Estado com maior número de casos, PE receberá R$ 3 mi para pesquisas sobre zika

Maior parte do valor será voltado para estudos sobre o Aedes aegypti, vetor da doença e também da dengue e chikungunya
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Mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya

Em Pernambuco, 21 projetos irão receber R$ 3 milhões de recursos estaduais para o desenvolvimento de pesquisas sobre o zika, vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypt i. O resultado do edital foi divulgado nesta quinta-feira (28) pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia (Facepe).

As propostas ganhadoras são da Universidade Federal de Pernambuco, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). As pesquisas, divididas em quatro áreas, têm diversos enfoques e valores diferentes.

A maior parte delas é relacionada ao vetor do zika vírus, o Aedes aegypti . O maior valor, R$ 200 mil, vai para o desenvolvimento de nanolarvicidas de prata para o controle do inseto, projeto coordenado pelo professor do departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Anderson Stevens Leônidas Gomes.

Outra categoria popular é a de diagnóstico, com vários métodos para detecção do zika vírus – de análise sorológica a molecular. Há também quatro estudos epidemiológicos, ou seja, de fatores de distribuição e frequência de doenças na população. Duas pesquisas do Imip foram aprovadas neste segmento: uma pretende identificar a relação entre nutrição e infecção, enquanto a outra trabalha com o papel de fatores ambientais na epidemia de zika e microcefalia.

Integração de dados

Dois estudos foram contemplados na área de Plataformas Inteligentes para monitoramento e integração de informações. A pesquisadora Edna Natividade da Silva Barros, da UFPE, vai receber R$ 177,120 para desenvolver um sistema que reúna dados de várias instituições sobre as condições clínicas de crianças com microcefalia.

O edital foi lançado em 1º de março, sendo considerado emergencial para atender ao atual momento de surto vivido no País, de acordo com o diretor-presidente da Facepe, Abraham Sicsu. “A gente fez em 30 dias o julgamento do edital. O processo é mais acelerado porque consideramos que a área é prioritária para manter os grupos de pesquisa que existem e trabalham com o tema”, explica, acrescentando que, junto aos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, Pernambuco é o que vem se destacando nos estudos relacionados ao zika vírus. O prazo de execução é de 18 meses e a assinatura dos contratos está prevista para 6 de maio.

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