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Sob críticas, governo do Rio começa a distribuir medicamento contra gripe suína

Rio de Janeiro - Os 45 quartéis do Corpo de Bombeiros e as 12 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no Rio de Janeiro começaram a distribuir neste sábado as cinco mil cartelas com o fosfato de oseltamivir, produzido pelo laboratório Farmanguinhos para substituir o Tamiflu, fabricado pela Roche. O medicamento é usado no tratamento de pacientes com gripe suína (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS).

Agência Brasil |

A cartela só é liberada mediante preenchimento de formulário próprio e receita médica. Até o final da tarde, houve cinco retiradas no quartel dos bombeiros no bairro do Humaitá, na zona sul carioca, três no quartel no centro da cidade e uma na Barra da Tijuca e outra em Vila Isabel.

Agência Brasil
No Distrito Federal, escolas recebem kits contra a gripe


As cinco mil cartelas fazem parte do lote de 210 mil fabricados pelo laboratório a pedido do Ministério da Saúde, para distribuição a diversas secretarias de Saúde do país. Podem retirar o medicamento pessoas físicas ou clínicas e hospitais, cumpridas as formalidades. A distribuição no estado do Rio começou ontem e se encerrou hoje.

A intensificação do combate à gripe não se restringe à distribuição do remédio. O primeiro compromisso da agenda do governador Sérgio Cabral na próxima segunda -feira será o anúncio, às nove horas, da construção de 23 novas UPAs, em parceria com o Ministério da Saúde, em 22 cidades, até o fim do ano que vem.

A Defensoria Pública da União no Rio, que recebe adesões para a ação coletiva que moverá por danos materiais e morais em outubro , anunciou para o dia seguinte, ter ça-feira, nova ação civil pública na justiça, assinada pelo defensor titular de Ofícios de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, André Ordacgy.

Queremos desmilitarizar a guarda e a distribuição dos medicamentos. Quartéis não têm condições de armazenamento de produtos medicinais e, além do mais, o remédio tem de estar na rede pública e em hospitais e clínicas particulares, onde as pessoas vão quando se sentem mal, disse o defensor público.

No mesmo tom, o médico infectologista Edimilson Migowski, também membro da Academia Nacional de Farmácia, reclama a ausência de farmacêuticos no armazenamento e na entrega. Mas sua queixa maior é de outra natureza:

Se fosse facilitar a vida do cidadão, eu entenderia deixar os medicamentos nos quartéis, mas não é isso que vai acontecer. Ao contrário, o sujeito com febre, dores pelo corpo e tudo o mais em vez de ir ao hospital vai ao quartel.

Edimilson fala com mais autoridade sobre a questão, porque ele próprio é major da reserva do Corpo de Bombeiros do Rio, onde serviu por 16 anos. Sua opinião é de que está havendo desvio de função e que quartel não funciona 24 horas como uma UPA:

Na verdade, acho tudo isso errado. Quem tem autoridade sobre armazenamento e dispensa de medicamentos é farmacêutico, médico examina e passa a receita, e bombeiro só pode entrar na história em situações excepcionais e específicas.

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