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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 29 Ago 2006 07:10:03 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[
Ex-banqueiro Cacciola pede para recorrer em liberdade]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[CONSULTOR JURÍDICO: <p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">A defesa de Salvatore Alberto Cacciola, ex-controlador do Banco Marka, entrou com um novo pedido de Habeas Corpus em favor do banqueiro. Os advogados pedem que seja concedido ao r&eacute;u o direito de apelar em liberdade da decis&atilde;o que o condenou a 13 anos de pris&atilde;o por gest&atilde;o fraudulenta e evas&atilde;o de divisas. Cacciola teve mandado de pris&atilde;o expedido contra ele, mas est&aacute; foragido na It&aacute;lia. </span></p>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Outros 12 r&eacute;us foram condenados pelo mesmo crime. Todos ganharam o direito de apelar em liberdade, apenas Cacciola n&atilde;o. No pedido, entregue ao Tribunal Regional Federal da 2&ordf; Regi&atilde;o nesta segunda-feira (28/9), o advogado </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">Carlos Ely Eluf</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> afirma que o fato de apenas Cacciola n&atilde;o poder recorrer em liberdade fere o princ&iacute;pio da isonomia. &ldquo;&Eacute; incoerente manter a pris&atilde;o apenas de um dos r&eacute;us&rdquo;, diz.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Al&eacute;m disso, o advogado alega que a senten&ccedil;a tem de ser anulada porque a Justi&ccedil;a de primeira inst&acirc;ncia &eacute; incompetente para julgar o caso, j&aacute; que, entre os r&eacute;us, est&aacute; Francisco Lopes, presidente do Banco Central &agrave; &eacute;poca dos fatos. Por isso, ele teria direito ao foro privilegiado, j&aacute; que o caro de presidente do BC foi equiparado ao de ministro do Estado. Para Eluf, todo o processo deveria ser remetido ao Supremo Tribunal Federal. </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Ainda existem outros dois pedidos de Habeas Corpus em favor de Cacciola nos tribunais superiores. No Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, a defesa do ex-banqueiro alega que o processo &eacute; nulo porque o inqu&eacute;rito policial foi presidido pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico. &ldquo;S&oacute; a Pol&iacute;cia pode presidir inqu&eacute;rito&rdquo;, defende Carlos Eluf. No Supremo Tribunal Federal, a defesa de Cacciola pede a nulidade da condena&ccedil;&atilde;o alegando que houve cerceamento de defesa.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">Leia a &iacute;ntegra do pedido</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">EXCELENT&Iacute;SSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR FEDERAL PRESIDENTE DO EGR&Eacute;GIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2&ordf; REGI&Atilde;O</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">CARLOS ELY ELUF, </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">advogado, devida e regularmente inscrito na OAB/SP sob o n&ordm; 23.437 e </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">D&Eacute;CIO EDUARDO DE FREITAS CHAVES J&Uacute;NIOR</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, advogado devida e regularmente inscrito na OAB/SP sob o n&ordm; 200.169, ambos com endere&ccedil;o &agrave; Avenida S&atilde;o Val&eacute;rio n&deg; 73, Bairro de Cidade Jardim, S&atilde;o Paulo/SP, v&ecirc;m, mui respeitosamente, perante a presen&ccedil;a de Vossa Excel&ecirc;ncia, com fundamento nos artigos 5&ordm;, LXVIII, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, artigos 647 e 648 do Diploma Processual Penal, impetrar a presente ordem de </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE CONCESS&Atilde;O LIMINAR</span></u></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">em favor de </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">SALVATORE ALBERTO CACCIOLA</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, brasileiro naturalizado, separado judicialmente, economista, portador da c&eacute;dula de identidade RG n&ordm; 01741758-5, inscrito no CPF sob o n&ordm; 031239107-25 domiciliado, Hotel 47 &ndash; Forty Seven &ndash; Albergo in Roma - Via Petroselli n&deg; 47, - 00186 &ndash; Roma / It&aacute;lia, contra a r. decis&atilde;o constante do t&oacute;pico final da r. senten&ccedil;a condenat&oacute;ria </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">(Doc. n&ordm; 1)</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> proferida contra o Paciente nos autos da a&ccedil;&atilde;o penal n&ordm; 2000.51.01.509046-0, oriunda da 6&ordf; Vara Federal Criminal da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, que negou ao Paciente o direito de apelar em liberdade, ao contr&aacute;rio do que decidiu em rela&ccedil;&atilde;o a todos os outros demais Co-R&eacute;us condenados na mesma r. senten&ccedil;a, o que se comprovar&aacute; de forma inconteste pela mat&eacute;ria de fato e de direito alinhavada em s&eacute;q&uuml;ito:</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">A T&Iacute;TULO DE PROLEG&Ocirc;MENOS</span></u></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">I - DA PRIORIDADE NA TRAMITA&Ccedil;&Atilde;O DO PROCESSO DEVIDO &Agrave; IDADE DO PACIENTE &ndash; LEI DO ESTATUTO DO IDOSO</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">1- &nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">O Paciente possui idade superior a 60 (sessenta) anos, conforme comprova a Certid&atilde;o de Nascimento anexa </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">(Doc. n&ordm; 02)</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, portanto, requer-se, prima facie, lhe sejam outorgados os benef&iacute;cios que o</span><span style="FONT-SIZE: 10pt"> ESTATUTO DO IDOSO</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> prev&ecirc; sob a &eacute;gide da</span><span style="FONT-SIZE: 10pt"> </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Lei n&deg;10.741/2003, que traz em seu bojo no artigo 71, &sect; 1&ordm; o quanto passamos a transcrever ipsis litteris:</span></p><br><p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;</span></p><br><p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><u><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">&ldquo; Art. 71. &Eacute; assegurada prioridade na tramita&ccedil;&atilde;o dos processos e procedimentos e na execu&ccedil;&atilde;o dos atos e dilig&ecirc;ncias judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, em qualquer inst&acirc;ncia</span></u><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">.</span></p><br><p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;</span></p><br><p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><u><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">&sect; 1<sup>o</sup> O interessado na obten&ccedil;&atilde;o da prioridade a que alude este artigo, fazendo prova de sua idade, requerer&aacute; o benef&iacute;cio &agrave; autoridade judici&aacute;ria competente para decidir o feito, que determinar&aacute; as provid&ecirc;ncias a serem cumpridas, anotando-se essa circunst&acirc;ncia em local vis&iacute;vel nos autos do processo&rdquo;.(grifos nossos)</span></u></p><br><p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal"><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial">2- &nbsp; </span><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">Isto posto, requer o impetrante, preliminarmente, a Vossas Excel&ecirc;ncias, que seja determinada a imediata aplica&ccedil;&atilde;o do dispositivo legal supra especificado, inclusive anotando-se em local vis&iacute;vel na contracapa destes autos processuais, por se tratar de feito em curso sob este abrigo legal, outorgando-se ainda, prioridade ao julgamento da vertente impetra&ccedil;&atilde;o.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">II - DO DIREITO DO PACIENTE RESPONDER AO PROCESSO EM LIBERDADE</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">3- &nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Tramitou perante a 6&ordf; Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro a a&ccedil;&atilde;o penal registrada originalmente sob o n&ordm; 99.046981-0, que, posteriormente, foi desmembrada para o processo criminal autuado sob o n&ordm; 2000.51.01.509046-0, movida pela Justi&ccedil;a P&uacute;blica contra o Paciente e outros, em raz&atilde;o de ter sido recebida por aquele MM. Ju&iacute;zo da 6&ordf; Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro/RJ, den&uacute;ncia ministerial </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">(Doc. n&ordm; 03) </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">formulada pelos ilustres membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, denunciando, entre v&aacute;rias outras pessoas, adiante relacionadas, o Paciente, este como incurso nas san&ccedil;&otilde;es dos artigos 4&ordm;, caput, e 10, c/c 25, todos da Lei n&ordm; 7.492/86; artigos 312, c/c 29 e 333, par&aacute;grafo &uacute;nico, todos do C&oacute;digo Penal, na forma do concurso material e concurso formal, respectivamente. </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">4- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Contudo, n&atilde;o obstante os ilustres representantes do Parquet Federal terem oferecido den&uacute;ncia contra o Paciente por suposta pr&aacute;tica de eventuais infra&ccedil;&otilde;es cometidas em afronta aos artigos acima citados, requereram tamb&eacute;m, de maneira, data maxima venia, equivocada, os Ilustres representantes Ministeriais, a pris&atilde;o preventiva do paciente </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">(Doc. n&ordm; 04)</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, com suposto fundamento no artigo 312 do Diploma Processual Penal.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">5- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Data venia</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, para este prop&oacute;sito, argumentaram de forma manifestamente infundada os ilustres membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, que a pris&atilde;o preventiva do paciente seria necess&aacute;ria para a regular garantia da ordem p&uacute;blica e econ&ocirc;mica, bem como para a <u>conveni&ecirc;ncia da instru&ccedil;&atilde;o criminal</u> e para assegurar a aplica&ccedil;&atilde;o da lei penal. Foi injustamente concedida pelo D. Ju&iacute;zo a quo a decreta&ccedil;&atilde;o da pris&atilde;o preventiva do Paciente. Todavia, ap&oacute;s decorrido interregno temporal&nbsp; de 6 (seis) anos, atualmente, referida medida de exce&ccedil;&atilde;o, absolutamente, n&atilde;o se aplica ao caso vertente, conforme ser&aacute; cabalmente demonstrado e comprovado neste &ldquo;Habeas Corpus&rdquo;.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">6- &nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&Eacute; de not&oacute;rio conhecimento que o paciente &eacute; de nacionalidade Italiana, naturalizado brasileiro, pa&iacute;s este onde constituiu uma fam&iacute;lia digna, sendo criada e reconhecida socialmente, ao longo de 50 (cinq&uuml;enta) &aacute;rduos anos, dedicando-se intensamente &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de seus 03 (tr&ecirc;s) filhos e laborando exaustivamente em suas atividades profissionais para sustento de sua prole. </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">7- &nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Tamb&eacute;m &eacute; sabido que o paciente encontra-se, atualmente, residindo na It&aacute;lia, pa&iacute;s este onde foi obrigado a permanecer para preservar o seu direito de liberdade, ferido no Brasil, por meio do decreto de sua pris&atilde;o preventiva, data v&ecirc;nia, injusta <span style="COLOR: black">e desconcebida</span><span style="COLOR: red"> </span>em rela&ccedil;&atilde;o aos demais co-r&eacute;us na referida a&ccedil;&atilde;o penal, sendo dessa forma, taxado injustamente como &ldquo;foragido&rdquo;.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">8- &nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Com rela&ccedil;&atilde;o ao fato do paciente ser tido como &ldquo;foragido&rdquo;, somente pelo motivo de ele se encontrar residindo em seu pa&iacute;s natal, j&aacute; que n&atilde;o pode retornar ao Brasil, pois, seria, injustamente, segregado. A jurisprud&ecirc;ncia &eacute; pacifica no sentido de conceder o direito de o r&eacute;u aguardar o resultado do julgamento da apela&ccedil;&atilde;o em liberdade, at&eacute; mesmo sendo imputado como &ldquo;foragido&rdquo;, como in casu. Sobreleva transcrever os seguintes julgados do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, a saber:</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><pre><span style="FONT-FAMILY: Arial">&ldquo;[...] Ainda que verdadeira a condi&ccedil;&atilde;o do paciente, de &ldquo;<span class="highlightbrs1"><span style="COLOR: windowtext; FONT-FAMILY: Arial">FORAGIDO&rdquo;</span></span> da justi&ccedil;a, n&atilde;o pode o Tribunal a quo suprir a defici&ecirc;ncia de fundamenta&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o monocr&aacute;tica [...] Deve ser cassado o ac&oacute;rd&atilde;o recorrido, bem como o decreto prisional, para revogar a pris&atilde;o preventiva do paciente, determinando-se a imediata expedi&ccedil;&atilde;o de contramandado de pris&atilde;o em seu favor&rdquo;.</span><span style="FONT-FAMILY: Arial"> (HC 52932 / SP ; HABEAS CORPUS 2006/0010897-7, Relator Ministro GILSON DIPP (1111), &Oacute;rg&atilde;o Julgador T5 - QUINTA TURMA, Data do Julgamento 25/04/2006, Data da Publica&ccedil;&atilde;o Fonte DJ 22.05.2006 p. 232) (Grifos<u> Nossos)</u></span></pre><br><pre><span style="FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;</span></pre><br><pre><span style="FONT-FAMILY: Arial">&ldquo;[...] uma vez que se furta &agrave; colaborar com a Justi&ccedil;a, desde as investiga&ccedil;&otilde;es preliminares do inqu&eacute;rito policial, [...] n&atilde;o cabe ao juiz erigir as regras da persecu&ccedil;&atilde;o penal, mormente quando dizem respeito &agrave; restri&ccedil;&atilde;o do direito de <span class="highlightbrs1"><span style="FONT-WEIGHT: normal; COLOR: windowtext; FONT-FAMILY: Arial">liberdade</span></span>. [...] Ordem <span class="highlightbrs1"><span style="FONT-WEIGHT: normal; COLOR: windowtext; FONT-FAMILY: Arial">concedida</span></span> para revogar o decreto de pris&atilde;o preventiva.&rdquo; </span><span style="FONT-FAMILY: Arial">(HC 38020 / RO; HABEAS CORPUS, 2004/0124147-9; Ministra LAURITA VAZ, T5 - QUINTA TURMA, julg. 04/08/2005) (grifos nossos)</span></pre><br><pre><span style="FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;</span></pre><br><pre><span style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial">9- &nbsp; </span><span style="FONT-FAMILY: Arial">O Paciente encontra-se no exterior, n&atilde;o por vontade pr&oacute;pria, mas por for&ccedil;a de constar contra ele um injusto e infundado mandado de pris&atilde;o preventiva, advindo de mero alarido de imprensa sensacionalista, inobstante n&atilde;o possuindo, comprovadamente, o suplicante, maus antecedentes ou condena&ccedil;&otilde;es criminais j&aacute; transitadas em julgado, aus&ecirc;ncia de domicilio e emprego ou atividades profissionais.</span></pre><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">10- &nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Insignes Julgadores, toda a vida pregressa do paciente pautou-se pela mais pura e absoluta honestidade e limpidez, visto que jamais pesou contra si nenhuma condena&ccedil;&atilde;o criminal transitada em julgado de qualquer natureza, em sua longa viv&ecirc;ncia, tampouco, constou qualquer fato desabonador &agrave; sua conduta profissional e social, sempre exemplar. </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">11-&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Fato &eacute; que, atualmente, n&atilde;o possui espeque legal a manuten&ccedil;&atilde;o da pris&atilde;o preventiva do paciente pelo mero motivo de estar o mesmo pretensamente &ldquo;foragido&rdquo;, vez que de uma an&aacute;lise acurada e exclusivamente t&eacute;cnica dos autos, n&atilde;o se extrai absolutamente nenhum elemento que possa indicar, concretamente, perigo a ordem p&uacute;blica ou econ&ocirc;mica, risco &agrave; sociedade ou &agrave; eventual aplica&ccedil;&atilde;o da lei com a liberdade do paciente, devendo anular-se o rigoroso decreto de pris&atilde;o preventiva que lhe foi imposto pelo I. ju&iacute;zo monocr&aacute;tico no long&iacute;nquo ano 2.000.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">12- </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Segundo Julio Fabbrini Mirabete, para a concess&atilde;o da liberdade provis&oacute;ria &eacute; necess&aacute;ria, unicamente, da presen&ccedil;a de dois pressupostos fundamentais, quais sejam, primariedade criminal e bons antecedentes, como demonstrado no seguinte trecho retirado de sua obra:</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;O primeiro pressuposto previsto em lei para a concess&atilde;o do benef&iacute;cio &eacute; </span><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">a primariedade</span></u><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, ou seja, a verifica&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o ter sido o r&eacute;u condenado anteriormente &agrave; decis&atilde;o, por senten&ccedil;a condenat&oacute;ria transitada em julgado. [...] &Eacute; indispens&aacute;vel, tamb&eacute;m, que tenha o r&eacute;u </span><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">bons antecedentes</span></u><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">.&rdquo; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">(C&oacute;digo de Processo Penal &ndash; Interpretado. Ed. Atlas, 10&ordf; ed., pg. 1504; S&atilde;o Paulo, 2003.) (grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">13- &nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Ora, Nobres Julgadores, como acima demonstrado, o Paciente possui &oacute;timos antecedentes, sendo r&eacute;u prim&aacute;rio, j&aacute; que n&atilde;o possui nenhuma condena&ccedil;&atilde;o criminal transitada em julgado contra si. Cuida-se de uma pessoa que durante v&aacute;rios lustros demonstrou perante a sociedade ser incapaz de cometer um ato ilegal contra outrem, ou seja, conta com exemplares antecedentes, trabalhador e chefe de fam&iacute;lia, possuindo, por essas raz&otilde;es, o direito de aguardar o resultado da apela&ccedil;&atilde;o que interp&ocirc;s perante este E. Tribunal em liberdade, por coer&ecirc;ncia e plausibilidade com o princ&iacute;pio da isonomia, pois, dos 13 (treze) acusados na a&ccedil;&atilde;o penal, apenas fora mantida a cust&oacute;dia judicial de 1 (um) deles, o paciente. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">14- &nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Nesse sentido, est&atilde;o de acordo os diversos Tribunais da Federa&ccedil;&atilde;o em conceder a liberdade provis&oacute;ria para as pessoas que preencham os requisitos, de que usufrui o paciente, assim como descrito nos seguintes julgados:</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;</span><span style="FONT-SIZE: 10pt">O r&eacute;u tem direito a recorrer em liberdade quando <u>prim&aacute;rio e de bons antecedentes</u></span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> [...].&rdquo;</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> (STJ; RT 664/329). (grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;</span><span style="FONT-SIZE: 10pt">Liberdade provis&oacute;ria. Direito, e n&atilde;o faculdade</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">na sua obten&ccedil;&atilde;o por <u>r&eacute;u prim&aacute;rio e</u></span><u><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> </span></u><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">com bons antecedentes</span></u><u><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">.</span></u><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> [...] Negativa que importa, pois, constrangimento ilegal. H&aacute;beas Corpus concedido. Intelig&ecirc;ncia da Lei 5.941/73. </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">A Lei 5.941/73</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, apesar da express&atilde;o &ldquo;poder&aacute;&rdquo;, </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">deve incidir sempre que objetivamente ocorram os requisitos nela exigidos: primariedade e bons antecedentes</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">.&rdquo;</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> (TJMT; RT 542/418) (grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;H&aacute;beas Corpus. </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">R&eacute;u prim&aacute;rio e de bons antecedentes</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">. Apela&ccedil;&atilde;o em liberdade. <u>Estando</u><u> o paciente solto durante toda a instru&ccedil;&atilde;o criminal, deve ele ser mantido dentro do conv&iacute;vio social, at&eacute; porque &eacute; r&eacute;u prim&aacute;rio, tem bons antecedentes e domicilio certo</u>. Ordem concedida.&rdquo;</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> (TJAP; RDJ 11/334) (grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;</span><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">Constitui coa&ccedil;&atilde;o ilegal</span></u><span style="FONT-SIZE: 10pt"> a exig&ecirc;ncia de cust&oacute;dia para recebimento de apelo de sentenciado que preenche os requisitos do art. 594do CPP</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, sendo cab&iacute;vel a concess&atilde;o de H&aacute;beas Corpus de of&iacute;cio para a expedi&ccedil;&atilde;o de contramandado de pris&atilde;o&rdquo;</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> (TACRSP; RJDTACRIM 36/192) (grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;[...] Se o paciente permaneceu </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">solto durante toda a instru&ccedil;&atilde;o do processo</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, n&atilde;o criando qualquer obst&aacute;culo ao regular andamento do feito, e </span><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">diante da inexist&ecirc;ncia de suficiente fundamenta&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; necessidade da cust&oacute;dia, deve ser reconhecido o seu direito de apelar em <span class="highlightbrs1"><span style="COLOR: windowtext; FONT-FAMILY: Arial">liberdade</span></span>.&rdquo;</span></u><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> (HC 51293 / PE; HABEAS CORPUS 2005/0209324-0, Relator Ministro GILSON DIPP (1111), &Oacute;rg&atilde;o Julgador T5 - QUINTA TURMA, Data do Julgamento 06/04/2006, Data da Publica&ccedil;&atilde;o DJ 02.05.2006 p. 362)</span><span style="FONT-SIZE: 10pt"> </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">(Grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">14- Neste diapas&atilde;o, presentes os pressupostos acima elevados, Nobres Desembargadores, merece o Paciente, a concess&atilde;o de extens&atilde;o do mesmo benepl&aacute;cito legal outorgado aos demais co-r&eacute;us, para poder aguardar o julgamento da apela&ccedil;&atilde;o por ele interposta perante este E. Tribunal em liberdade, devido &agrave; subsun&ccedil;&atilde;o de suas boas caracter&iacute;sticas com os requisitos do artigo 594 do CPP, quais sejam, a primariedade criminal e os bons antecedentes, emprego e domicilio fixos.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">15- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Por outro lado, importante relembrar que a a&ccedil;&atilde;o que tramitou perante a 6&ordf; Vara Federal Criminal da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro foi instaurada contra o paciente e os co-r&eacute;us CINTHIA COSTA E SOUZA, ELIEL MARTINS DA SILVA, LUIZ ANT&Ocirc;NIO ANDRADE GON&Ccedil;ALVES, ROBERTO JOS&Eacute; STEINFIELD, LUIZ AUGUSTO DE BRAGAN&Ccedil;A, RUBEM DE FREITAS NOVAES, FRANCISCO LAFAIETE DE P&Aacute;DUA LOPES, CLAUDIO NESS MAUCH, DEM&Oacute;STHENES MADUREIRA DE PINHO NETO, TEREZA CRISTINA GROSSI TOGNI, ALEXANDRE PUNDEK ROCHA e EDEMIR PINTO, (ao todo 13 (treze) r&eacute;us, incluindo o suplicante), onde somente o paciente SALVATORE ALBERTO CACCIOLA, teve sua pris&atilde;o preventiva mantida, medida esta n&atilde;o estendida aos demais co-r&eacute;us, sendo que a todos foi outorgado o beneficio legal de aguardar o resultado da apela&ccedil;&atilde;o em liberdade. Somente o ora paciente n&atilde;o usufrui de tal beneficio.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">16- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Por que persiste este tratamento desigual imposto a somente um dos v&aacute;rios acusados?</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">17- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&Eacute; de suma import&acirc;ncia frisar que todos os demais r&eacute;us, inclusive o paciente, possuem caracter&iacute;sticas pessoais e sociais semelhantes, portanto, estes n&atilde;o oferecem risco &agrave; sociedade, nem tampouco, ao devido andamento do processo, n&atilde;o tendo a justi&ccedil;a justificativa alguma para manter, &uacute;nica e exclusivamente, a pris&atilde;o de somente um deles.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">18- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Sendo assim, &eacute; crucial que seja estendida a concess&atilde;o legal, outorgada aos demais co-r&eacute;us na a&ccedil;&atilde;o penal, de o ora paciente aguardar o julgamento de sua apela&ccedil;&atilde;o em liberdade, vez que <u>foi concedido este benef&iacute;cio aos demais co-r&eacute;us da a&ccedil;&atilde;o penal</u>, <u>com fulcro na Carta Magna pelo </u></span><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">Princ&iacute;pio da Isonomia</span></u><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, que constitui uma garantia real, consagrando-se, assim, o preceito universal de proibi&ccedil;&atilde;o de toda e qualquer discrimina&ccedil;&atilde;o assegurada aos brasileiros, a inviolabilidade dos direitos concernentes &agrave; vida, &agrave; liberdade, &agrave; seguran&ccedil;a e &agrave; propriedade onde todos s&atilde;o iguais perante a lei. </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">19- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">O Brasil encontra-se sob a &eacute;gide de um Estado Democr&aacute;tico de Direito, possuindo como uma de suas principais garantias, a da democracia e a dos direitos fundamentais da pessoa humana, tendo como meio garantidor dessas e como &aacute;pice do seu ordenamento jur&iacute;dico a sua Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. O </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">princ&iacute;pio da isonomia</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> prev&ecirc; a igualdade de todos perante a lei, princ&iacute;pio que expressa n&atilde;o a igualdade intelectual ou moral, que s&atilde;o caracter&iacute;sticas da pessoa humana, mas sim a de tratamento perante a lei, perante o &aacute;pice da justi&ccedil;a, sem distin&ccedil;&atilde;o de grau, classe ou at&eacute; mesmo o poder econ&ocirc;mico. </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">20- &nbsp; </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">A igualdade constitui o signo fundamental da democracia. </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal Brasileira prev&ecirc; o princ&iacute;pio da igualdade em seu art. 5&ordm;, caput. Registre-se que em outros preceptivos a Constitui&ccedil;&atilde;o volta a destacar o princ&iacute;pio da isonomia, como no art. 3&ordm;, III, 5&ordm;, I, 150, II e 226, &sect; 5&ordm;. De qualquer sorte, bastaria o art. 5&ordm;, caput, da CF, para restar consagrado entre n&oacute;s o </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">princ&iacute;pio da isonomia</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">. Na verdade, a repeti&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da igualdade em outros preceitos constitucionais, ainda que com roupagem pr&oacute;pria, atesta a import&acirc;ncia que o Constituinte conferiu a este princ&iacute;pio. </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">21- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Bastaria, por exemplo, a regra geral da isonomia, prevista no art. 5&ordm;, caput, da Carta Magna, &eacute; a</span><span style="FONT-SIZE: 10pt"> </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">igualdade formal, &eacute; aquela meramente prevista no texto legal. &Eacute; uma igualdade puramente negativa, que tem por escopo abolir privil&eacute;gios, isen&ccedil;&otilde;es pessoais e regalias de certas classes. Consiste no fato de a lei n&atilde;o estabelecer qualquer diferen&ccedil;a entre os indiv&iacute;duos. Situa-se, pois, num plano puramente normativo e formal, pretendendo conceder tratamento ison&ocirc;mico em todas as situa&ccedil;&otilde;es. Pode ser resumida na regra de tratar os iguais e os desiguais de forma sempre igual.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">22- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Todavia, de forma excepcional e extremamente injusta e ilegal, foram preteridos esses direitos do paciente, o que &eacute; absurdo e dissonante ao <u>principio da Isonomia</u> e ao direito dos co-r&eacute;us de obterem os benef&iacute;cios concedidos a um dos r&eacute;us, que se encontra na mesma situa&ccedil;&atilde;o f&aacute;tico-processual.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">23- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Concernente ao acima referido, pode-se explicitar que este entendimento dos Tribunais &eacute; un&iacute;ssono no que se refere &agrave; concess&atilde;o do direito de aguardar o julgamento da apela&ccedil;&atilde;o em liberdade, de acordo com o principio Constitucional da Isonomia, como a seguir se demonstra com os presentes julgados:</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><pre><span style="FONT-FAMILY: Arial">&ldquo;Sendo concedido a um dos r&eacute;us o direito de apelar em <span class="highlightbrs1"><span style="FONT-WEIGHT: normal; COLOR: windowtext; FONT-FAMILY: Arial">liberdade,</span></span> n&atilde;o se justifica a negativa de extens&atilde;o do decisum ao c&oacute;-reu, apenas sob o fundamento de que viajou ao exterior, se a situa&ccedil;&atilde;o dos condenados, objetivamente, &eacute; a mesma. Ordem <span class="highlightbrs1"><span style="FONT-WEIGHT: normal; COLOR: windowtext; FONT-FAMILY: Arial">concedida</span></span>.&rdquo;</span><span style="FONT-FAMILY: Arial"> </span><span style="FONT-FAMILY: Arial">(STJ. HC 19365 / RS; HABEAS CORPUS 2001/0169422-3 Ministro JOS&Eacute; ARNALDO DA FONSECA, T5 - QUINTA TURMA, julg. 05/02/2002) (grifos nossos)</span></pre><br><pre><span style="FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;</span></pre><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;[...] Condi&ccedil;&otilde;es pessoas favor&aacute;veis, embora n&atilde;o sejam garantidoras da revoga&ccedil;&atilde;o da cust&oacute;dia, n&atilde;o podem ser desconsideradas, se verificada a aus&ecirc;ncia dos pressupostos legais da pris&atilde;o cautelar. VIII. </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">Em obedi&ecirc;ncia ao Princ&iacute;pio da Isonomia e ao pr&oacute;prio art. 580 do C&oacute;digo de Processo Penal, garante-se igual tratamento a r&eacute;us que se encontram em situa&ccedil;&atilde;o processual id&ecirc;ntica, caso dos autos</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">. IX. Deve ser deferido o pedido de extens&atilde;o para conceder ao paciente o benef&iacute;cio da liberdade provis&oacute;ria, determinando-se a imediata expedi&ccedil;&atilde;o de alvar&aacute; de soltura em seu favor, se por outro motivo n&atilde;o estiver preso, mediante condi&ccedil;&otilde;es a serem fixadas pelo Juiz de 1&ordm; grau, sem preju&iacute;zo de nova decreta&ccedil;&atilde;o com base em fundamenta&ccedil;&atilde;o concreta.X. Ordem concedida, nos termos do voto do Relator.&rdquo; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">(STJ. HC 43071 / RJ ; HABEAS CORPUS, 2005/0056084-0; Ministro GILSON DIPP, T5 - QUINTA TURMA, julg.13/09/2005) (grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;[...] </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">LIBERDADE PROVIS&Oacute;RIA. IDENTIDADE DE SITUA&Ccedil;&Otilde;ES PROCESSUAIS. PEDIDO DE EXTENS&Atilde;O</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">(CP, ART. 580 DO CPP). DEFERIMENTO</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">. </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">Havendo identidade de situa&ccedil;&atilde;o f&aacute;tico-processual entre os co-r&eacute;us, cabe, a teor do art. 580 do CPP, deferir pedido de extens&atilde;o de benef&iacute;cio obtido por um deles, qual seja, o direito de apelar em liberdade. Ordem concedida</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">.&rdquo; (STJ. </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">HC 41559 / SE ; HABEAS CORPUS 2005/0017727-0 Ministro FELIX FISCHER T5 - QUINTA TURMA15/03/2005) (grifos nossos)</span></p><br><pre><span style="FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;</span></pre><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;[...] </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">DIREITO DE AGUARDAR EM LIBERDADE O JULGAMENTO DO RECURSO DE APELA&Ccedil;&Atilde;O RECONHECIDO EM RELA&Ccedil;&Atilde;O A UM DOS CO-R&Eacute;US. APLICA&Ccedil;&Atilde;O DO DISPOSTO DO ART. 580 DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO PENAL.</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> [...] </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">verificando-se a exist&ecirc;ncia de identidade entre as situa&ccedil;&otilde;es f&aacute;tico-processuais de todos os co-r&eacute;us, imp&otilde;e-se a aplica&ccedil;&atilde;o do disposto no art. 580 do C&oacute;digo de Processo Penal</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">. [...]&rdquo; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">(STJ. HC 43282 / PE ; HABEAS CORPUS, 2005/0061061-3, Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, T5 - QUINTA TURMA, julg.04/10/2005) (grifos nossos)</span></p><br><pre><span style="FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;</span></pre><br><pre><span style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial">24- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-FAMILY: Arial">Cultos Desembargadores, diante de todo o exposto, nada mais justo e de acordo com os diversos dispositivos legais e princ&iacute;pios constitucionais acima citados, e ainda, em conformidade com o un&iacute;ssono entendimento jurisprudencial, &eacute; coerente e de extrema necessidade conceder ao Paciente a extens&atilde;o do benepl&aacute;cito legal, outorgado a todos os demais co-r&eacute;us da mesma a&ccedil;&atilde;o penal, qual seja; <u>O DE PODER APELAR EM LIBERDADE</u>, devido ao fato dos demais co-r&eacute;us encontrarem-se nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es de acusa&ccedil;&atilde;o ministerial que o Paciente, e j&aacute; obterem a outorga de tal beneficio. &nbsp;</span></pre><br><pre><span style="FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;</span></pre><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">25- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Por que tratamento diferenciado a um r&eacute;u em rela&ccedil;&atilde;o aos demais, como ocorre no caso vertente? N&atilde;o se pode olvidar que o paciente encontra-se residindo na It&aacute;lia, repita-se, &uacute;nica e exclusivamente pelo fato de ter havido a manuten&ccedil;&atilde;o de<span style="COLOR: red"> </span>um decreto prisional injusto e infundado, fato inocorrido com os demais 12 (doze) co-r&eacute;us. Destarte, n&atilde;o pode o Paciente retornar ao pa&iacute;s que adotou como domic&iacute;lio e criou sua fam&iacute;lia, onde passou a maior parte de sua vida, pois corre o risco de ser preso, com tratamento diferenciado e muito mais rigoroso do que o determinado pelo ju&iacute;zo monocr&aacute;tico aos demais co-r&eacute;us.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">26- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Por outro lado, o paciente, como dito anteriormente, morou e trabalhou no Brasil durante 50 anos, ou seja, 10 (dez) lustros, criando ra&iacute;zes muito fortes e de extremo amor com esse pa&iacute;s. Destarte, n&atilde;o h&aacute; duvidas de que o paciente possui ineg&aacute;veis direitos e raz&otilde;es legais de retornar ao Brasil, para prosseguir sua vida familiar, todavia, sem ter que se submeter ao rigor de ser injustamente preso, em cust&oacute;dia judicial que foi aplicada a sua pessoa, excluindo deste rigor aos demais co-r&eacute;us da a&ccedil;&atilde;o penal, em situa&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas e at&eacute; mesmo id&ecirc;nticas a do paciente.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">27- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&Eacute; de suma import&acirc;ncia rememorar que, devido &agrave; sua segrega&ccedil;&atilde;o cautelar, o paciente, sequer, p&ocirc;de retornar ao Rio de Janeiro/RJ em meados de 2004, para comparecer ao sepultamento de sua filha, uma jovem de 25 (vinte e cinco) anos, que faleceu em circunst&acirc;ncias tr&aacute;gicas, provavelmente, decorrentes de todo o trauma causado pela ordem de pris&atilde;o expedida em desfavor de seu pai, diferenciando-o de forma extremamente cruel e rigorosa dos demais co-r&eacute;us. </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">28- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Cumpre esclarecer que o r&eacute;u compareceu, colaborou e respondeu a todo o andamento do inqu&eacute;rito policial e do ulterior processo crime, que tramitou perante a 6&ordf; Vara Federal Criminal da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, assim sendo, &eacute; contra-legem a manuten&ccedil;&atilde;o de sua custodia,<span style="COLOR: red"> </span>devido ao fato de n&atilde;o oferecer nenhum perigo &agrave; sociedade nem, tampouco, ao devido andamento do processo judicial, cuja instru&ccedil;&atilde;o fundou-se h&aacute; muito tempo.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">29- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">O Paciente continua sendo <u>r&eacute;u prim&aacute;rio e de bons antecedentes</u>, possui domicilio certo, &eacute; trabalhador e chefe de fam&iacute;lia, demonstrando, a sua colabora&ccedil;&atilde;o com a justi&ccedil;a, tem o direito de apelar em liberdade, conforme benesse concedido aos demais r&eacute;us e em conson&acirc;ncia com os ditames do seguinte artigo do C&oacute;digo de Processo Penal: </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;594 &ndash; O r&eacute;u n&atilde;o poder&aacute; apelar sem recolher-se &agrave; pris&atilde;o, ou prestar fian&ccedil;a, </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">salvo se for prim&aacute;rio e de bons antecedentes</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">, assim reconhecido na senten&ccedil;a condenat&oacute;ria, ou condenado por crime de que se livre solto.&rdquo; (grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">30- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Cultos desembargadores, o paciente &eacute; detentor de todos estes predicados acima enunciados. A jurisprud&ecirc;ncia &eacute; clara e unificada nesse sentido, concedendo o direito do r&eacute;u aguardar o tr&acirc;mite da apela&ccedil;&atilde;o em liberdade nos casos em que se manteve solto durante todo o tr&acirc;mite do processo, como nas decis&otilde;es que ora se transcrevem:</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;</span><span style="FONT-SIZE: 10pt">Se os r&eacute;us, considerados como <u>prim&aacute;rios e de bons antecedentes</u>,</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> [...] </span><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">responderam, integralmente, ao processo em liberdade</span></u><span style="FONT-SIZE: 10pt">, a segrega&ccedil;&atilde;o antecipada, sem motiva&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pode ser mantida</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">.&rdquo;</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> (STJ &ndash; RSTJ 111/281) (grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;</span><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">R&eacute;u que respondeu ao processo em liberdade</span></u><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> &ndash; </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">Desnecessidade de recolher-se &agrave; pris&atilde;o para recorrer</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> [...] </span><u><span style="FONT-SIZE: 10pt">Se o r&eacute;u respondeu ao processo em liberdade, n&atilde;o necessita recolher-se para recorrer</span></u><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> [...]&rdquo;</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> (TRF da 1&ordf; regi&atilde;o &ndash; RT 772/701) (grifos nossos)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">31- &nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Nesse diapas&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; como negar ao paciente, agindo-se contra a isonomia e de forma desigual, a</span><span style="FONT-SIZE: 10pt"> </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">extens&atilde;o do benepl&aacute;cito legal de poder aguardar o julgamento da apela&ccedil;&atilde;o por ele interposta perante este Augusto Tribunal, (<u>segue inclusa c&oacute;pia do protocolo da interposi&ccedil;&atilde;o do recurso de apela&ccedil;&atilde;o em favor do paciente perante este Egr&eacute;gio Tribunal Regional Federal</u> &ndash; </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">doc. n&ordm; 05</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">), em liberdade, como todos os demais co-r&eacute;us, j&aacute; que respondeu a todos os atos do processo, que tramitou e foi encerrada a instru&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o penal,</span><span style="FONT-SIZE: 10pt"> perante a 6&ordf; Vara Federal Criminal da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro,</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> devido aos seus requisitos, de bons antecedentes, sem nenhuma condena&ccedil;&atilde;o criminal pesando sobre sua pessoa e, ainda, com domicilio certo e atividade laboral intensa.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><a name="_Toc69031350"></a><a name="_Toc70849046"></a><a name="_Toc69031423"></a><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">32- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">Dessa forma, ante todo o exposto e de acordo com o entendimento jurisprudencial majorit&aacute;rio, &eacute; obvio, cristalino e crucial seu direito de aguardar o tramite da apela&ccedil;&atilde;o interposta perante esse E. Tribunal em liberdade, assim como foi outorgado pelo ju&iacute;zo monocr&aacute;tico aos demais co-r&eacute;us da mesma a&ccedil;&atilde;o, que se encontram nos mesmos requisitos legais e pessoais do paciente. Esta diferen&ccedil;a de tratamento outorgada ao paciente &eacute;, data maxima venia, incondizente com os mais basilares princ&iacute;pios de igualdade, isonomia e aplica&ccedil;&atilde;o da lei penal.&nbsp; </span></p><br><p class="tituloedt" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&nbsp;</span></p><br><p class="tituloedt" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">III - DA ABSOLUTA NULIDADE DO PROCESSO CRIME INSTAURADO CONTRA O PACIENTE E DA R. DECIS&Atilde;O QUE DECRETOU SUA PRIS&Atilde;O PREVENTIVA EM RAZ&Atilde;O DA INCOMPET&Ecirc;NCIA ABSOLUTA DO MM. JU&Iacute;ZO A QUO FACE A OBRIGATORIEDADE LEGAL DE FORO ESPECIAL POR <u>PRERROGATIVA DE FUN&Ccedil;&Atilde;O</u> POR PARTE DO CO-R&Eacute;U FRANCISCO LAFAIETE DE P&Aacute;DUA LOPES, PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL &Agrave; &Eacute;POCA DOS FATOS OBJETO DA DEN&Uacute;NCIA MINISTERIAL E POR CONSEQUENTE EXTENS&Atilde;O AO PACIENTE NOS TERMOS DOS ARTIGOS 102, I, &ldquo;C&rdquo; E 5, LIII DA CONSTITUI&Ccedil;&Atilde;O FEDERAL E ARTIGOS 78 E 84 DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO PENAL. </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">33- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">Outrossim, devemos ponderar que a r. decis&atilde;o que decretou a segrega&ccedil;&atilde;o cautelar do paciente &eacute; nula de pleno direito, vez que esta foi prolatada por Ju&iacute;zo absolutamente incompetente para tanto, tendo afrontado diretamente normas legais consubstanciadas nos dispositivos constantes nos artigos 78 e 84 do C&oacute;digo de Processo Penal, bem como no artigo 102, I, &ldquo;c&rdquo; de nossa Carta Magna, conforme se comprovar&aacute; e demonstrar&aacute; a seguir, raz&atilde;o pela qual requer o paciente a decreta&ccedil;&atilde;o da absoluta nulidade desta r. decis&atilde;o pela inadmiss&iacute;vel inobserv&acirc;ncia da prerrogativa de foro especial do co-r&eacute;u Francisco Lafaiete de P&aacute;dua Lopes, bem como por conseguinte, do referente processo crime movido ilegalmente contra o paciente, registrado originariamente sob o n&ordm; 99.046981-0 e desmembrado posteriormente para o n&ordm; 2000.5101509046-0 com tr&acirc;mite perante a 6&ordf; Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro/RJ, quando esta a&ccedil;&atilde;o penal &eacute; de compet&ecirc;ncia exclusiva e absoluta do Supremo Tribunal Federal (Cargo de Presidente do Banco Central do Brasil &eacute; equivalente a de Ministro do Estado). Somente ao Supremo Tribunal Federal compete julgar e processar a a&ccedil;&atilde;o penal origin&aacute;ria. </span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">34- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">Oportuno se faz salientar, que segundo a jurisprud&ecirc;ncia dos Tribunais, &eacute; plenamente cab&iacute;vel a impetra&ccedil;&atilde;o de Habeas Corpus para verificar quest&atilde;o relativa &agrave; compet&ecirc;ncia jurisdicional, em face da garantia constitucional expressa no artigo 5&deg;, inciso LIII, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Neste diapas&atilde;o, cumpre transcrever abaixo alguns dos in&uacute;meros entendimentos jurisprudenciais pac&iacute;ficos neste sentido, ou seja, &eacute; plenamente poss&iacute;vel e absolutamente admiss&iacute;vel em Habeas Corpus, a arg&uuml;i&ccedil;&atilde;o da incompet&ecirc;ncia de Ju&iacute;zo, bem como o devido pedido de declara&ccedil;&atilde;o de nulidade processual face &agrave; absoluta nulidade gerada em fun&ccedil;&atilde;o da incompet&ecirc;ncia do Ju&iacute;zo, sen&atilde;o vejamos, cultos Ministros.</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&ldquo; STJ: O &ldquo;habeas corpus&rdquo; &eacute; instrumento apto a conjurar ilegalidade decorrente de ato praticado por juiz absolutamente incompetente.&rdquo; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">(RT 693/409).</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">35- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">H&aacute; que se enfatizar, Excel&ecirc;ncias, que resta demonstrada e comprovada a posi&ccedil;&atilde;o do Excelso Supremo Tribunal Federal acerca do tema em pauta, qual seja, havendo o direito de foro privilegiado a um dos co-r&eacute;us, deve ser este prontamente estendido aos demais</span><span style="FONT-SIZE: 10pt">. Na hip&oacute;tese de co-autoria e cis&atilde;o do processo, em princ&iacute;pio, por for&ccedil;a da contin&ecirc;ncia, todos os co-autores devem ser julgados pelo mesmo Tribunal. O Colendo S.T.F. tem enfatizado essa regra nestes termos:</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;EMENTA: RECLAMA&Ccedil;&Atilde;O. ALEGADA USURPA&Ccedil;&Atilde;O DA COMPET&Ecirc;NCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PROCESSO-CRIME EM QUE FIGURA COM O CO-R&Eacute;U DEPUTADO FEDERAL. DESMEMBRAMENTO DETERMINADO PELO JUIZ DE PRIMEIRO GRAU.&rdquo; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">(Supremo Tribunal Federal - RCL-1121/PR - Relator(a)Min. ILMAR GALV&Atilde;O &ndash; Publica&ccedil;&atilde;o DJ DATA-16-06-00 PP-00032 EMENT VOL-01995-01 PP-00033 Julgamento04/05/2000 - Tribunal Pleno)</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&ldquo;[...] </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">COMPET&Ecirc;NCIA ESPECIAL POR PRERROGATIVA DE FUN&Ccedil;&Atilde;O DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1&ordf; REGI&Atilde;O. CONEX&Atilde;O. CONTIN&Ecirc;NCIA. FORO PRIVILEGIADO. EXTENS&Atilde;O AOS DEMAIS CO-R&Eacute;US.</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> IGUALDADE DE SITUA&Ccedil;&Otilde;ES OBJETIVAS. POSSIBILIDADE. SUMULA 704 DO STF. ORDEM CONCEDIDA. </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">Ante a novel reda&ccedil;&atilde;o do art. 84 do CPP dada pela Lei n&ordm; 10.628/02, a compet&ecirc;ncia especial por prerrogativa de fun&ccedil;&atilde;o, relativa a atos administrativos do agente, prevalece ainda que o inqu&eacute;rito ou a a&ccedil;&atilde;o penal sejam iniciados ap&oacute;s o fim do exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> [...] </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">Os co-r&eacute;us, ante a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o de conex&atilde;o e contin&ecirc;ncia dos fatos imputados na den&uacute;ncia, em virtude do foro especial por prerrogativa da fun&ccedil;&atilde;o do ex-Prefeito, devem ser julgados pelo Tribunal.</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">A compet&ecirc;ncia ratione personae prevalece sobre a jurisdi&ccedil;&atilde;o comum, a teor do art. 78, III, CPP.</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt"> </span><span style="FONT-SIZE: 10pt">Objetivamente id&ecirc;nticas as situa&ccedil;&otilde;es, a extens&atilde;o do benef&iacute;cio concedido a um deles &eacute; medida que se imp&otilde;e (artigo 580 do C&oacute;digo de Processo Penal). S&uacute;mula 704 do STF.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">Ordem concedida para reconhecer a compet&ecirc;ncia do Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o para processar e julgar o Paciente, estendendo-se os efeitos aos co-r&eacute;us&rdquo;.</span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">(HC 39246 / RO; HABEAS CORPUS 2004/0154825-0, Relator Ministro PAULO MEDINA (1121), &Oacute;rg&atilde;o Julgador T6 - SEXTA TURMA, Data do Julgamento 24/02/2005, Data das Publica&ccedil;&otilde;es DJ 18.04.2005 p. 397) </span></p><br><p class="MsoNormal"><span style="FONT-SIZE: 10pt">&nbsp;</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">36- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">Face aos princ&iacute;pios da conex&atilde;o e da contin&ecirc;ncia, dado o concurso de agentes na pr&aacute;tica do delito, deve haver simultaneus processus. A circunst&acirc;ncia de encontrar-se entre os co-r&eacute;us pessoa (Presidente do Banco Central do Brasil) que deve ser processada pelo Supremo Tribunal Federal, sua compet&ecirc;ncia se prorroga em rela&ccedil;&atilde;o aos demais acusados, inclusive o ora paciente. &Eacute; de ser tida por afrontoso &agrave; compet&ecirc;ncia do STF o ato da autoridade judicial reclamada que desmembrou a a&ccedil;&atilde;o penal em ep&iacute;grafe, deslocando o julgamento do paciente e prosseguindo quanto aos demais. Em regra, como se v&ecirc;, d&aacute;-se o simultaneus processus, vez que um dos co-autores obt&eacute;m direito a tal foro privilegiado, no caso, o co-r&eacute;u Francisco de P&aacute;dua Lopes, Presidente do Banco Central do Brasil. </span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">37- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">Por oportuno, ressalte-se que o entendimento pac&iacute;fico de nossa Corte Maior de Justi&ccedil;a, o Egr&eacute;gio Supremo Tribunal Federal, acompanha no mesmo sentido, no que concerne &agrave; incompet&ecirc;ncia absoluta do Juiz, bem como a conseq&uuml;ente e devida declara&ccedil;&atilde;o de absoluta nulidade processual, como se denota adiante:</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&ldquo;Incompet&ecirc;ncia absoluta do Juiz pode ser suscitada &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;pelo habeas corpus&rdquo; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">(STF, RTJ 93/1018).</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&ldquo;Habeas Corpus visando a declara&ccedil;&atilde;o de nulidade processual: cabimento. &rdquo; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">(STF, RTJ106/94).</span><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext"> </span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">38- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">Conforme supramencionado, o paciente teve a seu desfavor a decreta&ccedil;&atilde;o de pris&atilde;o preventiva proferida por um MM. Ju&iacute;zo absolutamente incompetente para tanto, conforme se comprovar&aacute; incontestavelmente a seguir.</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">39- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">Como supra aludido, o direito ao foro privilegiado do co-r&eacute;u da a&ccedil;&atilde;o penal origin&aacute;ria registrada sob o n&ordm; 99.046981-0, FRANCISCO LAFAIETE DE P&Aacute;DUA LOPES foi frontalmente aviltado, visto que este, &agrave; &eacute;poca dos fatos objeto da den&uacute;ncia Ministerial, era <u>Presidente do Banco Central do Brasil</u>, como ser&aacute; minuciosamente detalhado adiante. Por conseguinte, por extens&atilde;o, o MM. Ju&iacute;zo monocr&aacute;tico, &eacute; absolutamente incompetente para julgar e processar criminalmente o paciente, bem como todos os demais co-r&eacute;us, como ser&aacute; cabalmente demonstrado e comprovado nesta impetra&ccedil;&atilde;o. </span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">40- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">Saliente-se, no que concerne &agrave; supramencionada extens&atilde;o do direito ao foro privilegiado aos demais co-r&eacute;us, cumpre elucidar, mais uma vez, o entendimento do STJ acerca do tema em pauta. Para tanto, necess&aacute;rio se faz transcrever a seguir apenas alguns dos in&uacute;meros pareceres neste sentido:</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&ldquo;(...) havendo concurso de jurisdi&ccedil;&atilde;o de diversas categorias, prevalece a de maior gradua&ccedil;&atilde;o, <u>estendendo-se a compet&ecirc;ncia aos demais co-r&eacute;us, por imposi&ccedil;&atilde;o legal</u>.&rdquo; (grifos nossos) </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&ndash; (STJ, HC n&ordm; 2001/0098819-4, 5&ordf; T, Min. Rel. Exmo. Sr. Dr. Gilson Dipp).</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&ldquo;Na determina&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia por conex&atilde;o e contin&ecirc;ncia, havendo concurso de jurisdi&ccedil;&atilde;o de diversas categorias, predominar&aacute; a de maior gradua&ccedil;&atilde;o (art. 78, III, do CPP), <u>estendendo-se tal compet&ecirc;ncia aos demais co-r&eacute;us que n&atilde;o gozam de prerrogativa de fun&ccedil;&atilde;o</u>.&rdquo; (grifos nossos) </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&ndash; (STJ, HC n&ordm; 2002/0054726-0, 5&ordf; T, Min. Rel. Exmo. Sr. Dr. F&eacute;lix Fischer).</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&ldquo;Restando induvidosa a prorroga&ccedil;&atilde;o do foro privilegiado para o ex-secret&aacute;rio de Estado, os demais co-r&eacute;us devem ser tamb&eacute;m processados perante a Corte Estadual, mantendo-se a unidade de processos, consoante disp&otilde;e o art. 78, II do CPP.&rdquo; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">&ndash; (STJ, RO em HC n&ordm; 2003/0154514-9, 5&ordf; T, Min. Rel. Exma. Sra. Dra. Laurita Vaz).</span></p><br><p class="aestilo" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: left" align="left"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt">41- &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">Ainda neste diapas&atilde;o, por derradeiro, necess&aacute;rio se faz anexar &agrave; presente </span><span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">(Doc. n&ordm; 06)</span><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 10pt; COLOR: windowtext">, recent&iacute;ssima decis&atilde;o liminar em Habeas Corpus julgado pelo STJ, acerca de caso extremamente similar ao vertente. No citado caso, foi concedida medida liminar e expedi&ccedil;&atilde;o de Salvo Conduto para a pessoa do ent&atilde;o paciente Ant&ocirc;nio Barbosa Ferreira, vez que assim como no caso em tela, naquele caso, o paciente An]]></Texto>

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