Unicef pede R$ 35,5 milhões para proteger mulheres e crianças do zika vírus

Por Agência Brasil |

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Segundo órgão das Nações Unidas, embora não haja evidência conclusiva da relação entre zika vírus e casos de microcefalia, há preocupação suficiente para justificar a ação imediata

Agência Brasil

Aedes aegypti é responsável pela transmissão da dengue, zika vírus e febre chikungunya
Arte iG
Aedes aegypti é responsável pela transmissão da dengue, zika vírus e febre chikungunya

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou um apelo para arrecadar cerca de US$ 9 milhões (aproximadamente R$ 35,5 milhões) para financiar programas na tentativa de limitar a propagação do zika vírus e atenuar o impacto das infecções sobre recém-nascidos e suas famílias.

“Com o zika vírus declarado uma emergência de saúde pública que afeta mais de 20 países da América Latina e do Caribe, o Unicef está trabalhando com os governos na mobilização das comunidades para que se protejam da infecção”, informou o órgão.

Em comunicado, o Unicef destacou que, embora não haja evidência conclusiva da relação de causalidade entre a microcefalia e o zika, há preocupação suficiente para justificar uma ação imediata.

“Precisamos agir rápido para oferecer às mães e gestantes a informação de que necessitam para proteger seus bebês e a si mesmas e precisamos engajar as comunidades no combate ao mosquito que carrega e transmite o vírus”, disse a assessora sênior para Emergências de Saúde, Heather Papowitz.

O órgão das Nações Unidas informou que está trabalhando em parceria com o governo brasileiro para mobilizar comunidades, por meio de mensagens, sobre como evitar picadas de mosquito Aedes aegypti e eliminar os criadouros.

“Com o vírus se espalhando rapidamente, medidas simples que podem ajudar a manter a salvo as pessoas incluem usar repelente; cobrir o corpo tanto quanto possível com roupas compridas e de cor clara; eliminar os locais onde os mosquitos podem procriar; e colocar telas nas janelas e portas. As mulheres grávidas que acham que foram expostas ao vírus devem procurar atendimento com um profissional de saúde.”

O comunicado destacou ainda que, embora o aumento da microcefalia, até agora, tenha sido relatado somente no Brasil, o Unicef está ampliando seu apoio a outros países da América Latina e do Caribe, utilizando uma rede de 24 escritórios que atendem 35 países e territórios na região.

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