Manifestação da esquerda radical em Berlim termina em distúrbios

Berlim, 1º mai (EFE).- Ativistas da esquerda radical e do Bloco Negro de autônomos violentos lançaram pedras, garrafas e objetos em chamas contra forças antidistúrbios em Berlim ao término da passeata do 1º de Maio Revolucionário pelo multiétnico bairro de Kreuzberg.

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Berlim, 1º mai (EFE).- Ativistas da esquerda radical e do Bloco Negro de autônomos violentos lançaram pedras, garrafas e objetos em chamas contra forças antidistúrbios em Berlim ao término da passeata do 1º de Maio Revolucionário pelo multiétnico bairro de Kreuzberg. A Polícia respondeu com contundência aos ataques, protagonizados por grupos de manifestantes que se separaram da passeata, da qual participaram quase dez mil jovens sob a liderança de membros do Bloco Negro encapuzados. Os incidentes ocorreram ao término da manifestação, que desta vez não cruzou o centro do bairro, onde milhares de moradores e visitantes se juntaram para celebrar o tradicional "Mayfest". As autoridades de Berlim montaram o percurso da manifestação de hoje exatamente para evitar distúrbios como os de anos anteriores, quando a ação dos ativistas acabou com a festa dos moradores da região. A Polícia já havia alertado que atuaria com contundência para evitar situações como as de 1º de maio de 2009, quando 400 policiais ficaram feridos na passeata. Até o início da manifestação da esquerda radical, o dia em Berlim esteve marcado por ações de bloqueio contra diversas passeatas da extrema-direita e a detenção de pelo menos 250 neonazistas que quiseram fazer uma manifestação no oeste da cidade para evitar manifestantes contrários. No bairro de Prenzleuer Berg, no leste de Berlim, para onde o Partido Nacional Democrático (NPD, de extrema-direita) tinha convocado sua passeata, milhares de cidadãos foram às ruas para impedir a passagem de cerca de 600 neonazistas. Um dos manifestantes contrários aos neonazistas era o vice-presidente do Parlamento alemão, Wolfgang Thierse, do Partido Social-Democrata (SPD) e morador desse bairro. A Polícia acabou levando o político depois de pedir, sem sucesso, que desistisse do bloqueio junto com outros moradores. EFE gc/bba

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