Mobilização contra Aedes aegypti ocorreu em apenas 7,7% dos municípios no País

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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No sábado, houve visita em apenas 428 municípios do Brasil; mosquito é transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya

Ministros durante o balanço da mobilização contra o mosquito Aedes Aegypti nesta segunda-feira
Elza Fiuza/ Agência Brasil - 15.02.16
Ministros durante o balanço da mobilização contra o mosquito Aedes Aegypti nesta segunda-feira

O Dia Nacional de Mobilização contra o mosquito Aedes Aegypti, no sábado (13), ocorreu em apenas 7,68% dos 5.570 municípios brasileiros. Houve visita em 428 municípios e 2,865 milhões de residências. Desse total, 295 mil estavam fechadas e em 15 mil casas a entrada dos militares não foi autorizada. O balanço da mobilização foi divulgado nesta segunda-feira (15) pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro.

Segundo o ministro, 220 mil integrantes das Forças Armadas, 46 mil agentes de combate às endemias e 266 mil agentes comunitários de saúde participaram da mobilização. “Essa é uma ação conjunta que cabe a todos os gestores do País e a toda a sociedade. Foi um dia muito importante desta ação desenvolvida por todos mostrando essa unidade nacional – do município até o governo federal”, declarou.

Próximas ações

A partir desta segunda-feira até a quinta (18), 55 mil militares treinados percorrem 270 cidades do País dando continuidade à terceira fase de ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. Nesta etapa, o reforço das Forças Armadas é uma ação direta de eliminação de criadouros do mosquito e envolve a aplicação de larvicidas e inseticidas com acompanhamento dos agentes de saúde. 

Do dia 19 a 4 de março, as ações serão nas escolas, em uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Educação. Militares vão percorrer escolas públicas e privadas, além de universidades, levando informações para os alunos.

Emergência internacional

No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em virtude ao aumento dos casos de microcefalia associados à contaminação pelo zika vírus. O zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. 

*Com Agência Brasil

Veja mais: Os lugares inusitados que o Aedes aegypti pode depositar seus ovos

Quem tem filhos precisa ficar atento. Os brinquedos das crianças podem ficar jogados no quintal, a céu aberto, facilitando o acúmulo de água. Foto: iStockAlgumas plantas, como bromélias e orquídeas, tem orifícios em que a água se acumula. Para diminuir o risco, é recomendado o uso de hipoclorito de sódio, que mata o mosquito, mas não prejudica as plantas. Foto: iStockPegue uma colher de água sanitária, dilua em uma balde com aproximadamente 1 litro de água, mexa e coloque um pouco da solução no local em que a planta está com água. Foto: iStockQualquer lugar que acumule água é um criadouro em potencial para o Aedes aegypti: até tampinhas de água ou refrigerante viradas para cima podem ser foco do mosquito  . Foto: iStockSacos de lixo costumam ser retirados toda semana, mas também se tornam criadouros caso você se esqueça de retirá-los e deixá-los para serem recolhidos. Foto: iStock- Se você tem animais, cuidado com os recipientes de água onde eles matam a sede. O Aedes aegypti consegue depositar ovos em suas laterais. Foto: iStock- Além de trocar a água diariamente, é fundamental limpá-los uma vez por semana. Para isso, utilize uma escovinha e esfregue as laterais. Foto: iStockOs ralos acumulam água. Jogue sabão em pó nos que ficam abertos. Foto: iStockNão é só nos quintais e locais abertos que existe perigo. Dentro de casa, cheque banheiros poucos utilizados, onde podem existir vasos sanitários sem descarga por tempo prolongado. Foto: iStock- Além de piscinas e caixas d`agua, telhas e calhas devem ser verificadas: limpe-as com frequência. Foto: iStockTambém é preciso tomar muito cuidado com o acúmulo de água parada na laje das casas. Tire água de lá sempre para evitar o surgimento de um criadouro . Foto: iStock


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