São Paulo, 1 mai (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva que na qualidade de governante participou hoje pela primeira vez das comemorações públicas do Dia Internacional do Trabalho, respaldou a redução da jornada de trabalho, a principal reivindicação dos sindicatos do país.

São Paulo, 1 mai (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva que na qualidade de governante participou hoje pela primeira vez das comemorações públicas do Dia Internacional do Trabalho, respaldou a redução da jornada de trabalho, a principal reivindicação dos sindicatos do país. Lula justificou a redução de 44 para 40 horas semanais para poder incluir mais gente no mercado de trabalho. "Com exceção da China, não existe um país que tenha criado tanto emprego como nós nestes sete anos", disse. Em seus sete anos de Governo o país criou 14 milhões de novos postos de trabalho, destacou Lula para cerca de 600 mil pessoas que participaram do ato organizado em São Paulo pela Força Sindical, central que admitiu reduzir de 44 para 42 horas a semana de trabalho. Depois do ato, Lula participou de outro similar organizado por UGT (União Geral dos Trabalhadores), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) e CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros). No final do dia, Lula discursou para 3.000 pessoas no Memorial da América Latina durante o ato principal da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do país e que realizou uma programação internacional com participação de delegações artísticas, culturais e sindicais de 20 países. Em discurso emocionado, no qual chegou a chorar, Lula lembrou sua época de sindicalista, quando dirigiu justamente a CUT, e disse que sua participação nos atos, pela primeira vez como governante, não pretendia promover a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff, que o acompanhou. Ele assegurou que sua presença queria dizer para a classe operária que durante seu último ano de Governo tinha a "missão cumprida" e que em 2011 voltaria a morar em São Bernardo do Campo, município da região metropolitana de São Paulo, onde liderou os movimentos operários dos anos 70 e 80. "Meu maior orgulho será me levantar pelas manhãs e dizer a qualquer trabalhador que encontrar na rua: Bom dia companheiro", ressaltou Lula. EFE wgm/ma

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