<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<?xsl-stylesheet accept="impressao" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/impressao.xsl" noprocess="no"?>
<?xsl-stylesheet accept="email" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/email.xsl" noprocess="no"?>
<?xsl-stylesheet accept="ibest" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/ibest.xsl" noprocess="no"?>
<?xsl-stylesheet accept="copa2006" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/padrao_copa2006.xsl" noprocess="no"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/padrao.xsl"?>

<Materia>

 <Codigo>2502945</Codigo>

 <MetaData>08:55:46 28/08/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Seg, 28 Ago 2006 09:00:07 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[SP tem 55 mil presos em condicional desde 2001]]></Titulo>
 <PalavrasChave><![CDATA[]]></PalavrasChave>
 <CodigoCanal>30001</CodigoCanal>
 <NomeCanal>Brasil</NomeCanal>
 <PathCanal>brasil</PathCanal>
 <DataNoticia>08:55 28/08</DataNoticia>
 <MetaDataNoticia>08:55:46 28/08/2006</MetaDataNoticia>

 <StatusFuro>N</StatusFuro>
 <StatusAtualizada>N</StatusAtualizada>
 <AcessoRestrito></AcessoRestrito>
 <DataMateriaAtualizada>09:00 28/08</DataMateriaAtualizada>

 <NomeCredito></NomeCredito>
 <EmailCredito></EmailCredito>
 <NomeFrame></NomeFrame>
 <CodigoArvore></CodigoArvore>
 <StatusAutenticacao></StatusAutenticacao>

 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
 <URLFonte>http://www.agenciaestado.com.br</URLFonte>
 <ImagemFonte>http://images.ig.com.br/ultimosegundo/site/fontes/agencia_estado.jpg</ImagemFonte>
 <DescricaoFonte><![CDATA[]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[O Estado de São Paulo não fiscaliza nem tem cadastro dos 55.642 presos beneficiados com a liberdade condicional desde 2001. Os liberados condicionais estão espalhados pela Capital, Grande São Paulo e Interior. Eles deveriam ter acompanhamento do Conselho Penitenciário, subordinado à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), responsável por essas atribuições. A única forma de controle é o carimbo mensal na caderneta com os dados judiciais de cada sentenciado. Mas isso só ocorre quando ele vai ao órgão competente.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>A liberdade condicional é defendida por parte do Judiciário - por exemplo, pelo presidente do Tribunal de Justiça, Celso Limongi -, mas muitos juízes relutam em concedê-la porque acham que falta controle sobre a vida do beneficiado fora da cadeia. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada ontem, o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Cláudio Hummes, ofereceu o apoio da Igreja para ampliar a fiscalização. Para d. Cláudio, a adoção da condicional e de penas alternativas evitaria a ida para presídios de pessoas condenadas por crimes mais leves. “As prisões são realmente algo desumano”, afirmou na entrevista. “Aí há um pecado fundamental da sociedade. A sociedade não poderia aceitar isto e aceita.”<p><p>O Conselho Penitenciário do Estado é o órgão consultivo e fiscalizador da execução penal. Algumas de suas atribuições são cadastrar e registrar, eletronicamente, os liberados condicionais. Também deve acompanhar o cumprimento das condições do livramento condicional, além de avaliar, orientar e supervisionar os liberados condicionais. O Conselho não foi criado para perseguir, mas para ajudar a ressocializar e evitar a reincidência criminal.<p><p>Essas atribuições, porém, só existem na teoria. Na prática, a realidade é outra. Na Capital, o Conselho não cadastra os liberados condicionais. Não tem o endereço deles. Não sabe em que condições eles vivem, se são solteiros ou casados, se têm filhos, se foram ou não reintegrados à sociedade ou se voltaram para o crime. O sentenciado é quem tem que procurar o Conselho, uma vez por mês, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 554, Centro, para carimbar a caderneta, espécie de passaporte para ter o direito de ir e vir.<p><p>Condenado a 8 anos por roubo, Carlos Augusto Cabral dos Santos, de 43 anos, está em liberdade condicional e mora com a mulher e os quatro filhos na zona leste. Ele contou que nunca foi procurado pelo Conselho Penitenciário. “Eles nada sabem do meu dia-a-dia. Não sabem onde eu moro e que estou trabalhando. Jamais tive acompanhamento ou assistência social. Se eu apresentar uma declaração falsa de trabalho ou fornecer um endereço falso, ninguém investiga. Assim fica difícil se reintegrar à sociedade.”<p><p>C., de 51 anos, está revoltado. Ele também é liberado condicional e ficou 17 anos preso. “O Conselho Penitenciário é só política, não ajuda ninguém, principalmente os egressos. Não acredito em mais nada”, desabafou. Condenado por furto e roubo, M.J.S., de 49 anos, também morador na zona leste, saiu em liberdade condicional em maio deste ano. Nesses três meses, ele nunca foi procurado pelo conselho, mas foi ao órgão carimbar a caderneta.<p><p>No Interior, onde mora boa parte dos beneficiados com a liberdade condicional, a situação é mais complicada. O Conselho Penitenciário não tem subsede nos municípios. Os liberados têm de procurar o fórum de sua comarca de origem para carimbar a caderneta.<p><p>Outras funções do Conselho são emitir pareceres sobre livramento condicional, indulto e comutação de pena e também inspecionar os estabelecimentos penais. No Estado, 126 mil detentos cumprem pena em 144 unidades subordinadas à SAP.<p><p>Em Todo o País - O juiz de direito Sérgio Mazina Martins, 46 anos, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), disse que o acompanhamento aos liberados condicionais é extremamente precário não só em São Paulo, mas nos demais Estados. Ele afirmou que a criação de conselhos penitenciários é recomendada em normativas internacionais. “O Conselho é recomendável e salutar para complementar a ressocialização”, disse.<p><p>Segundo Mazina, a única forma de acompanhamento aos liberados condicionais em São Paulo é o carimbo na caderneta. “Não existe cadastro nem sistema de apoio social ao indivíduo. Uma das funções do conselho é criar patronatos para dar apoio ao liberado e tentar resolver seus problemas com o Estado, como tirar documentos, arrumar emprego.”]]></Texto>

 <FotoPrincipal></FotoPrincipal>
 <AlturaFotoPrincipal></AlturaFotoPrincipal>
 <LarguraFotoPrincipal></LarguraFotoPrincipal>
 <LegendaFotoPrincipal><![CDATA[]]></LegendaFotoPrincipal>
 <CreditoFotoPrincipal></CreditoFotoPrincipal>

 <FotoCorpoMateriaDireita></FotoCorpoMateriaDireita>
 <AlturaFotoCorpoMateriaDireita></AlturaFotoCorpoMateriaDireita>
 <LarguraFotoCorpoMateriaDireita></LarguraFotoCorpoMateriaDireita>
 <LegendaFotoCorpoMateriaDireita></LegendaFotoCorpoMateriaDireita>
 <CreditoFotoCorpoMateriaDireita></CreditoFotoCorpoMateriaDireita>

 <FotoCorpoMateriaEsquerda></FotoCorpoMateriaEsquerda>
 <AlturaFotoCorpoMateriaEsquerda></AlturaFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <LarguraFotoCorpoMateriaEsquerda></LarguraFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <LegendaFotoCorpoMateriaEsquerda></LegendaFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <CreditoFotoCorpoMateriaEsquerda></CreditoFotoCorpoMateriaEsquerda>

 <Multimidia>

  <Infografico>
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Infografico>

  <Galeria>
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Galeria>

  <Video formato="RM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Video>

  <Video formato="WM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Video>

  <Audio formato="RM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Audio>

  <Audio formato="WM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Audio>

 </Multimidia>

 <MateriasRelacionadas></MateriasRelacionadas>

</Materia>
