Juiz recebe ameaça de morte em Juara (MT)

Wagner Machado Jr. decidiu investigar denúncia de compra de votos contra Silval, Maggi e Riva

Kelly Martins, iG Cuiabá |

O juiz eleitoral da Comarca de Juara, Wagner Plaza Machado Júnior, recebeu ameaça de morte após determinar que o governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-governador Blairo Maggi (PR), ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva (PP) e o deputado federal Eliene Lima (PR) sejam investigados por suposta compra de votos na cidade.

O magistrado solicitou hoje proteção policial ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Rui Ramos, e alega que está sendo perseguido.

O TRE encaminhou o pedido à Polícia Federal e ao Comando Geral da Polícia Militar para que deem suporte na segurança do magistrado.

Uma das ameaças ocorreu no dia 16 de setembro, data em que o juiz determinou busca e apreensão em um posto de combustível, onde estaria ocorrendo a movimentação financeira pelas coligações dos acusados.

No documento, o juiz conta que algumas pessoas se aproximaram do seu assessor e uma delas disse: “Se o juiz continuar rígido desse jeito será preciso chamar um matador”.

Porém, o mandado foi cumprido com base na denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF), que apresentou, inclusive, imagens do circuito interno de segurança que aponta suposta compra de voto pelos candidatos no período de 9 a 16 deste mês.

No local foram apreendidos documentos contábeis, notas fiscais, requisições de combustível.
Um morador do município foi quem fez a denúncia ao MPF.

No entanto, o promotor eleitoral Paulo Henrique Motta garante que constatou in loco a movimentação de correligionários dos candidatos e presenciou o abastecimento de vários carros que participariam de eventos políticos.

O TRE informou que as informações levantadas serão cruzadas com as informações contábeis do posto e também com as imagens registradas no DVD apresentado pelo denunciante. 

O juiz eleitoral Wagner Plaza contou ainda que também foi ameaçado no dia 13.

Um funcionário da prefeitura municipal de Porto dos Gaúchos, descontente por ter sido autuado por propaganda eleitoral irregular, teria perseguido e fechou por duas vezes o veículo conduzido pelo magistrado.

O juiz disse que chegou a registrar boletim de ocorrência na delegacia.

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