Animais de estimação podem contrair dengue?

Por Gustavo Mause , especial para o iG |

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Apesar de também picar os pets, mosquito Aedes aegypti transmite doenças apenas para humanos; potinhos de água dos bichos podem virar criadouros

Com a crise de dengue, é importante ficar atento para saber como se proteger. As informações sobre como evitar focos de proliferação do Aedes aegypti, utilizar corretamente repelentes, observar os sintomas das doenças e tratá-las em caso de infecção estão em todo lugar. Mas e quem tem animais de estimação em casa? Donos de gatos, cachorros, passarinhos e outros bichos ficam ainda mais aflitos, de olho também na segurança deles.

Veja os cuidados que você precisa ter com o seu animal de estimação:

Quem tem bichinhos de estimação não precisa se preocupar: o Aedes aegypti não transmite dengue, zika vírus ou febre chikungunya para animais . Foto: iStock2. De acordo com estudos, o mosquito tem preferência por uma proteína presente no sangue humano . Foto: iStock. No entanto, animais podem pegar outras doenças, transmitidas por mosquitos diferentes, como a leishmaniose. Foto: iStockOs animais são sensíveis ao uso de repelentes. Proteja-os com telas nas janelas e portas, e na área externa, com o uso de inseticidas. Foto: iStockOs recipientes com água em que os pets matam a sede precisam de cuidado: a água deve ser trocada diariamente. Foto: iStockTambém é importante, com a ajuda de uma bucha, limpar os potinhos 2 vezes por semana. O Aedes aegypti pode depositar ovos nas suas laterais. . Foto: iStock

No entanto, não é necessário se preocupar. Apesar do Aedes aegypti picar animais, o mosquito transmite a dengue – assim como o zika vírus e a febre chikungunya – apenas para humanos. 

“O Aedes aegypti não transmite doenças aos animais de estimação. Existe um estudo que menciona a preferência do mosquito por uma proteína presente no sangue humano. Embora haja algumas menções sobre a transmissão de outras doenças, nada foi provado”, afirma a bióloga Heloisa Helena Kuabara, da Truly Nolen Brasil.  

Entretanto, os animais estão sujeitos a outras doenças. Em países tropicais, como no Brasil, a leishmaniose é uma das doenças infectocontagiosas mais perigosas, comum em muitas regiões. Os cachorros costumam ser os mais afetados, podendo ter lesões graves no fígado, baço e rins. 

“A leishmaniose é transmitida por outro mosquito, o flebótomo [conhecido como ‘mosquito-palha’], não tendo relação direta com o Aedes aegypti. Porém, as medidas de prevenção são compartilhadas até certo ponto. É recomendável utilizar telas em portas e janelas e inseticidas de ação residual na área externa da casa”, afirma a especialista. 

De acordo com Rogério Moraes, do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h, não existem repelentes verdadeiramente eficazes para animais. 

Os donos dos animais devem se preocupar com outras doenças, como a leishmaniose
iStock
Os donos dos animais devem se preocupar com outras doenças, como a leishmaniose

“Animais são muito sensíveis aos repelentes. Não é recomendável utilizá-los. Além disso, se um humano estiver por perto, o Aedes provavelmente não irá picar um cachorro ou um gato. Mesmo que acabe picando, não transmitirá nenhuma doença”, afirma. 

Cuidados com recipientes de água 

Embora os animais não peguem as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, quem tem pets em casa deve ficar atento. 

A água dos recipientes em que cachorros, gatos e outros pets matam a sede não pode ficar parada. Limpar os pratinhos para evitar o depósito de ovos do mosquito é fundamental.   

"A água deve ser trocada diariamente, e o recipiente lavado com bucha duas vezes por semana", explica Carolina Lázari, infectologista do laboratório A+ Medicina Diagnóstica. 

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