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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 29 Mai 2006 18:32:51 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Polícia do Rio prende e solta 5 em Operação Relâmpago]]></Titulo>
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 <NomeCredito>Admar Branco, repórter US no Rio de Janeiro</NomeCredito>
 <EmailCredito>mailto:abranco@brti.com.br</EmailCredito>
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 <Olho><![CDATA[<P>RIO -&nbsp;Durante a operação Relâmpago, deflagrada na manhã de hoje&nbsp;nos bairros de Copacabana e Leme, a polícia&nbsp;fez cinco prisões das quais parece ter se arrependido. Informadas pela PM e negadas pela Polícia Civil, elas foram condenadas por especialistas.</P>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Aparentemente em reação a um ataque anônimo com gás lacrimogêneo a 20 moradores de rua sob uma marquise naquele bairro, cometido na noite de anteontem em plena Av. Nossa Sra. de Copacabana, as forças de segurança pública reuniram 500 homens para patrulhar o bairro, incluindo o Leme, esta manhã. Policiais civis somaram-se aos militares em patrulhamento ostensivo, com o reforço de policiais federais, guardas municipais e até bombeiros. A prisão de cinco pessoas, sem justificativa legal, foi noticiada no início da tarde pela PM e negada pela Polícia Civil. 
<P>O 19º Batalhão de Polícia Militar anunciara a Operação Relâmpago, que durou toda a manhã, das 8h às 13h. Segundo o serviço reservado daquela unidade, teria sido efetuada, na Avenida Atlântica, nas imediações da rua Francisco Sá, a detenção "por suspeita" de um casal de adultos, que aparentemente comandariam três adolescentes na abordagem de desatentos na Avenida Atlântica. Pareciam, pelo jeito, belos modelos para fotos de manchetes de tunga, como algumas que freqüentaram as primeiras páginas recentemente de um jornal carioca. </P>
<P>Conduzidos à 13ª DP, sem flagrante, foram “sarqueados” (gíria policial que se refere ao uso de serviço de arquivos para pesquisa de antecedentes criminais) e, em face do resultado negativo, imediatamente liberados.</P>
<P>Eram eles adolescentes de 15, 16 e 17 anos, moradores da Cidade de Deus, da favela Pavão-Pavãozinho e da rua Mem de Sá, no Centro. O casal -- Josiane Conceição Cruz, de 34 anos, e Valdeci Malaquias Bittencourt, de 25 -- vinha de Campo Grande.</P>
<P><STRONG>Especialistas condenam ação da polícia</STRONG></P>
<P>O advogado e professor de direito penal na PUC-Rio Rogério Rabe explica que a prisão preventiva, tal como foi aplicada ao ex-controlador do Banco Santos, existe “para garantir que não haja prejuízo da instrução criminal".</P>
<P>“Antigamente existia a prisão por vadiagem. Hoje não pode haver mais isso, e essa impossibilidade constitui-se num dos pilares de um sistema democrático de direito. A emanação do poder de prender tem que vir exclusivamente do Poder Judiciário”, leciona.</P>
<P>O delegado de polícia aposentado João Kepler Fontenelle, hoje presidente da seccional Rio da International Police Association, vai à raiz do problema: </P>
<P>"Embora tendo os mesmos objetivos, as polícias civil e militar não comungam da mesma operacionalidade. O policial civil não tem desenvolvida a habilidade para o policiamento ostensivo. Essas polícias devem ser vistas como jogadores de futebol: para jogarem na seleção, têm que treinar juntas”, analisa.</P>
<P><BR></P>]]></Texto>

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