Pesquisadores britânicos afirmam que, quanto mais pessoas forem infectadas, mais rapidamente a epidemia vai acabar

Combater o  Aedes Aegipty, que transmite o zika vírus, pode ser pior para o controle do surto
Pixabay
Combater o Aedes Aegipty, que transmite o zika vírus, pode ser pior para o controle do surto

Cientistas britânicos afirmaram que o surto do zika vírus na América Latina  deve acabar sozinho nos próximos três anos. Segundo os pesquisadores do Imperial College London, na próxima década a doença ainda deve aparecer em alguns lugares, mas uma nova epidemia será improvável de acontecer. A análise foi publicada na revista Science.

Os especialistas explicaram que as pessoas ficam imunes ao zika vírus após serem infectadas pela primeira vez. Deste modo, mais e mais pessoas produzem anticorpos contra doença, fazendo com que a transmissão não se sustente em larga escala. O tempo para que surja uma nova geração de pessoas sem a proteção natural contra o vírus é de dez anos.

Leia mais:  Combate ao zika vírus recebe R$ 420 milhões do orçamento federal

De acordo com Neil Ferguson, que liderou o estudo, os especialistas usaram todos os dados disponíveis, atualmente, sobre o zika para avaliar como a doença se comportará no futuro. “Nossa análise sugere que não é possível conter o avanço da zika, mas que a epidemia vai acabar sozinha em dois ou três anos", afirmou o cientista.

Combate ao Aedes Aegipty

Segundo a análise, combater o mosquito transmissor do zika pode retardar o fim da epidemia. A transmissão entre as pessoas seria o melhor para que o problema acabasse mais rapidamente. Além disso, tentar acabar com o Aedes Aegipty já se mostrou ineficaz no caso da dengue.

“Experiências prévias mostram que controlar o alastramento do mosquito é incrivelmente difícil. Além disso, os esforços para conter a epidemia precisariam ter sido implementados muito antes na epidemia de zika para que tivessem efeito - mas quando se notou a escala do problema já era tarde demais", completou Ferguson.

Atraso nas vacinas

Caso as previsões estejam certas, até o final de 2017 os casos da doença já deverão ter diminuído consideravelmente. Sendo assim, as vacinas que estão sendo criadas agora ficarão prontas para testes apenas quando não haverá pacientes infectados suficientes para os ensaios clínicos.

Em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia feito um alerta  sobre a possibilidade das vacinas só ficarem prontas tarde demais para provocar um impacto real na atual epidemia.

*Com informações do Estadão Conteúdo

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.