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Quadro atual da gripe suína não é motivo para pânico, diz médico

A elevação do número de mortes causadas pela gripe suína (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) não deve ser motivo para pânico, disse nesta terça-feira o infectologista Carlos Magno Fortaleza, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). É certo que há uma preocupação moderada, um sentimento de cautela. Uma pandemia, como declarado pela Organização Mundial de Saúde, não é um quadro de normalidade, mas não é caso para pânico. A letalidade da doença é baixa, afirmou.

Redação com Agência Estado |

Nesta tarde, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou mais cinco mortes causadas pela "gripe suína", nome popular da influenza A, provocada pelo vírus A(H1N1). O Estado já registra oito mortes pela doença.

Coordenador do atendimento do Hospital das Clínicas de Botucatu, da Unesp, Fortaleza considera adequadas as medidas que estão sendo tomadas e diz que o mais importante neste momento é manter a vigilância sobre o chamado grupo de risco, composto por gestantes, pacientes sob tratamento de imunodepressivos, com obesidade mórbida, histórico de problemas respiratórios e crianças abaixo de dois anos.

AE

Até o momento, a doença matou 20 pessoas no País


Questionado sobre porque boa parte das vítimas são jovens e adultos, Fortaleza explicou que, historicamente, vírus pandêmicos afetam mais jovens adultos, que têm menos memória imunológica que os mais velhos. "Mas sob o ponto de vista relativo, as mortes ocorrem em maior número nos grupos de risco que nas pessoas saudáveis. Por isso é importante monitorar esses grupos", afirmou.

Neste sentido, a separação de pessoas com problemas respiratórios nas emergências dos hospitais, como sugerido pelo Ministério da Saúde, é importante porque a aglomeração de pessoas facilita a transmissão. "É uma atitude desejável. No HC de Botucatu separamos um espaço para fazer esses atendimentos", revela.

Houve aumento de atendimento no pronto socorro do hospital desde a morte de um jovem de 28 anos infectado pelo H1N1 na semana passada. "Temos atendido de 50 a 60 pessoas por dia nesse espaço, mas a maioria apresenta sintomas sem gravidade", afirmou.

O aumento dos atendimentos no pronto socorro também continua a ser a rotina no Hospital Emílio Ribas, onde a procura aumentou de uma média de 70 pacientes antes do feriado de Corpus Christi, em junho, para atuais 280 a 300, de acordo com seu diretor, o infectologista David Uip. Ele também considera que o quadro da doença está dentro do esperado. "Infelizmente, há mortes, é muito doloroso para as famílias, mas elas ocorreram dentro do contexto da doença. Já esperávamos isso", afirmou.

Ele argumenta que neste momento o melhor seria que os casos de gripe sem gravidade fossem atendidos pelas unidades básicas de saúde e pelos convênios médicos, algo que, reconhece, é difícil de acontecer. Aos hospitais de referência, como o Emílio Ribas, caberia o tratamento dos casos mais graves. Ele lembra que os sinais de agravamento da doença são febre persistente e falta de ar.

Para Carlos Fortaleza, da Unesp, o Brasil gerencia melhor a influenza A que os vizinhos Argentina e Chile. Isso porque tomou medidas de contenção eficientes, estudadas desde a disseminação da gripe aviária pelo mundo há dois anos. Isso permitiu que muitos hospitais montassem uma estrutura de atendimento, embora falhas sejam registradas em alguns locais. "Sabíamos que a influenza A chegaria, mas também sabíamos que o impacto seria menor".

Pelo último dado disponível da OMS, que parou de divulgar os números da gripe, o Chile tinha 25 óbitos em 9.549 casos e a Argentina, 137 mortes em 3.056 casos.


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