Após fala de presidente de comitê, Quênia diz ser cedo para decisões sobre zika

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Segundo agência Reuters, representante havia dito que país "não arriscaria" levar quenianos ao Brasil "se vírus atingir níveis epidêmicos"; chefe da missão diz que fala foi mal interpretada

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Se o Quênia decidir não ir aos jogos, David Rudisha não participará dos 800m
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Se o Quênia decidir não ir aos jogos, David Rudisha não participará dos 800m

Depois de o presidente do comitê olímpico do Quênia ter dito que seus atletas poderiam deixar de participar dos Jogos Olímpicos do Rio devido a preocupações com os "níveis epidêmicos" do vírus zika no Brasil, o país africano esclareceu que não tomou nenhuma decisão sobre o tema e que a fala de seu dirigente foi mal interpretada.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, Kipchoge Keino, presidente do comitê queniano, havia dito que "não vamos arriscar levar quenianos (ao Brasil) se esse vírus zika atingir níveis epidêmicos. Eles (Brasil) devem assegurar que o país é seguro o suficiente".

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Keino afirmou ter entrado em contato com os organizadores dos Jogos para expressar suas preocupações.

Horas depois, porém, o chefe da missão olímpica queniana, Stephen K. A. Soi, emitiu um comunicado em tom mais moderado, dizendo que "é muito cedo para determinar o status do (zika) vírus durante a Olimpíada, daqui a seis meses", e que o país está sendo constantemente atualizado sobre o tema.

"Acreditamos que o Comitê Organizador Rio 2016 está lidando com a ameaça (do vírus) e compartilhando suas ações com as partes interessadas. Consequentemente, o Comitê Olímpico do Quênia não tomou nenhuma decisão especificamente sobre zika vírus e só pode concluir que a fala de Kipchoge Keino pode ter sido tirada de contexto", afirma o comunicado.

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'100% incorreta'
O avanço da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, tem sido ligado a um aumento considerável de casos de microcefalia.

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou situação de emergência para a saúde pública global em função do avanço do zika.

Autoridades brasileiras insistem que não há risco para atletas e espectadores – exceto mulheres grávidas – no período em que os Jogos ocorrerão.

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O Comitê Olímpico Internacional afirma estar em "contato próximo" com os organizadores, que teriam prometido inspecionar instalações olímpicas diariamente antes e durante as competições.

O Quênia ficou no topo do quadro de medalhas no mais recente Campeonato Mundial de Atletismo, em 2015, na China, com 7 medalhas de ouro, 6 de prata e 3 de bronze.

Nesta segunda-feira, a agência Reuters noticiou que o comitê olímpico dos Estados Unidos teria liberado atletas do país para decidirem se querem ir ao Rio.

Mais tarde, porém, a informação foi classificada pela autoridade esportiva americana como "100% incorreta".

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