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Entre janeiro e junho de 2016, foram confirmados 143 mil casos da doença, ante 666 mil no mesmo período de 2015; testes da vacina têm início em MS

Dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor de doenças como a zika, chikungunya e febre amarela
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor de doenças como a zika, chikungunya e febre amarela

O número de pessoas infectadas pelo vírus da dengue no primeiro semestre caiu 78% em São Paulo, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (1) pelo Governo do Estado. Entre janeiro e junho de 2016, foram confirmados 143 mil casos da doença, ante 666 mil no mesmo período do ano passado. As mortes também caíram, passando de 465 em 2015 para 67 este ano.

Ao mesmo tempo em que a presença da dengue diminui no Estado, os testes para a vacina contra a doença continuam. Nesta quinta, o oitavo centro, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, iniciou a terceira e última fase de avaliação. O imunizante foi desenvolvido pelo Instituto Butantan  e vai passar por 14 centros em diferentes pontos do País no total.

Moradores de Manaus, Boa Vista, Porto Velho, São Paulo, São José do Rio Preto, Fortaleza e Porto Alegre já estão recebendo a vacina. Nesta fase, a vacina será aplicada em 17 mil voluntários nas cinco regiões do país. Os participantes são pessoas saudáveis, que já tiveram ou não a dengue em algum momento, e com idades entre 2 e 59 anos.

Eles serão acompanhados por uma equipe médica pelo período de cinco anos e os resultados serão encaminhados à Anvisa para aprovação final. Nas etapas anteriores dos testes, a vacina foi testada em 900 pessoas, 600 na primeira fase nos Estados Unidos (NIH) e 300 na segunda etapa, em São Paulo.

A vacina foi desenvolvida para proteger dos quatro tipos da dengue. O objetivo do Ministério da Saúde é que ela seja utilizada em campanhas de vacinação da rede pública, diferente do imunizante francês que já foi aprovado pela Anvisa e está sendo comercializado no País .

Após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as clínicas passaram a cobrar  entre R$ 750 e R$ 915 para a aplicação do imunizante. O medicamento é recomendado para pessoas entre 9 e 45 anos e será aplicado em três doses, sendo necessários seis meses de intervalo entre cada uma. A promessa é de pouco mais de 60% de proteção contra os quatro tipos de vírus da dengue.

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