Inquérito da `farra das máquinas¿ deve estar concluído este mês

Previsão é da titular da Delegacia Fazendária de MT, Luzia de Fátima, ao afirmar que diligências estão no fim

Kelly Martins, iG Cuiabá |

O inquérito que investiga o suposto superfaturamento de R$ 44 milhões na compra de 705 máquinas e caminhões pelo Governo de Mato Grosso será concluído até o final do mês.

A garantia é da titular da Delegacia Fazendária Luzia de Fátima, responsável pela apuração das licitações realizadas pelas secretarias de Infraestrutura e Administração no programa "MT 100% Equipado".

"Estamos finalizando todas as diligências para elucidação dos fatos. Queremos entregar o relatório até o final do mês", destacou.

Um dos mais interessados na conclusão das investigações é o próprio governador reeleito Silval Barbosa (PMDB), acusado de envolvimento no superfaturamento de R$ 44,4 milhões na licitação para compra de máquinas pelo Estado.

Barbosa vem cobrando a agilidade no andamento do processo de investigação e garante que os rivais fizeram denúncias caluniosas sobre o fato.

O relatório final da Auditoria-Geral do Estado (AGE) sobre a compra de 705 máquinas e caminhões do programa "MT 100% Equipado" aponta um sobrepreço de R$ 44,4 milhões. O montante equivale a 22% pagos a mais pela compra do maquinário distribuído aos 141 municípios mato-grossenses.

"Não quero nada debaixo do tapete. O governo tomou todas as medidas necessárias para apurar. Dizer que nós roubamos é uma das denúncias mais perversas", frisou o governador.

Silval acrescentou ainda, que os culpados vão responder judicialmente e que fez o possível para que o Estado não sofra prejuízos.

A delegada Luzia de Fátima explicou que técnicos ainda continuam a percorrer o Estado para as perícias nas máquinas restando ainda 37 dos 141 municípios a serem visitados.

O suposto superfaturamento também serviu como arma eleitoral durante a campanha ao governo, sendo usada por adversários que tentaram evitar a reeleição de Silval Barbosa (PMDB).

O candidato do PSDB, Wilson Santos, ingressou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) pedindo a instauração de investigação judicial eleitoral no caso do superfaturamento.

Além disso, o vazamento do depoimento de um empresário, que integra a lista de pessoas que venderam as máquinas para o Governo, dois dias antes das eleições (3 de outubro), também provocou uma verdadeira guerra nos bastidores da política.

Porém a delegada garante que as investigações não serão prejudicadas.

Por outro lado, o procurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra, informou que abriu uma sindicância para descobrir qual servidor poderia ter divulgado o documento, já que o processo é sigiloso.

"Trata-se de uma investigação em sigilo e temos que saber como vazou. Isso poderá atrapalhar todo o andamento da ação".

Na avaliação do procurador-geral do Estado, Dorgival Veras de Carvalho, houve uma exploração política contra o Governo. Ele também acompanha o desenrolar das investigações e defende que, como se trata de algo sigiloso, deve ser apurado pela Justiça. “Assim que houve o vazamento eu fui pessoalmente ao Ministério Público para verificar”, comentou.

Carvalho acrescentou que todos os empresários que causaram prejuízos ao Estado vão ser acionados judicialmente por meio de uma ação de ressarcimento de danos.

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