Especialistas dos EUA chegam ao Brasil para ajudar no combate ao zika vírus

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Cooperação entre os países foi acertada entre Dilma e Obama; técnicos chegam na próxima semana para definir cronograma

Agência Brasil

Mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir dengue, zika vírus e febre chikungunya
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Mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir dengue, zika vírus e febre chikungunya

Técnicos do Centro de Controle e Combate a Doenças dos Estados Unidos (CDC) chegarão ao Brasil na próxima semana para definir um cronograma para o combate ao zika vírus, informou nesta quarta-feira (3) o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em viagem a Montevidéu, no Uruguai.

A cooperação entre os dois países foi acertada entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Houve também entendimentos entre o ministro brasileiro e a secretária de Saúde americana, Sylvia Burbell.

“O Brasil está tomando medidas efetivas em várias frentes. Uma delas, que é a mais importante para o futuro, é uma parceria com vários laboratórios para o desenvolvimento da vacina”, disse Castro. O ministro foi a Montevidéu para a reunião de ministros da Saúde do Mercosul e de outros países da América Latina, como México, Colômbia, Peru, Suriname e Venezuela.

"A questão do zika vírus no Brasil está sob controle”, disse Castro, reafirmando que, apesar da redução de gastos do governo, não faltará dinheiro para o combate à doença. O ministro voltou a afirmar que a principal frente de combate “imediata” contra o vírus continua a ser “a união dos esforços” para a eliminação dos locais de reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Em sua apresentação no encontro, Castro anunciou que o Brasil fornecerá treinamento a agentes de saúde do Mercosul, para que possam fazer um diagnóstico mais rápido da contaminação pelo zika vírus, com procedimentos desenvolvidos por especialistas brasileiros. "Temos o desafio de reforçar o sistema de vigilância na região. Para isso, o Brasil quer compartilhar a sua experiência e receber equipes interessadas neste conhecimento”, disse o ministro.

O Brasil confirmou 17 casos de microcefalia e/ou anomalias do sistema nervoso central relacionados ao zika vírus, entre os 404 casos registrados. Ainda estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais de Saúde 3.670 casos suspeitos de microcefalia, de acordo com boletim divulgado nesta terça-feira (2) pelo ministério.

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