Listas do Brasil são marcadas por cortes de última hora

O técnico Dunga anunciou nesta terça-feira a convocação dos 23 jogadores que defenderão a seleção brasileira na Copa do Mundo da ¿?frica do Sul. Mas o histórico recente mostra que essa lista passa longe de ser definitiva.

iG São Paulo |

O técnico Dunga anunciou nesta terça-feira a convocação dos 23 jogadores que defenderão a seleção brasileira na Copa do Mundo da ¿?frica do Sul. Mas o histórico recente mostra que essa lista passa longe de ser definitiva. De 1970 para cá, apenas em 1990 não houve cortes de última hora no grupo do Brasil, quase sempre por motivo de contusão.

Às vésperas do Mundial do México, em 1970, o técnico Zagallo perdeu o ponta-direita Rogério, do Botafogo. Ao invés de chamar outro jogador de frente, preferiu a convocação de um terceiro goleiro, o jovem Leão, do Palmeiras, para adquirir experiência com Félix, o titular, e Ado, o reserva. A medida provou-se eficaz: aquela seria a primeira das cinco Copas de Leão.

Quatro anos mais tarde, às vésperas da edição da Alemanha, o mesmo Zagallo precisou fazer uma troca de goleiros suplentes. Wendell, do Botafogo, deu lugar a Waldir Peres, do São Paulo. Além disso, o volante tricampeão mundial Clodoaldo foi substituído pelo atacante Mirandinha, que defendia o São Paulo.

Em 1978, o técnico Cláudio Coutinho precisou fazer uma única mudança no grupo: perdeu o atacante Nunes, do Flamengo, e chamou em troca o vascaíno Roberto Dinamite, que inclusive ganhou a posição de titular durante o torneio na Argentina. O mesmo Dinamite foi convocado às pressas para a Copa seguinte, em 1982, na Espanha, no lugar do garoto Careca, mas, desta vez, ficou como reserva de Serginho Chulapa.

O treinador brasileiro que mais modificou a lista para uma Copa foi Telê Santana, em 1986. Além de ganhar os desfalques de Mozer e Toninho Cerezo, substituídos por Mauro Galvão e Valdo, respectivamente, contou com uma ausência surpreendente. O lateral-direito Leandro revoltou-se com o corte por indisciplina do atacante e amigo Renato Gaúcho e pediu sua desconvocação, dando lugar ao botafoguense Josimar. Este não só ganhou a posição de titular como marcou dois belos gols que lhe renderam a eleição de melhor da posição no Mundial do México.

O Brasil só voltaria a encarar problemas de contusão em 1994, quando Ricardo Gomes sofreu uma lesão muscular num amistoso contra El Salvador e foi cortado. O são-paulino Ronaldão ganhou a concorrência do palmeirense Cléber e foi chamado por Carlos Alberto Parreira para conquistar o tetra nos Estados Unidos.

Em 1998, a seleção sofreu o corte mais doloroso: Romário, em grande fase, lesionou a coxa durante a preparação na França. A previsão de recuperação era de três semanas, mas Zagallo e o coordenador-técnico Zico, em comum acordo com os médicos, decidiram cortar o atacante. O então meia Emerson, do Bayer Leverkusen, foi chamado e disputou uma partida, a semifinal contra a Holanda, em que marcou um gol nas cobranças de pênalti. Antes de Romário, porém, o Brasil já havia perdido o volante Flávio Conceição, substituído pelo lateral-direito são-paulino Zé Carlos, que também atuou contra a Holanda.

No Mundial da Coreia do Sul e do Japão, em 2002, a seleção passou incólume à fase de preparação e só foi perder um convocado justamente na véspera da estreia, contra a Turquia. O capitão Emerson foi disputar o "rachão" como goleiro e sofreu uma lesão no ombro que o impediu de disputar a Copa. Luiz Felipe Scolari chamou para o seu lugar o então meia corintiano Ricardinho, que entrou no decorrer de três jogos e sagrou-se pentacampeão.

Em 2006, o desfalque de última hora foi o volante Edmílson, cortado devido a uma lesão no joelho sofrida numa dividida com Adriano durante um treino. Para o seu lugar, Parreira chamou o são-paulino Mineiro.

Dunga poderá fazer mudanças por ordem técnica na sua lista até o dia 1º de junho. Depois dessa data, só se houver contusão, e com a devida aprovação da Fifa.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG