Bangcoc, 14 mai (EFE).- Dois jornalistas, um deles estrangeiro, ficaram feridos após serem atingidos por disparos durante os confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no centro de Bangcoc, informaram testemunhas e fontes médicas.

Bangcoc, 14 mai (EFE).- Dois jornalistas, um deles estrangeiro, ficaram feridos após serem atingidos por disparos durante os confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no centro de Bangcoc, informaram testemunhas e fontes médicas. A nacionalidade do estrangeiro ferido não foi confirmada, mas segundo testemunhas, trata-se de um repórter da rede de televisão francesa "France 24", enquanto o outro é um fotógrafo do jornal tailandês "Matichon". Os confrontos entre manifestantes antigovernamentais e soldados das tropas se estenderam ao longo da manhã além do contorno da zona central de Bangcoc, ocupada pelos "camisas vermelhas". Os militares, assim como os "camisas vermelhas", alguns deles armados com pistolas, se espalham também por ruas do distrito financeiro que fica junto a um dos extremos da área que está ocupada. Dezenas de grupos de manifestantes pressionam os pelotões de soldados, que estão postados nos acessos ao acampamento dos rebeldes. As instalações se espalham por uma área de aproximadamente três quilômetros quadrados, e estão protegidas por barricadas feitas com pneus, bambu e arame farpado. Fontes militares indicaram que após várias horas de confrontos com grupos de manifestantes as forças de segurança tinham conseguido cercar totalmente a zona onde estão acampados a maior parte dos manifestantes, entre os quais se encontram crianças, mulheres e idosos. Os "camisas vermelhas" incendiaram nesta sexta dois veículos militares e trocaram tiros com os soldados tailandeses, que tentam retirar os manifestantes do centro de seus protestos em Bangcoc, informaram testemunhas e fontes oficiais. Dezenas de residentes abandonaram uma zona próxima ao Parque Lumphini e à nova Embaixada do Reino Unido, fechada desde a manhã desta sexta, e onde se concentram centenas de manifestantes antigovernamentais, contra os quais as tropas lançaram gás lacrimogêneo. Estados Unidos e outros países também fecharam suas embaixadas. Dois caminhões-pipa e seus motoristas foram capturados esta madrugada por membros da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura. Antes, o Exército anunciou que tinha cortado a provisão elétrica e bloqueado o acesso ao local dos protestos, depois que na noite de quinta teve início a operação de retirada dos "camisas vermelhas", causando uma morte e deixando 11 feridos, entre eles um dos líderes dos ativistas, o general rebelado Khattiya Sawasdipol. Sawasdipol apoia os ativistas, e sobre ele pesa uma ordem de busca e captura emitida há um mês por ter participado da morte de vários soldados durante a batalha campal do último dia 10 de abril. Quando anoiteceu na quinta-feira, o Exército tailandês entrou na zona que ocupada pelos manifestantes para retirá-los do local, mas eles continuaram desafiando as tropas por trás de suas barreiras de bambu até que começaram os confrontos. Horas antes, o Governo tinha retirado sua oferta de realizar eleições em novembro deste ano, como parte do "mapa de caminho" proposto para resolver a crise. Desde que os protestos em Bangcoc começaram, há dois meses, 30 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas pelos enfrentamentos entre as tropas e os manifestantes que exigem a queda do Executivo. EFE mfr-grc/fm

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