Probabilidade de turista pegar dengue na Olimpíada é de menos de 1 em 500 mil

Ministro da Saúde usou estudo de Cambridge para voltar a garantir a segurança durante os Jogos Olimpícos do Rio
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Universidade de Cambridge garante que Olimpíada não será ameaçada pela dengue

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta quinta-feira (30) que o governo está fazendo um esforço para tranquilizar os atletas e turistas que virão participar dos Jogos Olímpicos 2016 sobre os riscos de contrair dengue enquanto estiverem no país.

Segundo ele, baseado em estudo divulgado pela Universidade de Cambridge, considerando que cerca de 500 mil turistas virão para o evento, menos de 1 (0,8) deve ter a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti . As chances são menores do que as de ser ser morto por um raio (1 em 79 mil, segundo o National Safety Council) ou de morrer em um acidente de trabalho (1 em 43 mil, segundo um grupo de cientistas britânicos).

Barros comparou a probabilidade ao que ocorreu na Copa do Mundo de 2014, quando, de 1,4 milhão de turistas estrangeiros, apenas três pegaram dengue. “É prioridade combater o mosquito. E vamos ter sucesso nas ações na Olimpíada”, disse.  No começo deste mês, pesquisadores brasileiros garantiram que o risco de uma epidemia de zika durante os Jogos também era muito baixo.

Ele participou hoje, em Brasília, da reunião da Comissão Gestora Tripartite, um espaço de discussão entre representantes do três entes federativos: Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O ministro apresentou aos gestores as prioridades da pasta em sua gestão que, segundo ele, são a informatização do Sistema Único de Saúde e o foco em ações de prevenção à saúde. “Melhor que ser bem atendido [no sistema de saúde] é não precisar ir lá, é cuidar da própria saúde. E os grandes desafios são combater a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e o alcoolismo”, disse.

Barros citou ainda a necessidade de promover a interlocução com a classe médica, de colocar em funcionamento unidades básicas de Saúde e de Pronto-Atendimento e equipamentos que foram comprados e nunca instalados, de fortalecer o complexo industrial da saúde e de ampliar e atualizar os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas.

* Com informações da Agência Brasil

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