Repelente não deve ser usado apenas quando pessoa está viajando, e o zika vírus também exige o uso de camisinha durante o sexo, mas muitos ainda se esquecem destas medidas para combater as arboviroses comuns no verão

População tende a usar o repelente contra o mosquito Aedes aegypti apenas quando estão viajando para a praia ou campo
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População tende a usar o repelente contra o mosquito Aedes aegypti apenas quando estão viajando para a praia ou campo

Já faz alguns anos que o mosquito Aedes aegypti tira o sono de muitos brasileiros. Os casos de dengue, chikungunya e zika podem até diminuir em determinadas épocas, mas acabam voltando quando a ocorrência de chuvas é maior . Segundo especialistas, não é possível prever como estas arboviroses vão se comportar no próximo verão, mas tem como se proteger.

Quando se trata da dengue, boa parte da população já sabe o que fazer, entretanto, quando falamos do zika vírus as dúvidas começam a surgir. Apesar de ambas serem transmitidas pelo Aedes aegypti , a zika tem uma particularidade: há evidências de que ela também possa ser transmitida sexualmente. Além de combater o mosquito, os brasileiros também devem se proteger antes de realizar um ato sexual.

“Ainda assim, de longe, o principal modo de transmissão destes três arbovírus é a picada do mosquito. E aquilo que vale para prevenção de um vale também para prevenção dos outros”, explicou Dr. Marco Aurélio Safádi, infectologista e diretor do núcleo de Estudos e Publicações da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses (SBD/A).

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Caso uma mulher esteja tentando engravidar ou já esteja esperando por um bebê, é necessário redobrar a atenção, principalmente com a zika, já que o vírus pode ser transmitido da mãe para o feto e causar malformação, como a microcefalia, na criança.

Repelente

De acordo com pesquisa realizada pela SBD/A, a maioria dos brasileiros se lembra do repelente quando se fala em prevenção, porém na prática não é bem isto que acontece. Se quando as pessoas estão na praia (78,8%) ou no campo (69,6%) elas se lembram de passar o produto, quando estão na cidade, onde a incidência de mosquitos também é alta, acabam o deixando de lado.

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O infectologista Artur Timerman, presidente da SBD/A afirma que isto mostra como o conhecimento da população atem-se a aspectos mais superficiais. A falta de conhecimento da utilidade dos repelentes acaba sendo um grave problema, segundo o especialista. O estudo foi feito com mil pessoas, com 19 anos ou mais, nas cinco regiões do Brasil.

“É importante lembrar que nenhum repelente é 100%. Existem também algumas particularidades entre os produtos: alguns têm tempo de duração e eficácia de duas, três horas, outros por quatro a seis, depende do tipo e da concentração. Há também alguns que não podem ser usados em crianças pequenas ”, alertou Dr. Safádi.

Além das pessoas estarem atentas a estas particularidades do repelente, o especialista indica também o uso de roupas de manga comprida e evitar exposição em lugares e horários mais críticos, principalmente no caso das gestantes.

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