<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<?xsl-stylesheet accept="impressao" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/impressao.xsl" noprocess="no"?>
<?xsl-stylesheet accept="email" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/email.xsl" noprocess="no"?>
<?xsl-stylesheet accept="ibest" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/ibest.xsl" noprocess="no"?>
<?xsl-stylesheet accept="copa2006" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/padrao_copa2006.xsl" noprocess="no"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/padrao.xsl"?>

<Materia>

 <Codigo>2494748</Codigo>

 <MetaData>00:03:46 21/08/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Seg, 21 Ago 2006 00:10:03 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Tempo de catapora]]></Titulo>
 <PalavrasChave><![CDATA[]]></PalavrasChave>
 <CodigoCanal>30001</CodigoCanal>
 <NomeCanal>Brasil</NomeCanal>
 <PathCanal>brasil</PathCanal>
 <DataNoticia>00:03 21/08</DataNoticia>
 <MetaDataNoticia>00:03:46 21/08/2006</MetaDataNoticia>

 <StatusFuro>N</StatusFuro>
 <StatusAtualizada>N</StatusAtualizada>
 <AcessoRestrito></AcessoRestrito>
 <DataMateriaAtualizada>00:10 21/08</DataMateriaAtualizada>

 <NomeCredito></NomeCredito>
 <EmailCredito></EmailCredito>
 <NomeFrame></NomeFrame>
 <CodigoArvore></CodigoArvore>
 <StatusAutenticacao></StatusAutenticacao>

 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
 <URLFonte>http://www.agenciaestado.com.br</URLFonte>
 <ImagemFonte>http://images.ig.com.br/ultimosegundo/site/fontes/agencia_estado.jpg</ImagemFonte>
 <DescricaoFonte><![CDATA[]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[Tempo de catapora]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Por Vitor Cavalcanti e Fernanda Aranda, Especial para a Agência Estado.<br>Um inverno atípico como o que vivemos agora, além de interferir na rotina e programação das pessoas e de fazer com que roupas de inverno e cobertores voltem para o baú, também altera o ciclo de algumas doenças. Com os termômetros na casa dos 30º, o calor pode se tornar um risco. Além das doenças respiratórias provocadas pelo ar seco, as temperaturas altas também podem fazer com que a catapora apareça e provoque surtos inesperados, principalmente em creches e escolas.<br><br>"O número de casos registrados de varicela, conhecida popularmente como catapora, costuma aumentar no final de agosto e início de setembro. Nesta época do ano, a aglomeração de pessoas facilita o contágio da doença, em especial nos locais em que as pessoas passam muito tempo", explica o coordenador de Controle de Doenças (CCD) da Secretaria de Estado da Saúde, Carlos Magno Fortaleza. Em 2005, só no Estado de São Paulo, 29.148 casos da doença foram registrados. <br><br>Causada pelo vírus Varicela zoster, a doença é altamente infecciosa. De acordo com a chefe do setor de Infectologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Lily Yin Weckx, mais de 90% dos casos registrados de catapora acontecem em pacientes com idades entre um e nove anos. "Nessa faixa etária, é mais comum aparecer a doença porque, nos primeiros doze meses de vida, o bebê tem anticorpos maternos que impedem a manifestação do vírus. Após essa idade, a proteção acaba e a criança fica mais suscetível a desenvolver a catapora", afirma a especialista da Unifesp.<br><br>Como no período dos surtos as crianças estão em aula, o contágio em ambiente escolar é o que mais preocupa os médicos e as autoridades. Para evitar que as carteiras das salas de aula fiquem vazias por causa da catapora, o ideal é que as escolas e creches fiquem atentas. "As instituições de ensino devem identificar o aluno doente e, após a recomendação médica, solicitar o seu afastamento. Só assim os outros estudantes deixam de ser infectados e os surtos são impedidos", orienta o coordenador estadual Fortaleza.<br><br>A professora de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Lúcia Bricks, verifica que os sintomas são similares ao das doenças gripais, o que dificulta o diagnóstico precoce e complica o controle da proliferação da catapora nas creches e escolas. Ela também observa que, no início da doença, não há nenhum exame capaz de mostrar que a criança está infectada com o vírus. "É complicado saber até onde a criança pegou o vírus. Ninguém consegue precisar se foi na escola ou de um priminho, por exemplo", avisa. <br><br>A catapora é transmissível a partir do momento em que surgem os primeiros sintomas - o que ocorre entre 14 e 21 dias após o contágio. A transmissão acontece por contato direto com a saliva ou secreções respiratórias da pessoa infectada, ou ainda pelo contato com o líquido que vaza das vesículas (bolhas cutâneas provocadas pela doença). No geral, a recuperação leva entre sete e dez dias após o aparecimento dos sinais. Os médicos recomendam repouso em casa e sem ir à escola por, pelo menos, cinco dias. Alguns especialistas defendem a volta às aulas somente após a cicatrização total das lesões. <br><br>PRINCIPAIS SINTOMAS<br><br>Os sintomas iniciais da doença são parecidos com os de uma virose: febre, mal-estar, dor de cabeça, cansaço, coriza e tosse. A característica mais marcante, no entanto, são pequenas pintinhas vermelhas que se espalham pelo corpo e, posteriormente, se transformam em bolhas com líquido. Outros sintomas são coceira, febre e dores musculares. A catapora pode provocar três tipos de complicações: lesões na pele, problemas no sistema nervoso e nas vias respiratórias. Vale lembrar que, uma vez adquirido o vírus, a pessoa fica imune por toda a vida. No entanto, o vírus permanece no organismo e, futuramente, pode provocar herpes-zoster, conhecida como cobreiro. <br><br>De acordo com os médicos, quando formam-se as casquinhas nas lesões, não há mais risco de transmissão. "É uma patologia viral e sem tratamento específico. Trabalhamos no controle dos sintomas e criamos atitudes para evitar infecções secundárias", explica Isabella Ballalai, da direção nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM). Assim como em outras doenças virais, não há muito o que fazer no tratamento. É importante evitar a contaminação das lesões por bactérias. <br><br><br>PREVENÇÃO SÓ É POSSÍVEL COM VACINA<br><br>A melhor forma de prevenir a doença é com a vacina, mas a dosagem contra catapora não faz parte do calendário básico de vacinação do País. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a vacinação em crianças entre 1 e 13 anos, embora pessoas de qualquer idade possam ser imunizadas. O Sistema Único de Saúde (SUS) não disponibiliza o medicamento, salvo algumas exceções: grupos de crianças com mães HIV positivo ou ainda quando possuem doenças que podem ter o quadro agravado na presença de catapora, como equizema de pele grave e doença renal crônica. "Não existe falta de vontade do Ministério da Saúde. O problema é que a oferta de vacinas não atenderia à demanda brasileira", comenta Isabella. A imunização é oferecida em clínicas particulares, para crianças, a partir de um ano.<br><br>Mesmo não constando no calendário, alguns locais vacinam as crianças para conter os surtos nas escolas. No Estado de São Paulo, por exemplo, a Secretaria Estadual de Saúde compra as vacinas e as distribui para as secretarias municipais. Segundo explicou Sônia Regina Ramos, gerente do Centro de Controle de Doenças da Coordenação de Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Paulo, quando existe um caso de catapora em creche ou escola, por exemplo, o fato é notificado à Supervisão de Vigilância em Saúde Regional, que faz um levantamento no local. Quem não teve catapora, não foi vacinado e tem menos de seis anos recebe a vacina. Além disso, os profissionais que lidam com os casos da doença também são imunizados. "Este bloqueio contribui para a diminuição dos casos e reduz o período de surto", avalia Sônia. <br><br>Atualmente, especialistas têm defendido uma segunda dose para total imunização. Nos EUA, onde a vacina faz parte do calendário há 11 anos, a recomendação foi adotada no ano passado. A representante da SBIM cita como exemplo o caso de uma escola do Rio de Janeiro; das 32 crianças que contraíram catapora, 50% estavam vacinadas. "A vacina tem eficácia de 98% em casos graves e em 80% em casos leves. Para garantir a proteção total, são necessárias duas doses", acredita Isabella. <br><br>Pelas orientações, a primeira dose deve ser administrada com um ano de idade e a segunda entre 4 e 5 anos. "Estudos indicam que, se não vacinadas, 90% das crianças terão varicela. Os outros 10% têm grandes chances de contrair quando adultos", verifica Lúcia. <br><br><br>CUIDADO COM INFECÇÃO BACTERIANA<br><br>Uma das recomendações dos médicos é manter as unhas das crianças cortadas. Com um grande número de lesões na pele (em média, entre 250 e 500), a criança sente-se incomodada com a situação e tende a coçar as feridas, agredindo ainda mais a região afetada. E é justamente aí que está um grande perigo. "A principal complicação da catapora é a infecção bacteriana e cada ferida representa uma porta de entrada. Por isso, pedimos aos pais que mantenham as unhas dos filhos cortadas e, se possível, aumentem o número de banhos diários", avisa Lúcia. "Mais de 50% das complicações são em decorrência da infecção bacteriana. Essas bactérias, entrando no organismo, podem atingir o sistema nervoso e gerar até uma infecção generalizada", alerta Isabella. <br><br><br>EM ADULTOS OS QUADROS SÃO MAIS GRAVES<br><br>Embora seja uma doença classificada como infantil (90% dos casos ocorrem na infância), adultos podem ser infectados com o vírus Varicela zoster. A incidência não é alta, mas a manifestação da doença costuma ser mais grave em adultos. Em gestantes, a doença pode levar o feto ao óbito. "É mais comum ouvir falar do perigo da rubéola em gestantes, mas a catapora, embora menos freqüente, também traz grandes riscos para a gestação", informa Isabella, ao ressaltar a importância da vacinação em adultos que não contraíram a doença quando criança. "No geral, todas as doenças virais são mais graves na população com idade mais avançada. Por isso, além de cuidar dos filhos, os adultos não podem deixar de prestar atenção neles mesmos", alerta o coordenador do Controle de Doenças do Estado de São Paulo (CCD), Carlos Magno Fortaleza.<br><br>Segundo o especialista, a catapora nos mais velhos pode evoluir para quadros graves de doenças pulmonares. Além disso, as febres costumam ser mais altas e o resultado, algumas vezes, pode até ser meningite. "Isso não significa que as mães precisam ‘forçar’ o contágio da doença. Ou seja, colocar os filhos próximos ao primo ou amiguinho com catapora, só para ele ficar imune. Isso é errado, já que existe tratamento para o vírus da varicela", ressalta o coordenador estadual.<br><br>A catapora infecta a pessoa uma vez só. De acordo com os especialistas, não há chance de se contrair o vírus mais de uma vez. "Mas antes de descartar a possibilidade de estar com catapora, é importante sempre ouvir a avaliação do médico. Isso porque, algumas pessoas têm certeza absoluta de que já desenvolveram a doença, porém, nem sempre o quadro foi de varicela", explica o coordenador. "Às vezes, foi apenas uma alergia que provocou manchas avermelhadas e, na época, a pessoa acreditou estar com catapora", completa. Além dos adultos, os pacientes que já possuem outro tipo de doença infecto-contagiosa também estão mais sujeitos às complicações sérias da catapora. "As pessoas com quadro clínico de HIV positivo ou câncer, por exemplo, possuem a imunidade mais baixa. Nesses casos, a varicela também é mais perigosa", afirma a chefe do setor de Infectologia Pediátrica da Unifesp, Lily Yin Weckx.<br><br>BOXE/ARTE<br><br>A EVOLUÇÃO DAS MANCHAS VERMELHAS<br> <br>PRIMEIROS SINTOMAS<br><br>Os indícios da catapora são febre baixa e mal-estar. Depois de cerca de três dias, manchas avermelhadas começam a aparecer na pele, principalmente na região do tronco e dos membros.<br><br>RESSECAMENTO<br><br>As pintinhas vermelhas evoluem para bolhas, também conhecidas como vesículas. Depois de alguns dias, essas bolsas de água estouram e formam crostas ressecadas. É nessa fase que a coceira aumenta bastante e incomoda.<br><br>EVITE O COÇA-COÇA<br><br>A atenção deve ser redobrada com as crianças pequenas, principalmente quando os machucados criam "cascas". Isso porque é o ato de coçar as bolhinhas que pode provocar as infecções. As mãos devem ser lavadas freqüentemente e as unhas devem estar sempre limpas, além de cortadas rente aos dedos.<br><br><br><br>  ]]></Texto>

 <FotoPrincipal></FotoPrincipal>
 <AlturaFotoPrincipal></AlturaFotoPrincipal>
 <LarguraFotoPrincipal></LarguraFotoPrincipal>
 <LegendaFotoPrincipal><![CDATA[]]></LegendaFotoPrincipal>
 <CreditoFotoPrincipal></CreditoFotoPrincipal>

 <FotoCorpoMateriaDireita></FotoCorpoMateriaDireita>
 <AlturaFotoCorpoMateriaDireita></AlturaFotoCorpoMateriaDireita>
 <LarguraFotoCorpoMateriaDireita></LarguraFotoCorpoMateriaDireita>
 <LegendaFotoCorpoMateriaDireita></LegendaFotoCorpoMateriaDireita>
 <CreditoFotoCorpoMateriaDireita></CreditoFotoCorpoMateriaDireita>

 <FotoCorpoMateriaEsquerda></FotoCorpoMateriaEsquerda>
 <AlturaFotoCorpoMateriaEsquerda></AlturaFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <LarguraFotoCorpoMateriaEsquerda></LarguraFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <LegendaFotoCorpoMateriaEsquerda></LegendaFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <CreditoFotoCorpoMateriaEsquerda></CreditoFotoCorpoMateriaEsquerda>

 <Multimidia>

  <Infografico>
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Infografico>

  <Galeria>
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Galeria>

  <Video formato="RM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Video>

  <Video formato="WM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Video>

  <Audio formato="RM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Audio>

  <Audio formato="WM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Audio>

 </Multimidia>

 <MateriasRelacionadas></MateriasRelacionadas>

</Materia>
