Washington, 7 mai (EFE).- A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse que o Governo do Paquistão foi advertido das "consequências severas" caso um atentado como o fracassado em Times Square prosperasse e fosse determinado que se originou nesse país.

Washington, 7 mai (EFE).- A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse que o Governo do Paquistão foi advertido das "consequências severas" caso um atentado como o fracassado em Times Square prosperasse e fosse determinado que se originou nesse país. Em entrevista no programa "60 minutos", da rede de televisão "CBS", Hillary defendeu os esforços do Governo paquistanês na luta antiterrorista. A secretária de Estado assegurou que os Estados Unidos receberam "muito mais cooperação" de Islamabad que no ano passado, quando ela criticou o país duramente no Congresso por não fazer o suficiente para combater os insurgentes e extremistas e concentrar-se unicamente na Índia. "Tenho que defender os esforços do Governo do Paquistão. Recebemos muito mais cooperação e vimos realmente uma mudança de fundo no compromisso do Governo paquistanês", assegurou. O Governo do presidente Barack Obama está em contato permanente com o Paquistão para que colabore na investigação do atentado fracassado do fim de semana passado em Nova York. Os EUA investigam os vínculos com o Paquistão do suspeito de ter colocado um carro-bomba no fim de semana passado na Times Square, Faizal Shahzad, e se o ataque foi organizado ou dirigido do país. Shahzad, de 30 anos, confessou ter recebido treinamento com explosivos em um acampamento da região paquistanesa de Waziristão, reduto dos talibãs. Hillary disse que Washington "deixou muito claro que - acrescentou -, Deus não permita, mas se um atentado como este que nos conduz ao Paquistão tivesse prosperado, então haveria consequências muito severas". A secretária de Estado assinalou, além disso, que desde que a relação com o Paquistão melhorou, os resultados foram encorajadores. "Também temos uma relação entre nossas Forças Armadas, os serviços de inteligência e Governos muito melhor que antes", explicou, para acrescentar que no passado houve um "jogo duplo" no qual os paquistaneses "falaram" muito, mas produziram poucos resultados. EFE

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