Jennifer López tenta recuperar carreira com "Plano B"

Mateo Sancho Cardiel Redação internacional, 6 mai (EFE).- Quem pensou que ver Jennifer López com desejos de grávida podia ser gracioso? Essa é a pergunta que fica após ver "Plano B".

EFE |

Mateo Sancho Cardiel Redação internacional, 6 mai (EFE).- Quem pensou que ver Jennifer López com desejos de grávida podia ser gracioso? Essa é a pergunta que fica após ver "Plano B". Após dois anos de ausência, J.Lo queria mostrar que estava em plena forma e recuperar sua condição de rainha da comédia romântica com "Plano B", filme dirigido pelo estreante Alan Poul que estreia em junho no Brasil. Apesar das comparações com outros filmes seus como "O Casamento dos Meus Sonhos" (2001) e "Encontro de Amor" (2002), o longa não tinha desafios muito grandes. No entanto conseguiu seguir em frente com seus baixos níveis de exigência resultando não só em um filme aborrecido, mas alarmantemente retrogrado. Claro que o filme não pretende fazer um manifesto moral ou refletir sobre a independência da mulher, mas no momento em que Jennifer López expõe seu modelo de mulher realizada é preciso colocar um pouco de ordem. Seu personagem acaba sendo uma histérica que entende maternidade e casamento como pedras fundamentais da felicidade feminina. Além disso, os coadjuvantes do furacão López - que inclui numerosos modelitos, uma agilidade em uma gravidez que parece a prova de balas e alguma que outra situação de comédia pastelão que tanto lhe agradam - são para analisar por partes. Por um lado, o homem que ela seduz antes de confessar que está grávida de gêmeos e que entra de bom grado nesse "Plano B" de paternidade imposta. Ele ainda tem que aguentar que ela lhe jogue na cara como os homens não se comprometem. Com este comportamento, fica ainda mais difícil simpatizar com a protagonista e muito menos rir de suas gracinhas. O melhor momento de Alex O'Loughlin, encarregado de interpretar o galã da vez, é quando ele tira a camiseta e faz López fantasiar até o ponto de bater seu carro contra uma árvore. Ver para crer. E a coisa não acaba por aí: em "Plano B", J.Lo ainda aponta para um grupo de mães solteiras formado por mulheres pouco felizes, masculinizadas e desequilibradas. Ou seja: a autogestão no caso da mulher é, segundo os criadores deste filme, um ponto a que se chega por eliminação. Mas apesar de tudo isto, com outro tom, com um pouco de mau-humor ou com uma caricatura mais extremada, o filme poderia ter tido alguma graça. No entanto, "Plano B" oferece bem poucas oportunidades para gargalhadas. Nem sequer para um sorriso amarelo. E Jennifer López parece um desses palhaços decadentes que já não tem graça. Será melhor que busque um "Plano C" para manter sua carreira o mais rápido possível. E se puder ser, diferente do A e do B. EFE msc/pb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG