Além disso, diretora-geral da organização declarou que as evidências de associação entre zika e microcefalia aumentaram

Agência Brasil

Algumas grávidas que foram infectadas pelo zika vírus tiveram bebês com microcefalia
NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO
Algumas grávidas que foram infectadas pelo zika vírus tiveram bebês com microcefalia

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse nesta terça-feira (8) que há cada vez mais evidências que apontam para uma associação entre a infecção pelo zika vírus e casos de malformação congênita e síndromes neurológicas registrados no Brasil e outros países da América Latina.

Em Genebra, Margaret Chan ressaltou que, até o momento, casos de microcefalia, possivelmente associados à infecção pelo vírus em gestantes, foram identificados apenas no Brasil e na Polinésia Francesa. Segundo a diretora-geral, dados ainda não detalhados indicam que o mesmo quadro pode se repetir na Colômbia, onde o surto de zika começou um pouco depois do Brasil.

Informações reunidas pela OMS indicam que pelo menos 31 países na América Latina e na região do Caribe registraram transmissão autóctone (quando as infecções são contraídas localmente) do vírus. Margaret reforçou que grávidas em todo o mundo devem ser orientadas a não visitar áreas onde há surto de zika.

Cinco semanas após o primeiro encontro, especialistas que integram o comitê emergencial convocado pela OMS, para tratar da epidemia de zika, se reuniram nesta terça-feira com a tarefa de revisar dados e analisar a possível ligação entre a infecção e o aumento de casos de malformação congênita e síndromes neurológicas.

Há pouco mais de um mês, o comitê decidiu declarar emergência em saúde pública de interesse internacional em razão do aumento de casos de infecção pelo vírus identificados em diversos países e de uma possível relação da doença com quadros de microcefalia.

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