Em combate ao Aedes aegypti, governo visita 62% dos imóveis no País

Por Estadão Conteúdo | - Atualizada às

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Apesar do aumento do ritmo, dados indicam que prazo para o cumprimento da meta deverá ser prorrogado pela segunda vez

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Aedes aegypti é o mosquito responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya
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Aedes aegypti é o mosquito responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya

O governo dificilmente conseguirá atingir a meta de visitar todos os imóveis do País até 29 de fevereiro em busca de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. Balanço divulgado nesta sexta-feira (26) aponta que, a poucos dias do término do prazo, equipes de agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e integrantes das Forças Armadas visitaram o equivalente a 61,8% do que havia sido previsto.

Até agora, foram inspecionados 41,5 milhões de domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais. O número foi comemorado pelo Ministério da Saúde por ser expressivamente maior do que o contabilizado no balanço anterior: 27,4 milhões.

Apesar do aumento do ritmo, os dados indicam que o prazo para o cumprimento da meta deverá ser prorrogado pela segunda vez. Em janeiro, diante do descumprimento do objetivo, o governo adiou para o fim de fevereiro o prazo para visitação de todas casas, imóveis e terrenos do País em busca de criadouros do mosquito. Semana passada, ao ser questionado se a meta não era muito ambiciosa, o ministro da Saúde, Marcelo Castro respondeu: "Fizemos aquilo que teria de ser feito."

Os dados mais recentes mostram que Minas Gerais foi o Estado que em números absolutos, fez maior número de visitas: 7,2 milhões de imóveis foram percorridos. Em seguida vem São Paulo, com 6,2 milhões; Rio de Janeiro, com 3,7 milhões, e Bahia, 3,6 milhões.

Durante as visitas, foram identificados 1,3 milhão de imóveis com focos do mosquito, o equivalente a 3,3% do total de visitados. O ideal é que o foco seja encontrado em menos de 1% dos imóveis visitados.

Veja também na galeria abaixo locais que o Aedes aegypti pode se esconder:

Quem tem filhos precisa ficar atento. Os brinquedos das crianças podem ficar jogados no quintal, a céu aberto, facilitando o acúmulo de água. Foto: iStockAlgumas plantas, como bromélias e orquídeas, tem orifícios em que a água se acumula. Para diminuir o risco, é recomendado o uso de hipoclorito de sódio, que mata o mosquito, mas não prejudica as plantas. Foto: iStockPegue uma colher de água sanitária, dilua em uma balde com aproximadamente 1 litro de água, mexa e coloque um pouco da solução no local em que a planta está com água. Foto: iStockQualquer lugar que acumule água é um criadouro em potencial para o Aedes aegypti: até tampinhas de água ou refrigerante viradas para cima podem ser foco do mosquito  . Foto: iStockSacos de lixo costumam ser retirados toda semana, mas também se tornam criadouros caso você se esqueça de retirá-los e deixá-los para serem recolhidos. Foto: iStock- Se você tem animais, cuidado com os recipientes de água onde eles matam a sede. O Aedes aegypti consegue depositar ovos em suas laterais. Foto: iStock- Além de trocar a água diariamente, é fundamental limpá-los uma vez por semana. Para isso, utilize uma escovinha e esfregue as laterais. Foto: iStockOs ralos acumulam água. Jogue sabão em pó nos que ficam abertos. Foto: iStockNão é só nos quintais e locais abertos que existe perigo. Dentro de casa, cheque banheiros poucos utilizados, onde podem existir vasos sanitários sem descarga por tempo prolongado. Foto: iStock- Além de piscinas e caixas d`agua, telhas e calhas devem ser verificadas: limpe-as com frequência. Foto: iStockTambém é preciso tomar muito cuidado com o acúmulo de água parada na laje das casas. Tire água de lá sempre para evitar o surgimento de um criadouro . Foto: iStock


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