Brasil investiga quase quatro mil casos de microcefalia, diz ministério

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Boletim divulgado nesta quarta mostra também que 508 casos de microcefalia já foram confirmados no País desde outubro

Amapá e Amazonas são os únicos Estados que não têm nenhum registro de casos de microcefalia
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Amapá e Amazonas são os únicos Estados que não têm nenhum registro de casos de microcefalia

O novo boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (17) pelo Ministério da Saúde revela que 3.935 casos suspeitos de microcefalia estão sendo investigados no Brasil. Dessas ocorrências, 60,1% foram notificadas em 2015 e 39,9% este ano.

O balanço mostra também que 508 casos de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, sugestivos de infecção congênita, já foram confirmados no País entre 22 de outubro de 2015 e 13 de fevereiro de 2016. Essas ocorrências foram registradas em 203 municípios de 13 Estados – Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O Ministério da Saúde informou que 108 mortes de bebês foram notificadas com suspeita de terem sido causadas por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central durante a gestação ou após o parto. Desses óbitos, 27 já foram confirmados, 70 continuam em investigação e 11 foram descartados.

Pernambuco ainda é o Estado com maior número de casos suspeitos – 1.203. A região Nordeste é a mais afetada com 3.180 ocorrências em investigação. Amapá e Amazonas são os únicos Estados que não têm nenhum registro de casos.

Até o momento, 21 Estados, além do Distrito Federal, apresentam circulação autóctone (quando o vírus é contraído naquele local) do zika vírus –  Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins.

O zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, vetor também da dengue e da febre chikungunya, e está associado ao aumento dos casos de microcefalia no País e à Síndrome de Guillain-Barré, condição neurológica que provoca fraqueza muscular e pode gerar paralisia em alguns membros do corpo, podendo levar o paciente à morte.

*Com Agência Brasil

Veja também: Está grávida? 10 cuidados para se proteger contra o zika vírus

A melhor forma de combater o zika vírus é eliminar o mosquito transmissor da doença: o Aedes aegypti. Ou seja, é preciso acabar com todos os possíveis criadouros do Aedes.. Foto: iStockAs grávidas, mesmo no verão, devem usar roupas compridas, para que o mosquito Aedes aegypti não entre em contato com a pele. Foto: BBC (arquivo)É preciso também evitar se expor a grandes áreas, principalmente lugares com jardins e mato, onde o mosquito pode se proliferar mais.. Foto: DivulgaçãoOutra forma eficaz de se prevenir contra o Aedes aegypti é passando o repelente. Aqueles que têm Icaridina e DEET são os mais eficientes.. Foto: iStockAlém disso, fique esperta com o tempo de duração do repelente. É preciso reaplicar algumas vezes ao dia para não ficar desprotegida. Foto: iStockO mosquito costuma picar mais no início da manhã e no fim da tarde, então o ideal é ficar dentro de casa nesses períodos do dia.. Foto: Divulgação/CCBMPrefira roupas claras. O Aedes aegypti tem fotofobia, ou seja, aversão à luz, então as roupas claras são as mais indicadas para quem quer evitar a picada do mosquito.. Foto: Getty ImagesTambém é importante, com a ajuda de uma esponja, limpar os potinhos de água de seus bichos de estimação duas vezes por semana. O Aedes aegypti pode depositar ovos nas suas laterais. . Foto: iStockInstale telas de proteção e mosquiteiros na sua casa, para evitar picadas do Aedes aegypti. Foto: iStockFuja de perfumes fortes: odores mais concentrados atraem o mosquito . Foto: Divulgação


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