Vírus H1N1 "se instalou rapidamente e se converteu na cepa de gripe dominante em grande parte do mundo", diz OMS

O vírus da gripe suína (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS), que já fez cerca de 2.200 mortes em 177 países, tornou-se dominante no mundo, suplantando o da gripe sazonal, anunciou nesta sexta-feira a Organização Mundial de Saúde.

Nos diferentes lugares nos quais a epidemia se propagou ficou "comprovado que o vírus pandêmico H1N1 se instalou rapidamente e se converteu na cepa de gripe dominante em grande parte do mundo", explicou a OMS em comunicado. Até agora, a organização considerava "provável" um domínio do H1N1 a partir deste inverno.

Segundo os dados publicados pela OMS nesta sexta-feira, a pandemia, declarada no dia 11 de junho, causou a morte de "pelo menos 2.185 pessoas" e deixou cerca de 209 mil enfermos em mais de 177 países.

Casos no Brasil

Na última quarta-feira, o Ministério da Saúde apresentou um novo balanço de mortes decorrentes da "gripe suína". Contabilizando as vítimas fatais registradas pelos Estados e pelo ministério, o País contabiliza mais de 582 mortes. Com isso, o Brasil passou os EUA com o maior número de vítimas fatais no mundo. 

No entanto, na terça-feira, o ministério afirmou que entre os dias 9 e 15 de agosto foi registrada uma diminuição no "número absoluto de casos graves" de "gripe suína". Isso levou o governo a afirmar que se trata de um indicativo, ainda preliminar, de que a doença pode estar recuando .

No comparativo com os 15 países com maior número de mortes, o Brasil tem a 7ª taxa de mortalidade - que representa o percentual de óbitos em relação à população de cada País.

De acordo com o Ministério da Saúde, com exceção da Costa Rica, os países com as maiores taxas de mortalidade estão no hemisfério Sul. O governo alega que "é no hemisfério Sul que a pandemia atualmente apresenta maior impacto por causa do inverno".

Nova onda

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o País está se preparando para uma segunda onda da "gripe suína" em 2010. Estamos investindo para estarmos preparados para uma segunda onda [da "gripe suína"] no ano que vem, atentou o ministro.

A pasta promete investir em capacitação profissional, pesquisas, aumento de leitos, compra de equipamentos e de material para diagnóstico do vírus H1N1.

O ministro indicou que com a liberação de R$ 2,1 bilhões do governo federal até setembro para o combate à nova gripe serão comprados mais de 70 milhões de doses de vacina e mais de 10 milhões de kit de tratamentos. 

Faremos uma licitação internacional para que o Brasil possa ter um estoque confortável, prometeu Temporão. 

(com informações da AFP e Agência Estado)

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