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Versão infantil do Tamiflu começa a ser distribuída hoje pelo Vital Brazil no Rio

RIO DE JANEIRO - O Instituto Vital Brazil, laboratório público estadual do Rio de Janeiro, começa a distribuir nesta segunda-feira uma versão infantil do osetalmivir (Tamiflu), remédio usado para tratar a gripe suína (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). A nova versão do medicamento é líquida; diferente da original, em cápsula.

Redação com agências |

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Versão infantil do Tamiflu é finalizada

Segundo o diretor industrial do instituto, Jorge Coelho, a ideia é produzir 400 frascos por dia. A capacidade de produção é de até 14 mil frascos. No entanto, de acordo com o diretor, é a Secretaria Estadual de Saúde que vai determinar a demanda. O órgão também é responsável pela distribuição do medicamento.

"O Vital Brazil produz à medida que eles vão pedindo, e a gente não sabe qual vai ser a necessidade. Esse produto tem uma validade muito pequena, de 21 dias, então tem que se fazer a produção de acordo com a distribuição. Se fizer muita coisa, de repente você perde o produto, afirmou Coelho.

Para produzir o osetalmivir líquido, o Instituto Vital Brazil está usando uma carga de pó de fosfato de osetalmivir, enviada pelo Ministério da Saúde, na semana passada. Segundo o laboratório, a nova versão do remédio foi criada por causa das dificuldades das crianças em ingerir as cápsulas do Tamiflu.

Alerta

Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para o fato de que bebês com menos de 1 ano e grávidas que receberam o remédio Tamiflu devem ser acompanhados cuidadosamente por seus médicos nas primeiras 48 horas após a primeira dose e também depois para a avaliação de possíveis efeitos adversos.

No caso das crianças, a avaliação deve se repetir em 30 dias após o primeiro uso do tratamento. Para as gestantes, em até 30 dias após o parto, também para a verificação de eventuais prejuízos aos recém-nascidos.

Os profissionais devem prorrogar sua preocupação após receitar o remédio, afirmou Dirceu Barbano, um dos diretores da agência.

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A ideia do Instituto Vital Brazil é produzir 400 frascos do medicamento por dia

Efeitos desconhecidos

Segundo enfatizou, o alerta é necessário porque não há larga experiência de uso da droga nessas populações e não se conhece seus efeitos. Além disso, por questões éticas, não são realizados estudos com bebês e gestantes. A droga vinha sendo utilizado principalmente contra a gripe sazonal, que afeta mais idosos.

A agência recomenda que todos os profissionais de saúde informem o órgão sobre eventos adversos. Já estuda, porém, inclusive entrevistas diretas com pacientes que receberam o medicamento para buscar eventuais problemas. No Brasil, pelo menos 107 gestantes tiveram a doença e se recuperaram, mas não há ainda dados sobre quantas receberam a droga.

Em julho a agência já havia feito outro alerta, para o risco de utilização de medicamentos contendo ácido acetilsalicílico, como a Aspirina, em crianças com sintomas associados às infecções virais como as gripes. O cuidado se deve ao risco que crianças e adolescentes têm de desenvolver a Síndrome de Reye, que gera vômito, letargia, agressividade e convulsões. 

Ministro da Saúde fala sobre o medicamento Tamiflu; assista:

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