Combate ao Aedes aegypti faz 85% dos brasileiros mudarem hábitos, diz pesquisa

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Principais medidas de prevenção são o combate aos focos de reprodução, uso de repelente, evitar locais com aglomerações e adiar viagens a locais que tenham muitos casos das doenças

O mosquito Aedes aegypti é o responsável pela transmissão de dengue, zika vírus e chikungunya
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O mosquito Aedes aegypti é o responsável pela transmissão de dengue, zika vírus e chikungunya

O medo de contrair alguma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti – dengue, zika vírus e febre chikungunya – faz parte do dia a dia de 88% dos brasileiros, informa a 130ª Pesquisa Confederação Nacional do Transporte (CNT/MDA), divulgada nesta quarta-feira (24). Além disso, 85,2% disseram que, para se proteger, adotaram alguma medida de prevenção ou mudaram hábitos por causa do inseto.

Entre as principais cautelas adotadas estão o combate aos focos de reprodução do inseto em casa (93,2%), o uso regular de repelente (30,6%), evitar locais de grandes aglomerações (2,8%) e o adiamento de viagens a locais com mais casos das doenças (1,2%). Nesta questão era possível que os entrevistados escolhessem múltiplas respostas.

Segundo o estudo, a população foi considerada a principal responsável pela proliferação do mosquito por 74,7% dos entrevistados. Para 7,4% das pessoas, as prefeituras seriam as culpadas pela grande reprodução do mosquito, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. Há também quem acredita que o responsável por isso seria o governo federal – 6,2% dos entrevistados – ou os governos estaduais (1%).

Mais da metade dos entrevistados (55,6%) disse que conhece alguém que contraiu dengue, zika ou chikungunya nos últimos seis meses e 64,2% tiveram o domicílio visitado por agente de saúde no mesmo período para procurar possíveis focos de proliferação do Aedes aegypti.

A pesquisa da CNT, encomendada ao Instituto MDA, entrevistou 2.002 pessoas de 137 municípios de 25 Estados, entre os dias 18 e 21 de fevereiro de 2016.

*Com Agência Brasil

Veja também na galeria lugares que o mosquito do Aedes aegypti se esconde:

Quem tem filhos precisa ficar atento. Os brinquedos das crianças podem ficar jogados no quintal, a céu aberto, facilitando o acúmulo de água. Foto: iStockAlgumas plantas, como bromélias e orquídeas, tem orifícios em que a água se acumula. Para diminuir o risco, é recomendado o uso de hipoclorito de sódio, que mata o mosquito, mas não prejudica as plantas. Foto: iStockPegue uma colher de água sanitária, dilua em uma balde com aproximadamente 1 litro de água, mexa e coloque um pouco da solução no local em que a planta está com água. Foto: iStockQualquer lugar que acumule água é um criadouro em potencial para o Aedes aegypti: até tampinhas de água ou refrigerante viradas para cima podem ser foco do mosquito  . Foto: iStockSacos de lixo costumam ser retirados toda semana, mas também se tornam criadouros caso você se esqueça de retirá-los e deixá-los para serem recolhidos. Foto: iStock- Se você tem animais, cuidado com os recipientes de água onde eles matam a sede. O Aedes aegypti consegue depositar ovos em suas laterais. Foto: iStock- Além de trocar a água diariamente, é fundamental limpá-los uma vez por semana. Para isso, utilize uma escovinha e esfregue as laterais. Foto: iStockOs ralos acumulam água. Jogue sabão em pó nos que ficam abertos. Foto: iStockNão é só nos quintais e locais abertos que existe perigo. Dentro de casa, cheque banheiros poucos utilizados, onde podem existir vasos sanitários sem descarga por tempo prolongado. Foto: iStock- Além de piscinas e caixas d`agua, telhas e calhas devem ser verificadas: limpe-as com frequência. Foto: iStockTambém é preciso tomar muito cuidado com o acúmulo de água parada na laje das casas. Tire água de lá sempre para evitar o surgimento de um criadouro . Foto: iStock


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