Bahia reduz em 24% casos de microcefalia após ministério alterar protocolo

Por Agência Brasil * |

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Novas regras determinam a malformação com perímetro cefálico inferior ou igual a 31,9 centímetros, no caso de bebês do sexo masculino, e 31,5 centímetros, no caso de meninas

Agência Brasil

Em novo boletim, Secretaria Estadual da Bahia notificou 161 registros confirmados de microcefalia
DIEGO HERCULANO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Em novo boletim, Secretaria Estadual da Bahia notificou 161 registros confirmados de microcefalia

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) divulgou na terça-feira (29), em seu último boletim epidemiológico, os casos de microcefalia no Estado que levam em conta, pela primeira vez, o novo protocolo de notificações do Ministério da Saúde. O número de ocorrências confirmadas da malformação na Bahia caiu de 200 para 161, segundo a secretaria – uma queda de 24%.

É que os novos critérios determinam a microcefalia com perímetro cefálico inferior ou igual a 31,9 centímetros, no caso dos bebês do sexo masculino. Nas crianças do sexo feminino, a microcefalia é confirmada com a medida menor ou igual a 31,5 centímetros. Anteriormente, qualquer bebê era diagnosticado com suspeita de microcefalia quando apresentava a medida da cabeça menor ou igual a 32 centímetros. No início do surto epidêmico, os diagnósticos levavam em conta as medidas inferiores ou iguais a 33 centímetros.

A Sesab informou que, devido ao novo protocolo que entrou em vigor este mês, os casos registrados desde outubro de 2015 foram revisados. No último boletim, foram notificadas 550 ocorrências de malformação até o último sábado (26), sendo que 161 foram confirmados e 222 continuam em investigação. No boletim anterior, de 16 de março, havia 200 confirmações e 320 casos investigados.

Mortes já são 27

O número de municípios onde ocorrem as notificações também caiu de 158 para 128 até a última atualização. Em relação a mortes causadas pela microcefalia, a Bahia já soma 27. Em Salvador, foram seis registros de óbitos, o maior número do Estado, seguido de Camaçari (município da região metropolitana), onde morreram três bebês com malformação.

Dentro do mesmo período de notificações – entre outubro de 2015 e o último sábado (26) – o Ministério da Saúde informou que a Bahia é o segundo Estado do País com o maior número de casos notificados, ainda sem confirmação. O ministério divulgou 676 casos na Bahia. Quanto aos confirmados, há 176 registros na Bahia, mas a Sesab anotou 161.

Segundo o Ministério da Saúde, os dados divulgados são fornecidos pelas secretarias de cada Estado. A Sesab informou, em nota, que “já fez uma retificação junto ao Ministério da Saúde quanto aos números de microcefalia no Estado”. A secretaria esclarece que os números fornecidos são os que devem ser considerados.

*Com iG São Paulo

Saiba mais sobre o zika vírus e a microcefalia na galeria abaixo:

Assim como a dengue e o chikungunya, o mosquito Aedes Aegypti é o transmissor do zika vírus. Foto: iStockA fêmea do Aedes aegypti pica alguém infectado e, depois de um tempo de replicação do vírus dentro dela,  passa a transmitir a doença na próxima vez que o inseto picar outra pessoa . Foto: iStockFebre alta, dor atrás dos olhos, conjuntivite, vômitos, diarreia, dor abdominal, falta de apetite, inchaço e inflamação nos pés e braços, coceira e manchas pelo corpo e dores nas articulações são sintomas da doença . Foto: iStockNão há vacina para a doença; o tratamento se concentra em aliviar os sintomas. O ideal é ficar de repouso, se hidratar e tomar analgésico receitado pelo médico . Foto: iStockRelacionada ao zika vírus, a microcefalia pode apresentar atraso mental, déficit intelectual, paralisia, convulsões, epilepsia, autismo e rigidez dos músculos. A doença é grave e não tem cura. Foto: iStockO zika vírus pode ter entrado no Brasil com torcedores estrangeiros durante a Copa do Mundo, em 2014, mas não há confirmação deste fato . Foto: iStockDa mesma forma que com a dengue, o foco para diminuir a epidemia é eliminar os criadouros do Aedes aegypti. Foto: iStockAplicar repelente contra insetos também é indicado para escapar da doença. Foto: iStock


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