Uma leve dor de cabeça, fadiga e um princípio de tosse. Acordei estranho na última sexta-feira, mas resolvi ir para a labuta assim mesmo. No decorrer do dia piorei. A tosse aumentou e tive febre. Fiquei cabreiro com a possibilidade de ser gripe suína.

Sou jornalista do site iG Esporte, do portal iG, e, na última quarta-feira, fui a Belo Horizonte ¿ trabalho na sede do portal em São Paulo - acompanhar a final da Libertadores da América entre Cruzeiro e Estudiantes.

No aeroporto, me deparei com uns argentinos, torcedores da equipe estrangeira. No caminho do Mineirão ¿ estádio onde foi realizada a partida -, passei em frente a um bar onde estavam pelo menos uns 50 torcedores argentinos, tomando cerveja e fazendo uma festa danada. Pedi para o taxista parar.

Precisava de um assunto bom e escrever sobre os bastidores da decisão. Fiz fotos e vídeos do pessoal. Foi meu primeiro contato efetivo com os hermanos. Chegando ao estádio, vi todos os policiais usando máscaras de proteção, principalmente aqueles que fariam a escolta dos torcedores do Estudiantes. Na sala de imprensa, mandava as informações do jogo pelo notebook para a redação. E lá havia muitos jornalistas argentinos, num ambiente fechado.

No fim do expediente de sexta, por curiosidade - e necessidade -, resolvi ir ao hospital. Estava acompanhado de minha noiva, que também estava se sentindo mal desde a última terça-feira.

Chegamos ao hospital Hospital Oswaldo Cruz. No atendimento para gripe, todo mundo usava as famosas máscaras. Peguei a minha e coloquei também. O local aceitava meu plano de saúde, menos o da minha noiva.

Fomos então para o Beneficência Portuguesa, ali do lado, que aceitava os dois. Nos deparamos com a mesma situação. Todos com as máscaras de proteção. Fiz a minha ficha, relatei para a recepcionista o que estava sentindo, contei sobre a viagem a Belo Horizonte e o contato que tive com os argentinos. Eles ficaram preocupados. Tanto que nos passaram na frente de todos que esperavam o atendimento e fomos direto para a sala do médico.

Tirei minha temperatura - mais de 39º de febre -, medi a pressão e conversei com o médico. Eu estava com todos os sintomas da gripe suína e as possibilidades eram altíssimas, disse ele. Recomendou que ficasse "de molho" por três dias em casa, isolado do mundo. Se eu melhorasse nesse período, poderia voltar às atividades normais.

Antes de deixar o hospital, perguntei ao médico se eu não faria algum tipo de exame para saber se eu realmente estava ou não com a tal gripe, mas ele disse que os hospitais não fazem mais isso por falta de verba. O exame só é feito em quem chega ao hospital quase morrendo, literalmente, ou em casos suspeitos em bebês, grávidas ou idosos.

Não sabia. Confirmei isso depois. Mas eu queria saber se peguei a gripe suína... Passei o final de semana inteiro trancado dentro de casa, em quarentena, tomando remédio para baixar a febre e xarope para passar a tosse.

No sábado ainda estava ruim, mas no domingo já fiquei mais disposto. Hoje, segunda-feira, estou quase 100%. Nunca vou saber se tive mesmo a gripe suína porque já estou melhor e não fiz os exames necessários.

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