Marisa Serrano: "Serra conta com 50 prefeitos em MS"

Senadora manifesta confiança numa vitória tucana no pleito presidencial do próximo domingo (31)

Alessandra Messias, iG Campo Grande |

Na reta final da corrida presidencial, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) informou que o candidato tucano a presidência da República, José Serra, é apoiado pelo governador André Puccinelli (PMDB) e por mais de 50 prefeitos no estado.

Dos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, a senadora tem reforçado a campanha de seu correligionário paulista nas 17 cidades mais populosas do Estado.

“Estou confiante e trabalho para que Serra seja o novo Presidente do Brasil. Ele deve revolucionar o estado com projetos que farão a economia crescer substancialmente”, afirma Marisa ao iG.

Ela aponta que os maiores partidos como PMDB, PPS, DEM e PMN se aliaram ao PSDB para implodir a candidatura levada pelos petistas a favor de Dilma Roussef (PT). 

Para Marisa Serrano, só o PSDB possui 14 dos 78 prefeitos do Estado, quatro deputados estaduais, um deputado federal, sem contar ela própria no Senado.

Hoje, os tucanos representam mais de 20% da força política do estado e podem protocolar a virada contra a candidata de Lula. 

Além das adesivagens e bandeiradas promovidas pela coordenação do partido no Estado, a senadora adianta que fará grande carreata em prol de Serra, neste sábado (30/10), a partir das nove horas, no Centro de Campo Grande.

Se comparado ao fim da campanha de 2002, o pleito disputado por José Serra este ano apresenta uma corrida presidencial e um apoio político diferentes.

A relação dele com os parlamentares nos estados - em que é normal visitar dois a três num só dia -  mostra como é inquestionável a sua popularidade. 

Há oito anos, o candidato ficou ilhado em São Paulo, onde Geraldo Alckmin (PSDB) concorria no segundo turno contra José Genoíno (PT). No pleito daquele ano, 13 estados e o Distrito Federal foram para o segundo turno. Se tivesse o apoio de todos na época, ele tinha virado o jogo.

Na região Sul, por exemplo, os governadores foram eleitos no segundo turno, este ano, todos se elegeram no primeiro turno.

Em posição desconfortável, Serra não podia ir ao Paraná. Lá, Álvaro Dias (ex-PDT agora PSDB), concorreu contra Roberto Requião (PMDB) na segunda rodada.

No entanto, ambos subiram no palanque junto com Lula. Beto Richa, o candidato tucano àquela época,também foi eleito no primeiro turno neste pleito e fica ao lado de Serra.

No Nordeste, com a popularidade de Lula e o apoio de Ciro Gomes no segundo turno, os tucanos Tasso Jereissati e Lúcio Alcântara (hoje filiado ao PR) ficaram desmobilizados e, não se engajaram totalmente na candidatura de Serra.

Essa disputa presidencial mostrou uma diferença na campanha anterior, agora os governadores, deputados e prefeitos chamam Serra para visitar os estados. 

A maior parte do eleitorado de Serra está nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nem mesmo as agressões mútuas entre Serra e Dilma neste ano, tiram o brilho que o tucano adquiriu nos últimos meses. 

Segundo a senadora, as denúncias realizadas pela candidata Dilma Roussef (PT) contra Serra são “inverídicas e pelo tom agressivo do PT no programa de TV, acredita que a vitória é garantida ao tucano que não mancha a democracia”.

Sobre a possível candidatura dela a prefeitura de Campo Grande, a senadora diz que não “pensa nisso neste momento e que deixará o assunto para discutir com os membros do partido, somente após a eleição”.

E em relação à posição do governador André Puccinelli numa eventual vitória de Dilma, Marisa afirma que “institucionalmente, seja qual for o presidente eleito é obrigação dele atender o Estado, independente do partido político”, finaliza.

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