Horário eleitoral no Pará não tem propostas dos candidatos

Postulantes ao governo do Estado se limitam às críticas. PSTU fica de fora por falta de representação no Estado

Pollyanna Bastos, iG Pará |

Os candidatos ao governo do Pará participaram ontem do primeiro debate político desta campanha. Estiveram presentes no programa a atual governadora Ana Júlia (PT), o ex-governador PSDB, Simão Jatene, além de Domingos Juvenil (PMDB) e Fernando Carneiro (PSol). Cleber Rabelo, (PSTU), foi excluído do debate devido à falta de representação política do partido no Estado.

Durante o programa poucas propostas de governo foram confrontadas, a maioria das perguntas se baseava em críticas às gestões passadas do PT e PSDB e ao desempenho em cargos majoritários ocupados pelos outros partidos tanto no âmbito estadual e ao município de Belém. A governadora Ana Júlia respondeu questões sobre a situação da saúde e da segurança pública no Estado.

A candidata foi acusada por Jatene de ter investido mais em propagando do que em hospitais e equipamentos durante o mandato. Fernando Carneiro pediu explicações sobre o acordo extrajudicial para a devolução de R$ 160 milhões à Prefeitura de Belém. Esse acordo, acrescentou, foi para comprar o apoio do PTB à candidatura de Ana Júlia.

Jatene também foi questionado sobre a situação do Estado durante seu governo. Entre os principais pontos criticados pelos adversários estavam baixos índices de qualidade da educação e a falta de investimentos na Polícia.

Morte de bebês

Domingos Juvenil foi chamado a se pronunciar sobre a morte de 20 bebês na Santa Casa de Misericórdia do Pará, em 2008. O fato aconteceu quando a Secretaria de Saúde do Pará estava sob administração do PMDB. Durante o debate Juvenil prometeu investimentos em educação e segurança pública. Ele citou o apoio de Jader Barbalho e Almir Gabriel à sua candidatura.

Juvenil elogiou o presidente Lula, destacando a participação do PMDB e lamentou que a aliança nacional não tenha sido possível também no Pará. Carneiro explicou o motivo de sua saída do PT, que ajudou a fundar. O rompimento teria sido motivado pelo desacordo com as alianças firmadas pelo PT com partidos tradicionalmente adversário.  E assegurou: se eleito, fará aliança com o povo.

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