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 <Codigo>2194965</Codigo>

 <MetaData>14:05:56 28/11/2005</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Seg, 28 Nov 2005 15:25:23 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Miséria no Brasil atinge nível mais baixo desde 1992, diz pesquisa]]></Titulo>
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 <DataMateriaAtualizada>15:25 28/11</DataMateriaAtualizada>

 <NomeCredito>Da Redação com "Agência Brasil"</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[<P>SÃO PAULO - O Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgou nesta segunda-feira a pesquisa "Miséria em Queda", primeiro estudo sobre a pobreza brasileira utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad-2004). A pesquisa aponta que o número de pessoas que vivem abaixo da linha de miséria é o mais baixo desde 1992, quando a pesquisa começou a ser feita.</P>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>A proporção de pessoas abaixo da linha de miséria passou de 27,26% em 2003 para 25,08% em 2004. Este é o nível mais baixo desde que a pesquisa começou a ser feita, em 1992, quando o índice de pessoas abaixo da linha da miséria era de 35,87%.</P>
<P>A pesquisa aponta também que a redução da miséria no País foi maior durante o primeiro mandato do governo Fernando Henrique Cardoso (1994-98), com diminuição de 4,5%. Já no segundo mandato, a melhora nos índices foi bem menor, de apenas 1,8%. Os dois primeiros anos do governo Lula tiveram uma redução da miséria de 2,2%, abaixo do primeiro mandato de FHC e um pouco acima do segundo mandato.</P>
<P>As áreas metropolitanas foram as mais afetadas pela melhora nos índice sociais no último ano, com uma queda de miséria de 8,28%. As outras áreas urbanas diminuiram o índice em 8,17% e as áreas rurais em 6,53%, invertendo as tendências observadas nos últimos anos.</P>
<P>De acordo com a pesquisa, o desenvolvimento nas áreas metropolitanas ocorreu pela redução da desiguldade de renda, fato raro no histórico social brasileiro. No último ano, o ritmo de desconcentração de renda foi duplicado em relação ao biênio anterior (2001-2003).</P>
<P>No entanto, é importante lembrar que a desiguladade de renda brasileira ainda está entre as maiores do mundo. A medida mais usada entre os especilista para calcular a desigualdade é o índice de Gini, que varia entre zero e um. Quanto maior o resultado, mais desigual é a sociedade. </P>
<P>Em uma sociedade utópica, em que todas as pessoas tivessem renda igual, o índice Gini seria zero. No outro extremo, se apenas uma pessoa concentrasse toda a renda, o índice seria 1. No Brasil o índice de Gini é 0,573. Em países com maior distribuição de renda como a Dinamarca, a Suécia e a Islândia, o índice não chega a 0,260.</P>
<P><STRONG>Pnad</STRONG></P>
<P>Divulgada na última sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pnad constata ligeira queda no índice de desigualdade social no país e acentuada melhora nas condições do emprego e de outros indicadores sociais. </P>
<P>Segundo o coordenador do Centro de Políticas Sociais, Marcelo Néri, a nova pesquisa demonstra, em primeira mão, "uma queda espetacular nos índices de pobreza no país, movida principalmente pelo aumento da ocupação, redução da desigualdade de renda entre os brasileiros e pelo aumento de transferências do estado para a população mais pobre em 2004".</P>]]></Texto>

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