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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 4 Abr 2006 16:20:08 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Mais de 40 auditores fiscais do trabalho envolvidos em corrupção no Rio, segundo a PF]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agencia Brasil]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Aécio Amado<br>Repórter da Agência Brasil<br><br>Rio – O esquema de corrupção na Delegacia Regional do Trabalho, no Rio de Janeiro (DRT/RJ), envolve 43 auditores fiscais do trabalho, 23% do quadro de auditores lotados no órgão.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[ O esquema foi desmontado hoje (04) em uma operação da Polícia Federal que prendeu, até o momento, 54 pessoas.<br><br>Elas são acusadas de envolvimento em fraudes nas homologações de rescisões trabalhistas e na venda de proteção fiscal a empresários em débitos com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). <br><br>O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, esteve na Superintendência da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, e disse que esse é o maior caso de corrupção apurado até agora durante sua gestão no Ministério.<br><br>Segundo Luiz Marinho, os trabalhadores e o erário público foram as maiores vítimas das fraudes cometidas pelos auditores e servidores administrativo da DRT/RJ. Ele revelou que esse esquema de corrupção é antigo dentro da DRT/RJ, e foi graças a uma denúncia anônima que, em 2003, a Polícia Federal, em conjunto com o Ministério do Trabalho e a Procuradoria Geral da República, começou a investigação que culminou nas prisões de hoje.<br><br>Ele anunciou que pretende realizar concurso para auditores fiscais do trabalho para reforçar a DRT/RJ, que ficou desfalcada com um número grande de auditores acusados de envolvimento nas fraudes trabalhistas. &quot;Temos um concurso em andamento, para auditores fiscais. E vamos reforçar o time aqui, no estado do Rio de Janeiro, para recolocar a casa em ordem&quot;, disse.<br><br>O procurador do Ministério Público Federal Carlos Alberto Aguiar informou que as investigações também se estenderão aos empresários, já que foi constatado que em alguns segmentos empresariais, como de empresas de ônibus e da construção civil, contavam com a proteção dos fiscais acusados de corrupção.<br><br>O procurador chegou a dizer que o Ministério Público também está investigando a hipótese do esquema de corrupção dentro da DRT/RJ ter sido usado, em uma determinada época, na montagem de uma caixinha para financiamento de campanha política. Porem, quando a imprensa pediu mais detalhes, Carlos Alberto Aguiar, explicou que era apenas uma hipótese, uma &quot;ilação&quot; de sua parte.<br><br>A operação da Polícia Federal, chamada de Paralelo 251, contou com a participação de 420 policiais federais de vários estados. Eles cumpriram 56 mandados de prisão e 103 de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal. A operação foi realizada nos municípios fluminenses de Magé, Nova Iguaçu, São Pedro da Aldeia, Maricá, Niterói, Friburgo e Rio de Janeiro.]]></Texto>

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