Com 1,6 milhão de casos, Brasil registra recorde de dengue em 2015

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Número é o maior da série histórica, iniciada em 1990; último recorde havia sido em 2013, quando tiveram 1.452.489 casos

Em relação a 2014, quando houveram 586.955 casos de dengue, houve uma alta de 180%
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Em relação a 2014, quando houveram 586.955 casos de dengue, houve uma alta de 180%

Em 2015, foram registrados 1.649.008 casos prováveis de dengue em todo o Brasil, de acordo com o novo relatório divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (15). O número é o maior da série histórica, iniciada em 1990, quando tiveram 40.279 ocorrências.

O antigo recorde foi em 2013, quando foram registrados 1.452.489 casos. Em relação a 2014 houve uma alta de 180%, quando houveram 586.955 notificações. O documento também indica que, no período de 2015, foram confirmadas 843 mortes pela doença. Em 2014, foram 473 mortes.

Nesse volume estão incluídos casos diagnosticados por exame laboratorial e método clínico-epidemiológico, baseado em sintomas e na ocorrência no local, critério também indicado pelo Ministério da Saúde.

A região Sudeste teve o maior número de notificações no ano, com 1.026.226 de casos (62,2% do total em todo o País). A seguir vem as regiões Nordeste com 311.519 ocorrências (18,9%), Centro-Oeste com 220.966 (13,4%), Sul com 56.187 (3,4%) e Norte com 34.110 (2,1%).

Em São Paulo, Estado com maior número absoluto de casos, o salto foi de 226.866 (2014) para 733.490 (2015). Goiás foi o Estado com maior número de pessoas com dengue por habitante – 2,5 mil casos por 100 mil habitantes. Em seguida, São Paulo, com 1.665, e Pernambuco, com 1.107.

Em 2015,  foram confirmados 1.569 casos de dengue grave e 20.329 casos de dengue com sinais de alarme. No mesmo período de 2014, foram 764 casos de dengue grave e 8.436 casos de dengue com sinais de alarme. Em 2015, o pico de incidência de infecções por dengue ocorreu em abril. 

Chikungunya

Em 2015 foram notificados 20.661 casos autóctones suspeitos de febre de chikungunya, que, assim com a dengue, também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Em 2014, o quantitativo chegou a 3.657. Ao todo, 7.823 foram confirmados, sendo 560 por critério laboratorial e 7.263 clínico-epidemiológico. O restante ainda está em investigação. De acordo com os dados,18 estados registraram a circulação do vírus.

No período, registraram-se três óbitos pela doença no Brasil, sendo dois na Bahia e um em Sergipe. Conforme as investigações, esses óbitos ocorreram em pessoas com idade avançada – 85, 83 e 75 anos – e com histórico de doenças crônicas preexistentes.

As infecções por dengue e por chikungunya têm os mesmos vetores e praticamente os mesmos sintomas. As peculiadirades são que, enquanto a dengue tem evolução mais grave, a febre chikungunya é considerada mais leve, mas com dores mais intensas nas articulações.

Zika vírus

Ao contrário da dengue e da febre chikungunya, a infecção pelo zika vírus, também transmitida pelo Aedes aegypti, não tem notificação obrigatória no Brasil, já que 80% dos casos não apresentam sintomas.

Dessa forma, o Ministério da Saúde não tem registro do número de casos. Entretanto, o boletim epidemiológico revela que, em 2015, o vírus foi transmitido em 19 Estados. Em 2016, o Distrito Federal foi a 20ª unidade da Federação a entrar nesta lista.

A princípio, o zika era considerado o vírus mais brando entre os três transmitidos pelo Aedes aegypti. Porém, em novembro do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou que, quando uma gestante é infectada pelo vírus, ela pode gerar uma criança com microcefalia, uma malformação irreversível.

*Com Agência Brasil

Veja também: 10 erros que você comete na hora de passar o repelente

O primeiro erro que alguém pode cometer é tratar todos os repelentes como iguais, passando-os sem considerar suas diferenças quanto à durabilidade e efeitos  . Foto: iStockErro: passar o repelente mais de três vezes por dia. Eesse é o máximo de aplicações que os médicos recomendam diariamente . Foto: iStockHá basicamente três tipos de repelentes disponíveis no Brasil: o DEET, o IR 3535 e a  icaridina. Foto: iStockO DEET e o IR 3535 afugentam os mosquitos por até quatro horas. A icaridina é a mais eficiente e consegue os insetos por até 10 horas, reduzindo a quantidade de aplicação ao longo do dia. Foto: STOCKXPERT/ARQUIVOErro: Não priorizar as áreas expostas na hora de aplicar o repelente, como o rosto, pernas e braços, também é um erro. Aplicar o produto em todo o corpo aumenta as chances de intoxicação . Foto: iStockErro: aplicar repelente em ambientes fechados também aumenta as chances de intoxicação. Prefira lugares abertos, onde o ar circula mais e o odor do produto se dispersa melhor . Foto: iStockErro: passar repelentes em crianças com menos de dois anos de idade. Mais sensível, a pele delas tem pouca defesa, absorvendo mais o produto, o que pode gerar complicações  sistêmicas, neurológicas e pulmonares. Foto: iStockErro: dormir com o repelente no corpo não é uma boa prática. O produto pode passar para os lençóis e acabar contato com áreas sensíveis, como olhos e a boca. Tome um banho antes de deitar . Foto: iStockErro: Não lavar as mãos, especialmente das crianças, depois da aplicação do repelente. As mãos sujas com o produto podem acabar em contato com os olhos e a boca, o que pode causar intoxicação. Foto: iStockErro: aplicar o repelente nas áreas próximas das mucosas (olho, nariz e boca). Foto: iStockErro: passar o repelente em áreas feridas do corpo. Isso aumenta a chance de intoxicação . Foto: iStockErro: tratar os repelentes naturais, como a citronela, como inofensivos é um equivoco. Além de não ter eficácia comprovada, eles ainda podem causar reações alérgicas  . Foto: iStock


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