Países com surto de zika vírus devem autorizar aborto, diz ONU

Por Agência Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Para comissário de Direitos Humanos da organização, leis e as políticas de países devem ser revistas após epidemia de zika, vírus que tem relação ao aumento dos casos de microcefalia

Agência Brasil

Algumas mães que foram picadas pelo Aedes e infectadas pelo zika tiveram bebês microcéfalos
iStock
Algumas mães que foram picadas pelo Aedes e infectadas pelo zika tiveram bebês microcéfalos

A ONU disse que os países que enfrentam surto de zika vírus devem dar às mulheres acesso à interrupção voluntária da gravidez. O vírus é suspeito de ser a causa do aumento do número de casos de microcefalia em bebês.

Nesta sexta-feira (5), o principal comissário de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra'ad AlHussein, conclamou os países afetados pela epidemia a disponibilizar aconselhamento sobre saúde sexual e reprodutiva para mulheres e permitir o direito ao aborto. "As leis e as políticas que restringem acesso a esses serviços devem ser urgentemente revistas, em consonância com os direitos humanos, a fim de garantir o direito à saúde para todos", disse o comissário em um comunicado.

No Brasil, País mais afetado pela epidemia, a interrupção da gravidez é proibida, salvo em casos de estupro, riscos de vida para a mãe ou em caso de feto anencefálico. A microcefalia e outras malformações dificilmente são diagnosticadas antes da 20ª semana de gestação, no quinto mês de gravidez. O número de casos de microcefalia associados ao zika vírus tem ampliado a ocorrência de aborto ilegal e abriu uma discussão sobre o acesso à interrupção da gestação no País.

“Como eles podem pedir para essas mulheres não ficarem grávidas e não oferecerem a possibilidade de interromper a gravidez, se elas desejarem?”, disse a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Cécile Pouilly, ao ser questionada sobre países como El Salvador, que criminalizam o aborto. A entidade da ONU fica em Genebra (Suíça).

Veja também: 10 erros que você comete na hora de passar o repelente

O primeiro erro que alguém pode cometer é tratar todos os repelentes como iguais, passando-os sem considerar suas diferenças quanto à durabilidade e efeitos  . Foto: iStockErro: passar o repelente mais de três vezes por dia. Eesse é o máximo de aplicações que os médicos recomendam diariamente . Foto: iStockHá basicamente três tipos de repelentes disponíveis no Brasil: o DEET, o IR 3535 e a  icaridina. Foto: iStockO DEET e o IR 3535 afugentam os mosquitos por até quatro horas. A icaridina é a mais eficiente e consegue os insetos por até 10 horas, reduzindo a quantidade de aplicação ao longo do dia. Foto: STOCKXPERT/ARQUIVOErro: Não priorizar as áreas expostas na hora de aplicar o repelente, como o rosto, pernas e braços, também é um erro. Aplicar o produto em todo o corpo aumenta as chances de intoxicação . Foto: iStockErro: aplicar repelente em ambientes fechados também aumenta as chances de intoxicação. Prefira lugares abertos, onde o ar circula mais e o odor do produto se dispersa melhor . Foto: iStockErro: passar repelentes em crianças com menos de dois anos de idade. Mais sensível, a pele delas tem pouca defesa, absorvendo mais o produto, o que pode gerar complicações  sistêmicas, neurológicas e pulmonares. Foto: iStockErro: dormir com o repelente no corpo não é uma boa prática. O produto pode passar para os lençóis e acabar contato com áreas sensíveis, como olhos e a boca. Tome um banho antes de deitar . Foto: iStockErro: Não lavar as mãos, especialmente das crianças, depois da aplicação do repelente. As mãos sujas com o produto podem acabar em contato com os olhos e a boca, o que pode causar intoxicação. Foto: iStockErro: aplicar o repelente nas áreas próximas das mucosas (olho, nariz e boca). Foto: iStockErro: passar o repelente em áreas feridas do corpo. Isso aumenta a chance de intoxicação . Foto: iStockErro: tratar os repelentes naturais, como a citronela, como inofensivos é um equivoco. Além de não ter eficácia comprovada, eles ainda podem causar reações alérgicas  . Foto: iStock


Leia tudo sobre: igvigilantezika vírusabortomicrocefaliaaedes aegyptisaúde públicaONU

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas