Lena Horne morre em NY aos 92 anos

Lena Horne, cantora de jazz e atriz conhecida por sua melancólica interpretação de "Stormy Weather" e por seu triunfo contra a intolerância que permitiu que entretivesse plateias brancas, morreu no domingo aos 92 anos no Hospital Presbiteriano de Nova York. A notícia foi divulgada pela porta-voz do hospital, Gloria Chin, que não forneceu maiores detalhes sobre a morte.

iG São Paulo |

Lena Horne, cantora de jazz e atriz conhecida por sua melancólica interpretação de "Stormy Weather" e por seu triunfo contra a intolerância que permitiu que entretivesse plateias brancas, morreu no domingo aos 92 anos no Hospital Presbiteriano de Nova York. A notícia foi divulgada pela porta-voz do hospital, Gloria Chin, que não forneceu maiores detalhes sobre a morte.

Horne, cuja admirável beleza geralmente ofuscava seu talento e trabalho artístico, era notadamente sincera sobre a razão fundamental para seu sucesso: "Eu era única no sentido de que era um tipo de negra que os brancos podiam aceitar", disse.

Nos anos 1940, Horne foi uma das primeiras artistas negras a ser contratada para cantar com uma importante banda de brancos que se apresentava no clube Copacabana, em Nova York, e quando ela assinou um contrato com a MGM, estava entre uma série de atores negros que tinham contrato com um importante estúdio de Hollywood.

Em 1943, os estúdios MGM a emprestaram para o 20th Century-Fox para o papel de Selina Rogers no musical negro "Stormy Weather". Sua interpretação da música título tornou-se um grande sucesso e sua música mais famosa.

Horne interpretava uma série de estilos musicais, do blues ao jazz à sofisticação de Rodgers e Hart em canções como "The Lady Is a Tramp" e "Bewitched, Bothered and Bewildered". Em 1942, em seu primeiro filme pela MGM, "A Loirinha do Panamá (Panama Hattie) ela cantou "Just One of Those Things", de Cole Porter, conquistando a aclamação da crítica.

Em seu primeiro sucesso na Broadway, como a estrela de "Jamaica" em 1957, ela foi chamada de "uma das incomparáveis artistas de nosso tempo" pelo crítico Richard Watts Jr.

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