Estado registrou 235 casos suspeitos da doença até semana passada; em 2015, não houve nenhuma notificação da doença

Estadão Conteúdo

Mosquito Aedes aegypti é o responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e zika
Betina Carcuchinski/PMPA
Mosquito Aedes aegypti é o responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e zika

O Rio de Janeiro enfrenta um surto de chikungunya, vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti (também transmissor da dengue e do zika vírus). Foram registrados 235 casos suspeitos da doença, 26 deles confirmados, até a última terça-feira (22). Em 2015, não houve nenhuma notificação de chikungunya.

"Ainda estamos longe de um cenário epidêmico, mas há um surto, um aumento de casos de transmissão acima do que se esperava", afirmou o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Alexandre Chieppe.

Além do vírus da chikungunya, estão circulando no Estado o zika vírus, com 4.289 notificações, e o da dengue, com 28.611 casos até a útima terça-feira – mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 13.150 casos. Este ano, uma pessoa morreu por complicações decorrentes da dengue.

"A tendência é de que um vírus substitua o outro. O que temos hoje é uma parcela dos mosquitos infectado por zika e outra com dengue. A circulação por chikungunya é muito menor", afirmou o subsecretário.

Os casos da arbovirose foram registrados em cidades da Região Metropolitana, principalmente na Baixada Fluminense. A capital teve 52 casos. A Secretaria de Estado de Saúde atualiza nesta quarta-feira (30) os dados de casos registrados de chikungunya, dengue e zika vírus.

Veja também as diferenças entre os sintomas da dengue, zika e chikungunya:


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