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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 8 Ago 2006 09:10:07 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Toni Garrido revisita suas raízes black no Bourbon Street]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[Mais conhecido como regueiro da banda Cidade Negra, o cantor Toni Garrido usa sua influência black a serviço do rock e do soul, hoje e amanhã, no Bourbon Street. Não se trata de uma nova linha de trabalho ou sinais de uma carreira-solo. Toni é o convidado do projeto Credicard Vozes, que abre espaço para que os artistas fujam de seu repertório tradicional e flertem com um universo musical inusitado na voz deles.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>O cantor estava em estúdio preparando o novo CD do Cidade Negra, Direto (que deve ser lançado em setembro), quando recebeu o convite para participar do projeto. Apesar de estar imerso nesse processo, topou o desafio. Nesse projeto off banda, preferiu cercar-se de alguns outros músicos amigos seus, com quem costuma tocar também. "Vou mostrar algumas canções afetivas, da minha história, que nunca apresentei para o Cidade ou que não foram usadas pela banda", conta. "Há músicas que compus quando tinha 16 anos, como Humana, até coisas que fiz há uma semana." São composições que ele fez no violão e ganharão versão inédita ao serem executadas, pela primeira vez, por uma banda.<p><p>Além desse pequeno acervo de inéditas (com o qual Toni planeja emplacar um projeto especial), o cantor promete um momento basicamente de rock, soul, funk e "pequenas misturas" desses ritmos. Como não quer entregar todo o repertório para não estragar a surpresa, concede só uma amostragem, por assim dizer. "Vou cantar Bem-Vinda, do Tim Maia que eu amo", limita-se a antecipar.<p><p>Enfim, Cidade Negra passará longe. Ou pelo menos quase, já que Toni não resistiu em homenagear os amigos da banda e incluiu no show duas canções pouco tocadas pela trupe: Régia (escrita para a mulher) e Ancestrais, ambas do mais recente CD Perto de Deus. Mas é só. "Para fazer reggae, tenho o Cidade Negra, que é especialista nisso e é onde canto melhor o gênero."<p><p>E se no Cidade ele converge sua influência black em reggae, no Credicard Vozes vai usar a mesma fonte em prol do rock. Para ele, aliás, o rock foi uma descoberta recente. "Sempre gostei de música negra, tanto brasileira quanto americana. Só ouvia black", afirma ele. Chegou mesmo a morar numa casa onde se escutava muito rock, mas persistiu em suas preferências black e até de MPB. Gente como Martinho da Vila e Jorge Ben encabeçava a lista de seus favoritos.<p><p>No início dos anos 90, integrou uma banda cuja sonoridade o deixava confortável, já que costumavam mesclar funk com samba. "Depois veio uma experiência nova, que foi cantar numa banda de reggae, o Cidade Negra", lembra. "Mas eu não gostava de rock, porque achava que minha voz era muito limpa demais para cantá-lo. Para mim, a voz tinha de ser suja."<p><p>Isso até ele encontrar seu próprio lugar dentro do gênero. "Foi uma grata vivência, fiquei completamente apaixonado pelo rock, que passa pela vertente negra", diz o cantor. "Levei 30 anos para descobrir o caminho para o rock." <p><p>Toni Garrido. Bourbon Street Music Club. Rua dos Chanés, 127 - tel. (011) 5095-6100. Hoje e amanhã, 22h. R$ 95.]]></Texto>

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