A pandemia de gripe suína (rebatizada http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_topde gripe A H1N1 pela OMS) revela que ainda não existe uma coordenação internacional para lidar com problemas globais de saúde. Pressionada politicamente e refém de interesses comerciais, a Organização Mundial da Saúde (OMS), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), não conta com uma estratégia de vacinação nem de distribuição de antivirais.

Não temos uma política para isso, vamos explorar todas as opções, disse o porta-voz da entidade Gregory Hartl. Além disso, a OMS não conseguiu contabilizar os casos da doença a contento nem criar um fundo para lidar com a doença.

A entidade não consegue montar uma estratégia de vacinação. Originalmente, a diretora da OMS, Margaret Chan, afirmou que a vacina teria de começar a ser produzida assim que decretada a pandemia. Quando isso ocorreu, Chan mudou de ideia porque as empresas deveriam concluir a produção de vacinas sazonais que já estava em andamento. Agora, ela está de férias.

A OMS convocou então farmacêuticas de todo o mundo para que fosse montada uma estratégia de vacinação e de distribuição de antivirais. Três meses depois, não há estratégia.

Nesta segunda-feira, a OMS decidiu publicar novos números de casos. Seriam 134,5 mil em todo o mundo, com 816 mortes. Mas esses números são de 22 de julho e só foram divulgados cinco dias depois. A região mais afetada seria o continente americano, com 87,9 mil casos, contra 16,5 mil na Europa e 21,5 mil no Oeste Pacífico. As Américas teriam mais de dois terços dos casos e 86% das mortes, com 707 óbitos entre os 816 contabilizados.

Mas o próprio comunicado deixa claro que os números não representam a realidade. Só no Reino Unido seriam mais de 100 mil casos e 1 milhão nos Estados Unidos. Além disso, a OMS não recomenda se escolas devem ou não ser fechadas. Na semana passada, o órgão admitiu que o maior número de casos foi inicialmente registrado em pessoas entre 12 e 17 anos, mas que, com a expansão da doença, a média de idade havia subido. Fechar escolas teria uma função, mas com custos proibitivos. A entidade, então, não recomendou estratégia. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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