Investigação de crimes eleitorais em MT vai continuar, garante corregedor

Proibição de novas buscas pelo TRE-MT não impede novas ações judiciais, assegura Márcio Vidal

Kelly Martins, iG Cuiabá |

Mesmo com a decisão do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) de negar pedido de liminar de busca e apreensão nas secretarias do Governo, o corregedor e desembargador Márcio Vidal garante que as investigações em andamento podem resultar em ações contra o Estado.

"Várias denúncias foram feitas e investigações estão ocorrendo. Não podemos, simplesmente, nos furtar de todas elas e impedir que órgãos sejam fiscalizados", frisou o desembargador.

Vidal ressalta que a decisão monocrática do juiz auxiliar da propaganda, Lídio Modesto se refere a um caso específico eleitoral e não deverá se estender às outras ações.

O juiz negou o pedido liminar impetrado pela coligação do candidato ao governo Mauro Mendes (PSB), que queria busca e apreensão nas pastas da administração do governador Silval Barbosa (PMDB).

Na representação, Mendes havia denunciado que o Governo estaria utilizando os órgãos públicos para distribuir uma revista com mensagens de cunho eleitoral para beneficiar à reeleição do peemedebista.

Lídio Modesto avalia ser necessária prudência e cautela da Justiça Eleitoral ao julgar denúncias de abuso de poder político.

Vidal explica que os principais crimes investigados são compra de votos e a prática de conduta vedada a agentes públicos. Como correm sob sigilo, ele preferiu não comentar as denúncias.

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