Avaliação é do doutor em Ciência Política Daniel Miranda, sobre a possibilidade de reeleição de peemedebista

O doutorando em ciência política e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Daniel Estevão de Miranda, entende que o governador André Puccinelli (PMDB), mesmo sendo “truculento” passa a imagem de um bom administrador.

Esse fator, segundo Miranda, pode ser determinante para definir a eleição a favor de Puccinelli, entre a maioria dos eleitores, no próximo domingo (3).

O professor afirma que as denúncias sobre corrupção devem ser investigadas, mas sobre a campanha de André não teve impacto. Pessoas que já haviam escolhido Puccinelli não mudaram de opinião. Ele tem um eleitorado fiel”, aponta.

Na opinião dele, Zeca do PT só foi eleito governador do Estado porque a administração dos governos anteriores a 1997 de direita, “eram péssimos e a situação ficou ruim”. 

A alternativa de mudança acabou resultando na vitória de Zeca ao governo de 1998 a 2002. Logo depois que ele perdeu a disputa da prefeitura de Campo Grande para o peemedebista.

Boa parte da militância petista era de funcionários públicos, professores e comerciários que influenciam  de forma numérica boa quantidade do eleitorado de classe média baixa.

“Com a ajuda dos professores, a militância forte do PT e a qualidade ruim da administração anterior elegeram o petista como uma renovação política que poderia monopolizar junto com lideranças as mudanças em MS”, explica o professor.

Porém, os 1,7 milhão de eleitores sul-mato-grossenses são conservadores. E, mesmo que Zeca tenha quebrado essa tendência com o apoio da classe mais pobre e junto com o desgaste das lideranças tradicionais, André representa a renovação, mas está ligado à elite.

Nesse cenário de renovação o único candidato que tem peso para concorrer com André é Zeca.

“Puccinelli é bem visto pela população, é considerado bom administrador. O PT não tem chance. O cenário é parecido com a disputa da prefeitura de Campo Grande há 14 anos. Na época André era investigado poderia perder o mandato. No entanto, o processo foi arquivado por falta de provas”, revelou Miranda, lembrando que também houve muita compra de voto.

O cientista social e filósofo, João Roberto Palaveira, aponta que mesmo com o controle da máquina do estado, André também é “blindado pela mídia”.

No Estado o PT sofre uma crise por não ter nomes para renovação. Nessa eleição, se Zeca perder deve concorrer ao Senado daqui há quatro anos, segundo a análise de Daniel Miranda.

Delcídio cumpre a reeleição, porque já está com a vaga garantida ao Senado e enfrenta no próximo pleito a disputa pelo governo de MS.

Do lado peemedebista, Simone Tebet, além do tradicionalismo da família do senador Ramez Tebet, também é uma política jovem, dinâmica e uma jurista que trouxe modernização e o desenvolvimento econômico para MS. “Isso puxa pontos para ela que é bem avaliada pela população”, declara Palaveira.

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