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 <Olho><![CDATA[SEMANAL - DECORAÇÃO]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[JT - REVISTA - 27/08 - pág 22<br><br>Banheiro<br>O CANTINHO MAIS PRIVÊ DA CASA<br><br>No final do século 19, quando a água encanada chegou aos lares, os banheiros invadiram as residências e passaram a ter um espaço nas casas dedicado somente a eles. No começo, eram pequenos e funcionais, onde a cor branca dos azulejos e da louça reinava. Eram criações simples e sem muito requinte.<br>Há cerca de 50 anos, tudo mudou. O verde e o roxo dominaram o ambiente, dando um toque mais leve e descontraído para o local. Hoje em dia, não há algo que seja certo ou errado dentro de um banheiro. Existe, sim, o estilo próprio de cada morador. "O banheiro é um espaço único e deve ser muito bem planejado", garante a arquiteta Evelin Sayar.<br>Na hora de reformar a casa, é importante ressaltar que o custo para transformar esse cômodo é caro, representando cerca de 30% do valor total da obra. Por isso, caso não seja possível contratar um profissional especializado, o ideal é investir em pisos, azulejos e louças em tons neutros, fáceis de serem combinados com peças de metal, na maioria das vezes, cromadas.<br>O encanamento é uma outra dica que não pode ser dispensada. "Quando fiz a reforma no meu apartamento, esqueci de checar a planta. O pedreiro quebrou uma coluna que não devia e o prejuízo foi enorme", relata o analista de sistemas Fernando Alves de Melo, de 33 anos. Para não correr esse risco, caso não tenha a planta da sua residência, converse com o zelador do prédio e solicite-a.<br><br>Moderno x tradicional<br>De acordo com a arquiteta, existe uma diferença explícita entre os banheiros de pessoas que gostam de peças modernas e das que preferem as mais conceituais. "Os moderninhos gostam de tudo colorido e de produtos que estão na moda. Já os tradicionais, seguem o padrão clássico", revela. <br>A pia, por exemplo, para quem não dispensa algo com mais estilo, geralmente não é composta com outros compartimentos, no máximo com uma prateleira ou um pequeno armário. Nas casas mais conceituais, um grande gabinete compõe o conjunto e serve, principalmente, para alojar produtos de higiene pessoal.<br>Na parede, os banheiros de hoje ganham revestimentos de pastilhas. Coloridas, deixam o espaço mais charmoso e dinâmico. Esse tipo de peça tem um custo alto, mas pode ser aplicado em pequenos espaços. Para quem gosta de espelhos, existem modelos distintos que dificilmente sairão de moda.<br>Para ambos os estilos, a iluminação é basicamente a mesma. Só difere nos acessórios, que podem ser compostos por velas ou pequenas luminárias. Na hora da ducha, a cortina de plástico está em alta. "Esse tipo de material quebra um pouco a seriedade do ambiente", finaliza Evelin.<br><br>----------------------<br>CASA&- OESP 27/08 - págs 12 E 13<br><br>MODA PARA PÔR NA MESA<br>Ideais para refeições ao ar livre, jogos americanos são opção elegante. No<br>mercado, modelos realmente inusitados<br><br>Seja em um jantar para convidados ou em um café da manhã a dois, pequenos detalhes na hora de compor a mesa acabam por fazer a diferença: a começar pela escolha dos suportes para pratos e talheres. Cada vez mais atraentes e elaborados - nas lojas especializadas é grande a oferta de modelos em materiais e formatos alternativos -, os jogos americanos, ou serviços individuais, são opção para substituir a tradicional toalha. Do informal ao sofisticado, eles fazem bonito em qualquer ocasião. <br>A rigor, desde que a peça tenha tamanho suficiente para acomodar pratos e talheres, não existem regras na hora da escolha. Utilizados em série completa ou em combinações de vários modelos, é importante apenas observar a adequação entre o uso e o material - para a refeição ao ar livre (piscina, jardins e/ou piqueniques), além de impermeáveis, eles também devem ser de fácil manutenção e limpeza.<br>Produzidos em resina poliuretânica, os modelos da Resin Floor, agradam a quem exige exclusividade à mesa: cada peça exibe um desenho único, obtido a partir da mistura de diversos pigmentos no momento da confecção da peça. Como vantagens adicionais, são flexíveis e resistem bem ao ambiente externo. Materiais inusitados também se destacam entre acessórios produzidos artesanalmente, como o jogo de jornal tingido da Divino Espaço e o de papel trançado da Tok &Stok. Sem falar na bem-humorada proposta da Ideário, em grama sintética. <br>Grafismos e estampas em combinações de impacto - e com inegável apelo retrô - também estão em alta, especialmente em modelos dirigidos ao público jovem. Ícones dos anos 60 são tema dos jogos americanos da Ideário, em plástico transparente . Em tonalidade fosca, o mesmo material exibe delicada caligrafia, na Camicado. Em meio a bordados e rendas, textos inspiram peças em tecido, na Kirk´s.<br>Sob medida para refeições ao ar livre, o jogo da Essencial, em borracha, reproduzindo antúrios, acompanha bem a proposta em folha de bananeira da Sala. O natural é ainda realçado em peças que fazem referência ao universo oriental, caso do jogo em couro verde, com bambus gravados e a miniesteira com encaixes flexíveis, em madeira, ambos da Casa Almeida, ou ainda do modelo redondo, em capim dourado, do designer Ricardo Imbroisi, da Ponto Solidário. <br><br>1. Em materiais e temas que reverenciam a natureza, duas <br>sugestões: em formato de folhas, da  Essencial (R$ 68), e feito em folha de bananeira, da Sala (R$ 30)<br><br>2. Referências à mesa oriental  aparecem nodesenho dos jogos da Casa Almeida: com bambus impressos (R$ 37,50) e em madeira encaixada  (R$ 47,50), e no modelo em capim dourado (R$ 48), da Ponto Solidário<br> <br>3. Obtido pela mistura de diversas cores de resina, cada peça dos jogos da Resin Floor exibe desenho exclusivo (R$ 35 cada um)<br><br>4. Produzido artesanalmente, jogo da Divino Espaço em espirais de jornal tingido<br>(R$ 38); o de papel trançado da Tok & Stok custa R$ 11; quanto à Ideário, a novidade <br>é a grama sintética (R$ 19)<br><br>5. Contemporâneos, estes modelos misturam grafismos e estampas retrôs - sobretudo em preto-e-branco, como nas peças da Ideário (com foto, R$ 18), da Camicado (R$ 5) e da Kirk's (com renda, R$ 38)<br><br>-----------------<br><br>CASA& - OESP - 27/08 PÁGS. 6 E 7<br>UMA RECEITA ESPECIAL<br>Daniela Morillo, doTriboo, criou ela mesma a cozinha de casa<br><br>REPORTAGEM DE YARA GUERCHENZON,<br><br>Depois de passar todo o tempo em que fez Administração comendo nuggets e pratos congelados, Daniela Morillo teve um estalo e resolveu tomar outro rumo profissional: prestou vestibular para a faculdade de gastronomia. No final do curso, depois de estágios em restaurantes como Cantaloup e Tambor, em São Paulo, a aluna aplicada ganhou uma bolsa de seis meses num hotel-escola no sul da França. Na volta, em 2002, abriu, em sociedade com Cristine Tomé, o Tribeca, restaurante de cardápio contemporâneo que, em 2005, passou por uma fusão com o Boo, especializado em cozinha asiática, e virou o Triboo.<br>Mas as mudanças não pararam por aí. Nesse período, Daniela casou e comprou uma casa há muito desejada. "Demorei meses para encontrar o que queria - o living voltado para o jardim...", revela a chef, que também quis modificar o espaço de forno e fogão. Convocada para a reforma, a arquiteta Cris Negreiras determinou a derrubada de paredes para integrar, a pedido do casal, a cozinha à área social. <br>No lugar de tijolos, foi erguido um balcão multiuso: de um lado oferece apoio ao preparo das refeições e, de outro, dá lugar à sala de jantar. Solução proposta pela própria Daniela, que, depois de pesquisar, definiu cores, materiais e revestimentos. "Os tons deveriam ser sóbrios, em sintonia com os escolhidos para o living. Além disso, não gosto de cozinhas brancas, insípidas", assume a chefe, que optou por pastilhas cerâmicas verdes (da Colormix, por R$ 32,99 o m², no Center Castilho), piso de porcelanato bege (da Elizabeth, a partir de R$ 45,90 o m², na C&C), tampo de Aqualux e armários com portas de MDF e acabamento laminado wenguê (de 1,2 m x 0,5 m x 0,34 m e com prateleira, por R$ 493, na Bontempo). <br>Para garantir a organização, a arquiteta setorizou a cozinha de cerca de 17 m² em duas áreas: uma de trabalho, onde está o fogão de inox (da GE, modelo similar por R$ 1.499, no Ponto Frio) e a coifa também de inox (da Crissair, por R$ 3.450), e outra dos equipamentos, com microondas (da Panasonic, por R$ 749, no Ponto Frio) e geladeira (da Bosch, modelo Glass Line Inox, por R$ 2.399, idem). Do outro lado do balcão, um tampo de madeira de demolição virou mesa de jantar, servida por cadeiras revestidas de couro ecológico que a chefe descobriu numa liquidação na Clamy (Shopping Center Norte). "O preço era ótimo", lembra Daniela.<br>Nesse tipo de ambiente não poderiam faltar os livros de culinária, acomodados em uma prateleira no alto dos armários; o aramado com o porta-temperos e mil apetrechos, e a coleção de facas, suspensas na parede por um suporte magnético. Tudo à mão, com praticidade. "Não gosto de panelas empilhadas, que dificultam o trabalho", diz Daniela, que fez questão de ter um paneleiro amplo, com divisórias especiais para os modelos de inox (jogo com cinco peças da Tramontina custa R$ 389, na Doural), fechadas por frontais de vidro. <br>Daniela curte seu espaço culinário exclusivo principalmente nos finais de semana e nas noites de quarta-feira, quando prepara o jantar para a família. Nessas ocasiões, ela cria delícias que mesclam as culinárias ocidental e oriental, utilizando, às vezes, ervas colhidas na horta cultivada em um canto do quintal. "Prefiro montar os pratos para que fiquem com o visual caprichado, em vez de deixar que cada um se sirva", diz.  <br><br>RECEITA<br><br>CESTINHAS TAILANDESAS DE CAMARÃO<br><br>Ingredientes<br>Massa folhada <br>fina cortada em <br>quadrados<br>100 g de camarão<br>20 g de amendoim <br>torrado, sem casca<br>60 ml de azeite<br>30 ml de shoyu<br>5 ml de molho de ostra<br>1 dente de alho <br>Coentro e pimenta <br>dedo-de-moça a gosto<br><br><br>Modo de preparo<br>Para as cestinhas: coloque os quadrados de massa folhada em forminhas de empada. Pincele com manteiga e leve ao forno (180°) até dourar. Reserve. Para o recheio: aqueça o azeite na frigideira e salteie os camarões. Adicione alho, coentro, pimenta e amendoim; por fim, o molho de ostras e o shoyu. Coloque as cestinhas sobre um prato para recheá-las. Sirva com salada<br><br>-----------------------<br><br>CASA& - OESP - 27/08 PÁGS. 8,  9 e 10<br>AS CORES <br>VÃO DOMINAR AS PAREDES<br>Apesar do apego do brasileiro pelo branco, mercado de tintas aposta em cores vivas - e mudança de padrão<br><br><br>Tímido e medroso. O brasileiro perde o rebolado na hora de pintar a casa. "Ele tem vontade de mudar, mas o receio é enorme e ele fica na mesmice", sintetiza Érica Taguti, consultora de cores da Suvinil.<br>Mesmo assim, o mercado cumpre seu papel. A Suvinil oferece mais de 2 mil cores ao cliente; a Coral, que importa o catálogo da matriz inglesa, 6 mil. É um salto e tanto: dos anos 60 aos 80, a indústria de construção civil brasileira trabalhou com uma cartela cromática de apenas seis cores. "Não havia opção", admite a decoradora Elisabeth Wey, presidente do Comitê Brasileiro de Cores (CBC).<br>De uns 10 anos para cá, porém, o mercado entrou em ebulição. Surgiram as massas texturizadas, os acabamentos que imitam mármore (Texturatto Marmoratto, da Suvinil, a partir de R$ 26 o galão de 3 l, na Tintas MC) e os perolados. Hoje os pontos-de-venda encantam o consumidor com recursos de última geração. O sistema de análise de cores lançado pela Coral em 1993, por exemplo, ampliou as opções de compra. Aparelhos sofisticados são capazes de ler e decodificar qualquer amostra a partir de um resto de tecido ou de massa corrida.<br>Antes de o consumidor se perder com a variedade de opções, o CBC, a exemplo do que acontece nos Estados Unidos e na Europa, indica a seleção de 24 tonalidades que serão tendência no biênio seguinte. A iniciativa dá suporte ao desenvolvimento de produtos, do setor têxtil à indústria de cosméticos. É o tipo de informação cara: cada pesquisa-base do comitê vale até US$ 50 mil e reúne informações culturais "transnacionais". O CBC interpreta os dados e projeta, nas cores que saltam das pesquisas, um toque de latinidade, com o amparo do Centro de Estudos de Cor para a América Latina (Cecal). "Vivemos uma época passional e de busca pela paz, de São Paulo ao Oriente Médio", diz <br><br>Elisabeth Wey. "Sensações culminam em cor, sabor e também textura."<br>Maturada há 5 anos, a cartela eleita pelo CBC para 2006 e 2007 destaca três categorias de cores: Oásis (frias), Bolero (quentes) e Orgânico (neutras). Estão em alta os verdes cítricos, o pink, o berinjela e os azuis. Acostume-se portanto a nomes como "luna", "iceberg" e "pavão" - eles se inspiram nos catálogos americanos e europeus. Para conhecer a lista completa, basta consultar a internet (www.mundocor.com.br). <br>"As cores são a tônica de meus projetos. As escolhas respeitam, além da utilização específica do ambiente, um partido arquitetônico previamente definido", diz o arquiteto João Mansur. Na parede da sala de jantar de uma casa em São Paulo, por exemplo, ele usou o verde para destacar o acervo mobiliário. No hall, revelou o piso quadriculado de preto-e-branco com a aplicação do amarelo. <br>A arquiteta Marília Brunetti de Campos Veiga determina a cor no momento em que decide os objetos que vão compor um espaço; ela garante que, no quarto de casal, o verde-claro acalma. Brunete Fraccarolli, decoradora de estilo ousado quanto à pintura de interiores, abusa de cores fortes em livings e no hall (no Bazar das Tintas, a acrílica da Coral com 3,5 l sai em média R$ 60). <br>Mas a escolha radical dos profissionais nem sempre convence os clientes. A decoradora Cristina Bozian entende o medo. "Apesar de a pintura ser a mudança mais barata numa reforma, a cor da parede é mais marcante do que um objeto colorido... Prefiro usar a base de branco sujo em portas, rodapés e teto para depois brincar com tons" (da Sherwin-Williams, tinta acrílica fosca na cor palha, com 18 l, por R$ 116,80, no C&C). Foi o que ela fez na sala de jantar de um apartamento, em que usou o cáqui por inteiro. Na saleta de TV, o mostarda surgiu da observação de uma obra de arte (com 18 l, da linha Limpa Fácil, da Suvinil, por R$ 291, na Tintas Famosas). <br><br>--------------------------<br>DECORAÇÃO/ESTILO <br><br>CASA7/OESP - 30/07 - págs. 12/13/14/15<br><br>ISTO É QUE É COZINHAR<br><br>Fausto Penna Moreira cria espaço gourmet de 350 m2<br><br>REPORTAGEM DE MARION FRANK, PRODUÇÃO DE M. REGINA NOTOLINI, FOTOS DE ROGÉRIO ASSISS E NELSON KON<br><br>Pegue um pedaço de terra. Melhor, um bom pedaço - algo em torno de 1.200 m². Admirador da natureza, considere a possibilidade de usar 2/3 dessa área para a montagem do jardim. Reserve. Escolha então um arquiteto (e um paisagista) e insista no emprego diferenciado da matéria-prima. Deixe a (sua) paciência de molho por mais de 365 dias. Pronto. Dos fundos de sua casa vai surgir o espaço 100% profissional, dedicado aos deuses da gastronomia. <br>Esta "receita" teve sua elaboração iniciada em 2003 (e concluída quase dois anos depois) na propriedade de Fausto Penna Moreira, no Alto de Pinheiros. Um paulistano de 57 anos - ex-aluno de engenharia de produção (USP), ex-pós-graduado em Harvard (EUA) e ex-presidente da Alcoa brasileira (até 2002) - que hoje ocupa parte do seu tempo com fundos de investimento e imóveis.<br><br> A outra, claro, emprega no exercício das paixões: a família (mulher e três filhos adultos), as orquídeas (às dezenas, na residência) e… a arte de receber. De abrir a casa e oferecer um dos prazeres inestimáveis da vida: comida e (bebida) de primeira. A partir desta sucinta apresentação, é possível imaginar que:<br><br>1. Fausto Penna Moreira sabe o que quer;<br>2. Tem cacife para concretizar o menor dos desejos;<br>3. Conhece o caminho das pedras (fornecedores e mão-de-obra especializada) para alcançar o máximo, se possível, com o mínimo...<br>O espaço gourmet de 350 m² deixa de boca aberta chefes, restaurateurs ou simples mortais que nele põem os pés. Não se trata de capricho de um engenheiro bem-sucedido: Fausto é fanático por tudo o que diga respeito à culinária, ele que freqüentou a escola de Wilma Kövesi. "Cozinho melhor do que a média dos homens, mas continuo a ser profundamente ignorante ao observar quem vem trabalhar aqui." Pois é. Uma vez por semana esse mecenas da boa mesa convida um(a) especialista para pilotar sua cozinha. Alex Atala já marcou presença, mas quem quase sempre representa esse papel é Francisco Pinheiro, figura conhecida nos cursos gastronômicos de São Paulo.<br>No fogão industrial, só para 4<br>No projeto do arquiteto Eduardo de Almeida - em que se destaca a estrutura de aço com arcos apoiados em pilares, as paredes de vidro e o forro de alumínio com manta de isolamento acústico -, há uma sucessão de ambientes, entre eles, adega climatizada para 1.200 garrafas, home theater, cozinhas íntima e de apoio. Por íntima entenda-se o espaço utilizado dez em dez vezes pelo proprietário ("só cozinho para 4 pessoas") e equipado de fogão industrial DCS, geladeira Brastemp side by side, de aço escovado (na Ponto Frio, com dispenser para água gelada na porta, cerca de R$ 4.600), balcões de granito e paredes de vidrotil azul. Para acomodar quem espreita o gourmet às voltas com o fogão, cadeiras Bertoia (modelo banco alto, por R$ 465 cada uma, na Tok&Stok), em frente à bancada-bar.<br>Mesas e cadeiras de desenho confortável espalham-se pela área de refeições, entre a cozinha de Fausto e o espaço de cinema e TV; acomodam 12 pessoas (ou mais). <br> <br>Acontece que o repasto, quando pródigo em convidados, acaba por ser preparado em outro ambiente, a cozinha de apoio que viceja atrás de uma porta. Viceja, insiste-se. Ou não é de um brilho incomum ter acomodado debaixo do teto residencial o fogão industrial Macom (5 bocas), a salamandra (para gratinados) DCS, o forno elétrico Sogeco, a coifa industrial também Macom (instalada na laje), o sistema de ar-condicionado exclusivo, a máquina de gelo Everest e a de sorvete Paco Jet? Essa última é, aliás, a mesma que o catalão Ferran Adrià usa e abusa em sua culinária escultural. Outra igual, em Sampa, só nos restaurantes Fasano e D.O.M.<br>Os armários, com portas de vidro acidato e luz interna nas prateleiras, são da Delta (módulos semelhantes a partir de um área de 28 m², por R$ 50 mil). No chão de granito, canaletas laterais facilitam o escoamento da água na hora da limpeza. Tudo planejado em detalhe, como os apetrechos dispostos em varal de inox na altura exata. Facas? Solingen, marca alemã. Panelas? Le Creuset, a francesa predileta (modelo redondo, a partir de R$ 380, na Art Mix).<br>Ao redor do templo gourmet há um terraço com outras mesas e cadeiras e área específica para pizzas e churrascos (churrasqueira inox da Art Mill, sob encomenda) - afinal, Fausto toma conta da carne desde os primeiros passos em culinária. "Quando cozinho, estou despreocupado… você se diverte, e os amigos também", ele divaga, o olhar perdido no jardim tropical (com espelho d’água, deck-passarela e escultura de Cristina Motta). <br>Trabalho de Sidney Linhares, tem o mérito de enquadrar o projeto arquitetônico de linhas ousadas com palmeiras, jasmim-manga, pau-ferro e orquídeas, muitas orquídeas. "De aniversário só ganho gadget de cozinha", revela Fausto, entre o divertido e o orgulhoso. Caso do "pegador" de espaguete (da Silit, R$ 70, na Suxxar). O cortador de tampa de ovo? Não, esse Fausto trouxe de uma recente viagem à França. E assim continua a vida. Ao menos, a dele. <br><br>RECEITA<br><br>Brandade de bacalhau com purê de feijão<br><br>Ingredientes<br>1 kg de bacalhau<br>400 g de batata<br>1 litro de leite<br> massa arosa filó<br> manteiga<br> cebolinha<br> azeite extra-virgem<br> sal e pimenta a gosto <br> caldo de feijão preto<br><br>Modo de preparo<br>Cozinhe o bacalhau desfiado num litro de leite, acrescido de um litro de água, por 30 minutos. Escorra e reserve. Cozinhe a batata nessa água, faça com ela e a manteiga um purê, misturando depois o bacalhau e temperando com azeite, sal e pimenta (moída na hora). <br>Para montar o prato, abra uma folha da massa arosa, cortando em duas metades. Ponha uma xícara de chá no meio de cada metade (o que facilita dobrar a massa em concha). Coloque então o bacalhau no interior e use a cebolinha para amarrar a "trouxa". Leve ao forno (aquecido a 180°C) até dourar.<br>Prepare o purê de feijão preto, levando o <br>caldo (temperado com louro, bacon, paio, <br>azeite, alho, cebola e salsa) ao fogo para <br>ganhar consistência. Ele será servido como base da brandade<br><br><br>---------------------------------------------<br><br>CASA& - OESP - 16/07 - págs. 6 e 7<br><br>SABOR DA BOA TERRA<br>Acarajé, vatapá, baião-de-dois. Eis <br>os ingredientes do dia-a-dia de Vanda Barreto, do Barra Baiana<br><br>Cozinhar é, para ela, tão natural como conversar. "Já acordo mexendo com panelas", garante Vanda Barreto, baiana de Itabuna. De sotaque forte e riso fácil, Vanda, há um ano dona do Barra Baiana (em Perdizes), diz que tomou gosto pelo fogão quando era pequena. "Aos 9 anos, sem mãe, tinha de cozinhar para a família... Meu pai matava porco e eu pegava os miúdos para fazer sarapatel", lembra.<br>Na cozinha da casa térrea onde mora com o marido, no Parque Continental, Vanda conta sua trajetória enquanto prepara baião-de-dois, pudim de claras, cocadas, moqueca de cação e, de quebra, assa o bolo de mandioca com calda quente de laranja. A chef diz que chegou a São Paulo quando tinha 19 anos, junto com os familiares. "Só que eles voltaram e eu fiquei. Morava na São João e trabalhava numa metalúrgica", diz. Mais tarde, com o apoio de um irmão, estilista de loja no Bom Retiro, decidiu ser sacoleira. "Comprava roupas no Brás e vendia na noite para as meninas e os travestis. Nunca levei calote", revela.<br>O negócio cresceu e Vanda abriu uma loja de aluguel de roupas em Santa Cecília. Lá ficou quatro anos até o Plano Collor levar tudo por água abaixo. "Mas não desanimo com facilidade...", confessa Vanda. "Comprei um bar na Rua Jaguaribe e passei a vender coxinhas e sanduíches de pernil." Depois, comprou um apartamento, fez da sala um restaurante e começou a servir almoço para os médicos da vizinha Santa Casa. "Eles pediam comida baiana e lá ia eu fazer acarajé, tirando, na unha, os olhinhos do feijão", diz.<br>Quando a fama de sua comida tornou a sala pequena, ela abriu o Restaurante da Vanda - Vatapá da África, em 1994, também em Santa Cecília. Até que foi descoberta, em 1995, pela imprensa especializada e pela TV, aparecendo de baiana quituteira nos programas de Ana Maria Braga, Claudete Troiano, Ronnie Von. Fechou então o Vatapá e abriu um restaurante no galpão anexo da casa onde mora. "Nunca botei nome, mas um jornalista começou a chamá-lo de "Quintal de Estrelas"... E assim ficou. Foram cinco anos recebendo gente de todo tipo, até o Márcio Cypriano (presidente do Bradesco) veio e me viu de chinelinho", orgulha-se.<br>Desativado, o galpão hoje dá lugar a mesas e cadeiras empilhadas e, sobre elas, panelas de barro feitas no Espírito Santo (no Barra Baiana, custam de R$ 12 a R$ 70, dependendo do tamanho) e que Vanda usa na cozinha - espaço que se mantém inalterável desde a construção da casa. Da pia com tampo de granito cinza e branco, ela dá ordens às ajudantes através de três janelas em arco; e basta virar para cuidar das panelas. Também à mão, os armários revestidos, por fora, de fórmica em tom cerejeira (a partir de R$ 500 o m², na Decorsul). <br>Uma espécie de estante, do mesmo revestimento, divide a cozinha da copa, cujo mobiliário se resume à mesa de madeira, às cadeiras e ao nicho onde estão guardados cestinhos em madeira trançada (R$ 18 cada um, no Ceasa). No piso, azulejos hidráulicos com desenhos de flores, em branco, azul e marrom (a partir de R$ 70 o m², na Dalle Piagge). Na parede, um pôster retrata queijos e pães. "É um lugar com a minha cara", define Vanda.<br>Nessa cozinha simples, ela consegue, não se sabe por qual milagre, organizar tudo o que for preciso para grandes eventos. "O maior de todos foi para 470 pessoas, em Angra dos Reis (RJ), no ano passado", diz. "Um festival de doces e comidas baianas que salvou minha vida - a grana foi tão boa que consegui abrir o Barra Baiana."<br>Seja qual for a ocasião, porém, Vanda está sempre vestida de baiana. "Tenho dezenas de batas, saias, turbantes, todos eles desenhados pelo meu irmão", diz esta cozinheira que usa a intuição para medir os ingredientes de suas receitas e jamais fez cursos. "Queria fazer um com o Alex Atalla. Gosto dele porque usa muita coisa do Brasil..." Outro sonho: viajar para fora do País. "O lugar mais longe que já fui foi Salvador - a Ana Maria Braga me deu a passagem", confessa. Vanda sai pouco de casa, por causa do trabalho. "Às vezes, meu marido, que é japonês, me leva para comer sushi... Mas isso eu não sei fazer", diz. <br><br><br>RECEITA/ BAIÃO DE DOIS<br><br>Ingredientes<br>2 xícaras (chá) de <br>feijão de corda cozido e com o caldo<br>1 1/2 xícara de <br>chá de arroz <br>100 g de bacon picado<br>100 g de lingüiça calabresa defumada picada 200 g de queijo de coalho picado<br>1/2 cebola bem picada<br>3 dentes alho picados<br>1 tablete caldo de bacon<br>1/2 xícara de chá de manteiga de garrafa<br>coentro e sal a gosto<br><br>Modo de Fazer:<br><br>Modo de preparo<br>Cozinhe o feijão al dente e reserve. Na panela, coloque o bacon e o alho. Frite, acrescente a manteiga de garrafa, a lingüiça calabresa, a cebola e o arroz. Refogue. Junte o feijão com o caldo e o bacon. Deixe ferver. Ao servir, acrescente o queijo coalho e o coentro. Boa pedida é servir com galinha caipira <br><br>RECEITA/PUDIM DE CLARAS<br><br>Ingredientes<br>10 claras de ovos<br>20 colheres (sopa) de açúcar<br>1 colher (chá) raspa de limão <br>Para o caramelo<br>1 1/2 kg de açúcar <br><br>Modo de preparo<br><br>Modo de preparo<br>Caramelo: Coloque o açúcar numa fôrma para pudim e leve ao fogo baixo, mexendo até o açúcar dissolver por completo. Quando a calda dourar, apague o fogo e, com ajuda de uma colher, espalhe por toda a fôrma <br>Pudim: Na batedeira, bata as claras em neve e polvilhe o açúcar aos poucos até obter o ponto de suspiro. Com a batedeira desligada, misture raspas de limão. Delicadamente adicione colheradas da massa na fôrma caramelizada, apertando para evitar o contato com o ar. Leve ao fogo (ou ao forno) em banho-maria por cerca de 20 minutos ou até ficar levemente dourada. Desligue o fogo, deixando a fôrma dentro do forno por cerca de 30 minutos. Vire com cuidado sobre um prato grande<br><br><br>----------------------------------<br><br>REVISTA JT DE 21/5<br>PÁGINA 18<br><br>Escrivaninha<br><br>PREPARE UM CANTINHO ESPECIAL DE ESTUDOS<br><br>Fazer com que os filhos se concentrem nos estudos, na maioria dos casos, não é uma tarefa simples para os pais. As crianças ficam agitadas, querem brincar com os amiguinhos, ouvir música ou jogar videogame. Elas fazem de tudo, menos estudar. Para evitar este tipo de problema, o primeiro passo é encontrar um ambiente com boa iluminação, que tenha área suficiente para se colocar uma escrivaninha e, claro, que seja longe das tentações, como a tevê e os brinquedos.<br><br>De acordo com Edson Coutinho, coordenador de tendências da Tok&Stok, o quarto pode ser uma excelente opção para as tarefas escolares, desde que exista um espaço especialmente dedicado ao estudo. "Quanto mais improvisado, menor será a chance de concentração e maior a de dispersão do estudante", completa Coutinho.<br><br>A bancada modular pode ser uma boa alternativa, pois organiza o espaço de tudo e integra duas funções: o estudar e o guardar. A peça pode ter, por exemplo, uma mesa para o computador, gaveteiro para guardar o material escolar e até cômoda para roupas. Uma outra solução são os sistemas integrados de quarto. Nestes móveis, há o espaço de dormir, de brincar e o de estudar.<br><br>Antes de providenciar uma escrivaninha, saiba que é preciso ficar atento aos cuidados exigidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Segundo os especialistas, as mesas devem ter de 72 cm a 75 cm de altura e o espaço onde ficam as pernas deve apresentar, no mínimo, 66 cm de altura e 45 cm de profundidade.<br><br>"Organização é fundamental e, por isso, móveis que ajudam nesta função são essenciais. O gaveteiro, por exemplo, separa a papelada por temas e abriga um organizador para materiais", ensina o coordenador. Para integrar a criança ao ambiente, faça com que ela se sinta importante e avise que aquele é um local de que ela deve tomar conta. Peça para que ela organize os materiais em cima da mesa e discuta sobre a disposição dos objetos.<br><br>Escolha uma iluminação que não cause ofuscamento. Além da lâmpada do ambiente, coloque uma luminária de mesa. Fora isso, a cadeira também deve ser pensada. Leve em conta a densidade da espuma e a regulagem.<br><br>-------------------<br><br>C<br>  ]]></Texto>

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