Cientistas desenvolvem tratamento para proteger fetos da zika

Até agora, nova terapia foi testado apenas em ratos de laboratório, segundo revelou revista científica Nature, mas cientistas acreditam em seu potencial
Foto: Pixabay
Grávida que for infectada pela zika corre o risco de transmitir o vírus para o feto, que poderá ter má-formação

Uma terapia que tem o potencial de proteger bebês no útero de mulheres infectadas pelo vírus Zika está em desenvolvimento por cientistas americanos. Até agora, o tratamento foi testado apenas em ratos de laboratório, conforme revelou a revista científica Nature.

No entanto, os cientistas afirmam que a técnica pode eventualmente levar a uma terapia disponível para mulheres grávidas que venham a contrair o vírus Zika, causador de microcefalia em recém-nascidos.

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A terapia utiliza anticorpos de células sanguíneas de indivíduos que já combateram o Zika. Nos ratos de laboratório, o tratamento diminuiu de forma substancial a quantidade de vírus em circulação no sangue materno.

Consequentemente, a placenta foi menos afetada e os ratinhos nasceram muito maiores do que os filhotes das mães que não haviam recebido o tratamento. Os pesquisadores ressaltaram que ainda serão necessários anos de testes para se ter certeza de que o tratamento será seguro e efetivo para ser implementado em mulheres grávidas.

No meio tempo, cientistas também concentram esforços para o desenvolvimento de uma vacina que poderia evitar que o vírus se prolifere.

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"Até se nós tivermos um dia uma vacina contra o Zika, ainda assim algumas pessoas serão infectadas," afirmou a professora Laura Rodrigues, da London School of Hygiene and Tropical Medicine. "Para essas pessoas, um tratamento como esse, com a utilização de anticorpos, seria útil", explicou a especialista.

O Zika no Brasil

Surtos do vírus Zika foram registrados no continente americano e, mais recentemente, no Sudeste Asiático. No Brasil, o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde registrou 200.465 casos prováveis de febre pelo vírus Zika entre janeiro e setembro de 2016, tendo sido confirmados 109.596 casos.

Os Estados de Mato Grosso, Rio de Janeiro e Bahia foram aqueles com maior incidência de infecções pelo vírus. Entre gestantes, o número de casos prováveis registrados no Brasil foi de 16.473, sendo 9.507 confirmados. No total, 9.862 casos de microcefalia foram notificados até outubro, sendo 2.063 confirmados.

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