e afrontam o grupo do ministério, fica difícil trabalhar”, afirmou Rassy. O Ministério do Trabalho disse que está investigando os acontecimentos e vai tomar as medidas necessárias para dar segurança aos fiscais. Procurado pela reportagem da Agência Brasil, o prefeito de Rondon do Pará, Edílson Oliveira Pereira, não se manifestou a respeito. O gabinete da prefeitura informou que enviaria ainda hoje (28) uma nota oficial em resposta às acusações. No entanto, até as 18h53, o documento não foi recebido. </P>]]></Texto>

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