Lula defende alinhamento de governos e prefeituras

A poucos meses do início da campanha para as eleições deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que alinhar prefeituras, governos estaduais e governo federal foi essencial para o desenvolvimento dos projetos que vêm sendo realizados no Brasil. Em evento hoje, na capital de Pernambuco, Recife, onde governador e prefeito pertencem, respectivamente, à base aliada e ao partido do presidente, Lula afirmou que, quando há brigas entre os governantes, o povo brasileiro perde.

iG São Paulo |

A poucos meses do início da campanha para as eleições deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que alinhar prefeituras, governos estaduais e governo federal foi essencial para o desenvolvimento dos projetos que vêm sendo realizados no Brasil. Em evento hoje, na capital de Pernambuco, Recife, onde governador e prefeito pertencem, respectivamente, à base aliada e ao partido do presidente, Lula afirmou que, quando há brigas entre os governantes, o povo brasileiro perde.

"Tudo isso que está acontecendo no Brasil hoje, que está acontecendo em Pernambuco, foi por causa da capacidade que nós tivemos de fazer parcerias. Quando o prefeito, o governador e o presidente trabalham juntos como uma orquestra, quem ganha é o povo", disse. E expressou o desejo: "Peço a Deus que o Brasil continue assim".

Questionado sobre a popularidade da ex-ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, que ainda está longe dos índices alcançados por ele, Lula afirmou em tom de brincadeira que a aprovação da sua escolhida irá subir quando ele pedir. "Eu não pedi ainda", brincou. À vontade e risonho, o presidente reafirmou que irá aproveitar seus dias de folga para dar suporte a Dilma na corrida presidencial. "Vou fazer um esforço no fim de semana. A partir do momento em que forem formalizadas as candidaturas, me segurem, porque eu vou estar em campanha".

Ontem, diante de um público de aproximadamente três mil pessoas, ladeado por ministros, o governador Eduardo Campos, o prefeito do Recife e lideranças políticas, o presidente afirmou que as três derrotas sofridas por ele em eleições anteriores o deixaram mais preparado e mais consciente para o governo. Ele, no entanto, advertiu que essa foi uma história particular e que a ministra Dilma é a pessoa que ele considera mais preparada para governar o País.

Além de entregar mais de 600 casas populares construídas com verbas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Lula anunciou que o governo espera fechar, até o fim do ano, um milhão de contratos através do programa Minha Casa, Minha Vida, e mais dois milhões para os próximos quatro anos. "Eu estou feliz porque nós vamos provar que o Brasil mudou de patamar na construção habitacional. Se atingirmos a contratação de um milhão de casas até dezembro, podem estar certos que começamos uma revolução na construção civil nesse País", disse.

Enquanto falava sobre as negociações para o programa de habitação, Lula ressaltou em vários momentos a participação da ex-ministra e pré-candidata Dilma, que não estava presente, porque, segundo Lula, não teve relação com as obras entregues.

Serra

Lula tratou com desdém as recentes declarações do pré-candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, de que se for eleito chamará o PT para trabalhar no seu governo. Após uma risada, Lula disse que, até o resultado dos urnas, o adversário terá uma luta imensa. "E como eu acho que ele não vai ganhar, quem sabe ele possa ser convidado para trabalhar no governo se a Dilma ganhar", provocou o petista. "Ele já está governando São Paulo há tanto tempo e não tem ninguém do PT lá", afirmou o presidente.

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